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Edição de 30-11-2022
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    Arquivo: Edição de 15-11-2007

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA JUNTA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Os problemas de sempre de novo em foco

    Como é hábito na primeira quarta-feira de cada mês o executivo da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE) reuniu a 7 de Novembro último para levar a cabo a sua sessão pública.

    Na ausência – uma vez mais – de uma ordem trabalhos rica em conteúdos, a reunião foi dominada por vários assuntos velhos conhecidos destas andanças, sendo que uns continuam por resolver ao passo que outros estão com os dias contados. Neste último aspecto salientamos o fatídico cruzamento das ruas Gil Vicente, Fábrica da Cerâmica e Almeida Garrett cuja sinalização luminosa já foi instalada, e ainda da luz verde dada pela REFER no que concerne à instalação de escadas rolantes na estação de Ermesinde.

    O mercado voltou a ser mencionado, desta feita com Artur Pais a dar conta de uma reunião para discutir o assunto com a presidente da Assembleia Municipal agendada para o dia 19 de Novembro.

    De mal a pior vai a limpeza das ruas da freguesia, outro tema bastante focado quer pelo público quer pelos elementos da oposição.

    Fotos CDU/ERMESINDE
    Fotos CDU/ERMESINDE
    Foi com boas notícias que teve início a sessão, pois no período de informações Artur Pais deu a saber que o tormento do cruzamento das ruas Gil Vicente, Fábrica da Cerâmica e Almeida Garrett – cujo número de acidentes nos últimos tempos tem sido alarmante – teria já um fim anunciado. À data da realização desta reunião a sinalização luminosa – há muito requesitada – estava já instalada no local, sendo que no entanto ainda não se encontrava em funcionamento.

    Boa nova foi também o facto de a REFER ter anunciado à Junta a sua pretensão de instalar no início de 2008 escadas rolantes na estação de Ermesinde, uma notícia que terá agradado particularmente à paroquiana Esmeralda Carvalho, que em todas as reuniões públicas desde o início deste mandato tem “lutado” por este objectivo. No período de informações Pais deu ainda a saber que a Câmara de Valongo vai iniciar uma experiência-piloto no concelho com a colocação de três moloks para reciclagem, sendo que a sua instalação será no Parque Urbano de Ermesinde. Foi ainda dito que irá em breve ter início uma recolha selectiva de verdes, madeiras, cartão, roupas e ceras dentros dos cemitérios, tendo a Lipor já oferecido contentores para o efeito e prontificado-se a fazer duas recolhas semanais.

    Seguiu-se a intervenção do público, com a sempre presente e atenta Esmeralda Carvalho a trazer para cima da mesa um leque de velhas questões que continuam a assombrar a cidade, entre as quais a deficiente limpeza de inúmeras artérias da freguesia. Alertou igualmente para os cada vez mais frequentes actos de vandalismo nos cestos de papéis espalhados pela cidade. A paroquiana agradeceu ainda à REFER a colocação de escadas rolantes na estação, lamentando somente que a decisão da empresa não incluísse também um tapete rolante para o local.

    A segunda intervenção da parte do público pertenceu a Armindo Ramalho, que deu a conhecer uma situação deveras lamentável, e porque não dizê-lo desumana, que se vive na Escola Primária dos Montes da Costa. Acontece que existem salas de aula cujas persianas se encontram estragadas há mais de um mês e consequentemente estão fechadas, tornando aqueles espaços em verdadeiras prisões para as crianças que diariamente lá se econtram.

    O paroquiano pediu a intervemção urgente junto da autarquia de Valongo.

    A derradeira intervenção da noite pertenceu a Antónia Faria, que mostrou o seu total desagrado por ter sido permitida a venda de flores e cera no exterior dos cemitérios no Dia de Todos os Santos. Isto quando a JFE já havia deliberado há vários meses que a venda desses materiais seria entregue a apenas um vendedor e, como tal, seriam proibidas as vendas a outros pretendentes no exterior do local. Em resposta a alguns destes assuntos, Artur Pais frisaria que iria colocar as questões junto da Câmara de Valongo a fim de serem resolvidas.

    A DEGRADAÇÃO DO

    BAIRRO DAS SAIBREIRAS

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    Na ronda de intervenções dos elementos pertencentes às duas forças políticas da oposição, Sónia Sousa, da CDU foi a primeira a usar da palavra para, entre outros temas, apresentar uma tomada de posição relativamente ao Bairro das Saibreiras. O referido documento dizia que «no passado dia 10 de Fevereiro a Comissão de Acompanhamento dos Bairros Sociais – criada pela Assembleia Municipal de Valongo (AMV) – efectuou uma visita ao Bairro das Saibreiras, onde apontou a necessidade de intervenção urgente neste complexo. No mês passado, a CDU realizou uma visita ao referido complexo de habitação social, tendo concluído que, desde o fim dos trabalhos da comissão até aos dias de hoje, nada foi feito, podemos até afirmar que, neste último ano, a degradação do bairro acentuou-se. O presidente da Junta de Ermesinde fez parte desta comissão, pretendemos saber se o senhor já questionou a Câmara de Valongo do porquê da Vallis Habita não ter realizado as obras apontadas pela comissão e quando está previsto o início das mesmas», interrogou a autarca comunista. Nesta tomada de posição, a ser enviada à Câmara de Valongo, os comunistas acrescentariam ainda que a degradação em casas do bairro que recentemente foram pintadas, é mais do que notória, bem como situação de abandono em que se encontram o rinque e os balneários ali existentes.

    Esta tomada de posição da CDU foi sustentada com um conjunto de imagens (algumas das quais “A Voz de Ermesinde” aqui publica).

    Sónia Sousa questionou ainda Artur Pais sobre o ponto da situação do tema “mercado de Ermesinde”.

    Por seu turno, a socialista Alcina Meireles voltou a alertar para o péssimo estado da Rua Alberto Ribeiro, que apesar de já ter sido alvo de algumas intervenções, continua mergulhada em lixo, referindo ainda que existe no local uma casa que efectua os seus despejos de lixo para a via pública. Mostraria ainda o seu desagrado perante a zaragata da reunião de Outubro passado entre Américo Silva e Luís Ramalho, frisando que os elementos do PSD têm obrigação de preparar previamente entre si as reuniões a fim de evitar situações desagradáveis como as que se verificaram.

    Outro assunto em que a autarca do PS mostrou toda a sua indignação foi o das cantinas das escolas da Bela e de Sampaio, ou melhor, da falta delas nestes dois estabelecimentos escolares. Alcina Meireles lembrou então a promessa que Fernando Melo fez em 2006, de que nesse ano ia resolver a situação, só que até hoje nada foi feito. «É uma falta de sensibilidade por parte da Câmara de Valongo. Eu vou continuar a falar sempre neste assunto até ele estar resolvido», prometeu a socialista.

    Voltou ainda, nesta reunião, a denunciar a falta de passadeiras em várias ruas da freguesia e o estado lastimável em que se encontram muitas delas no que concerne à limpeza.

    Artur Costa também não se poupou em críticas em relação à desesperante demora na resolução de vários problemas que teimam em não abandonar a cidade, em particular na zona de Sampaio. Frisaria mais uma vez a necessidade de se incluir numa futura ordem de trabalhos a discussão da Carta Educativa do Concelho, um ponto que, na sua opinião, é de extrema importância e que tem passado ao lado destas reuniões.

    O também socialista Almiro Guimarães voltou a fazer referência ao velho problema de trânsito do cruzamento das ruas Padre Américo e Presas de Sá, uma questão para a qual Fernando Melo há muito prometeu uma solução mas até à data nada se viu.

    O autarca do PS fez ainda um alerta para ausência de varredura na zona da Gandra, informando que o empregado da limpeza já não aparece no local há três semanas. A terminar faria ainda uma crítica à pobreza da ordem de trabalhos.

    No período de respostas às intervenções dos membros da Oposição Pais diria – entre outras respostas – que o tema “mercado de Ermesinde” voltará a ser discutido numa reunião entre o executivo da Junta e a presidente da AMV no próximo dia 19, no edifício Dr. Faria Sampaio.

    Nesta reunião seria ainda aprovada, por unanimidade, uma moção apresentada pelo PS onde se solicitava ao Governo a inclusão em PIDDAC de uma verba para a construção do novo Centro de Saúde de Alfena.

    Por: Miguel Barros

     

     

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