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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 15-11-2007

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

    Traçado da A4 gera protesto unânime

    A alteração prevista pelas Estradas de Portugal e Brisa do traçado da auto-estrada A4, no troço entre Ermesinde e Valongo, abordada na reunião da Câmara Municipal de Valongo no passado dia 8 de Novembro, gerou uma reprovação unânime dos vereadores da maioria e da oposição. De facto, ao contrário das expectativas que resultavam de contactos anteriores, em vez de um novo traçado a norte, aliviando a pressão sobre o concelho e, sobretudo, a cidade de Valongo, a proposta agora surgida prevê o alargamento do troço referido, abrindo ainda mais a ferida no centro da capital do concelho. A Câmara aprovou uma proposta no sentido de se abandonar esta nova solução, voltando ao projecto antes acordado de desactivar a passagem da auto-estrada pela cidade de Valongo.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ

    O documento aprovado unanimemente pela Câmara, sob proposta do vereador Mário Duarte, após referir a intenção das Estradas de Portugal (EP) e Brisa em alargar e beneficiar a auto-estrada A4 (Porto-Amarante) nos sub-lanços Ermesinde-Valongo- Campo, e avaliando a intervenção como «fundamental para elevar os padrões de segurança de circulação» e «aumentar a sua capacidade de fluidez face ao inadequado perfil existente», recordava ainda que o troço actual «atravessa (e divide) a cidade de Valongo», constituindo «uma forte barreira ao planeamento urbano do território», sendo «gerador de múltiplos impactos negativos, assumindo-se os de natureza ambiental como os mais significativos».

    O documento recordava que a objectividade e pertinência desses factores entendidos pela EP tinham levado esta a iniciar o estudo de novo traçado, «o qual apontava para a construção de um novo troço entre Ermesinde e Valongo, prevendo-se a desactivação do troço actual que atravessa» a cidade de Valongo.

    Sobre essa perspectiva, e embora se desconhecesse em pormenor, o traçado rigoroso e definitivo do troço, tinha a edilidade manifestado a sua concordância, mostrando-se agora surpreendida com a intenção de alargar a A4 mantendo o actual traçado e, assim, agravando os estrangulamentos impostos à cidade de Valongo nos aspectos já referidos.

    A Câmara propõe o regresso a uma solução que evite o atravessamento da cidade da Valongo, propondo em alternativa, a passagem a norte, que, por sua vez, facilitaria o acesso à A41.

    Aprovada a moção, Maria José Azevedo propôs que paralelamente ao envio daquela às entidades competentes, fosse também solicitado um pedido de audiência a um membro do Governo.

    O MAIOR INVESTIMENTO PRIVADO

    DO PAÍS NO ANO CORRENTE

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    Ainda fora do período da Ordem do Dia, e devido às declarações públicas de Maria José Azevedo e José Luís Pinto sobre a retirada de uma proposta do Executivo em reiunião anterior da Câmara, referente a uma proposta de investimento no concelho, houve entre estes dois vereadores uma troca de posições, que foi atalhada por Fernando Melo.

    A proposta, que foi retirada pela maioria a contragosto de José Luís Pinto, foi reputada por este como – a concretizar-se –, podendo ser «o maior investimento privado no País» no corrente ano (seriam cerca de 800 postos de trabalho), não devendo o município inviabilizar o interesse entretanto manifestado pelo investidor.

    Outra questão tratada por Maria José Azevedo foi a da instalação de antenas da TMN em Campo, que motivou os protestos locais e a criação de uma comissão.

    José Luís Pinto responderia que já tinha atendido essa comissão e estabelecido contacto com o responsável pelas infra-estruturas no Norte do País da TMN, o próprio presidente da Junta de Campo tinha também marcado um contacto com este responsável no sentido de sensibilizar a empresa para a não-instalação no local da referida infra-estrutura.

    De qualquer modo, se a TMN insistisse em ali implantar a antena, a Câmara não poderia impedi-lo, esclareceu José Luís Pinto.

    Outras questões abordadas na reunião foram referentes ao estacionamento na zona da Escola Secundária de Ermesinde (António Gomes), entre outros da frequência da recolha de ecopontos, abrigo dos passageiros na estação ferroviária de Ermesinde, bar da Vila Beatriz (todos por Jorge Videira), falta de iluminação na Gil Vicente em Ermesinde, e gincanas de automóveis – com correspondentes zaragatas frequentes – nas imediações do Parque Urbano, ainda em Ermesinde (Agostinho Silvestre).

    PERÍODO DA ORDEM DO DIA

    No período da Ordem do Dia foram aprovados um subsídio para suplemento alimentar a uma escola EB1/JI, e subsídios pontuais a duas festas (N.ª Sr.ª das Necessidades e S. Bartolomeu. Maria José Azevedo propôs que estas festas, de periodicidade anual sejam alvo de atribuição de subsídio prévio, em sede de orçamento, proposta que foi bem acolhida por Fernando Melo.

    Uma decisão sobre questões de sinalização rodoviária nas freguesias de Alfena, Campo, Ermesinde e Sobrado, foi aprovada com a já habitual recusa do PS em votar estas matérias, considerando que seriam atribuição de outro órgão – a Assembleia Municipal.

    A reunião terminou com o período destinado ao público, tendo uma munícipe apresentado a questão de uma obra a ser feita ilegalmentevem frente ao seu terreno e que, apesar de embargada, continuar a crescer. A Câmara respondeu que vai participar do caso, havendo crime de desobediência, e que, da sua parte, não autorizará o desrespeito pelas normas urbanísticas, mas que a munícipe deveria estar consciente de que a resolução da situação, do ponto de vista legal, pode ser demorada.

    Por: LC

     

     

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