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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 15-01-2006

    SECÇÃO: Destaque


    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    REUNIÃO da CÂMARA MUNICIPAL de VALONGO

    «Não somos Oposição!...»

    Jorge Videira exprimiu bem o ambiente vivido na última reunião pública da Câmara Municipal de Valongo (CMV) quando, quase no fim, protestou pelo facto de Fernando Melo se referir ao grupo de vereadores socialistas como “Oposição”. «Não somos vereadores da Oposição, somos vereadores do Partido Socialista». «Até votámos tudo convosco», ouviu-se ainda, numa alusão à sessão consensual realizada. E a resposta social-democrata no mesmo tom de àparte: «Hoje, hoje!...).

    Foi, ao contrário do que poderia esperar-se, muito calma e consensual, a reunião pública da CMV do passado dia 5 de Janeiro. Com uma Ordem de Trabalhos aligeirada e de aprovação “obrigatória”, a atribuição de subsídios a alunos carenciados da EB1 das Saibreiras, ou a sinalização em várias artérias e logradouros de Valongo e Alfena não suscitou a oposição dos socialistas.

    O interesse da reunião foi, por isso inteiramente para os períodos extra dedicados ao público e à intervenção dos vereadores antes da Ordem do Dia.

    Depois de uma intervenção de Maria José Azevedo sobre algumas questões mais localizadas, mas em que avultava o acesso a um armazém e o transtorno causado à circulação dos moradores, o socialista António Gomes queixou-se do facto das cidades de Ermesinde e Valongo terem ficado sem animação de Natal, sempre importante para o comércio local. E, no seguimento da sua intervenção criticou a Câmara por ter deixado cair o Urbcom.

    Fernando Melo responder-lhe-ia que a Câmara não pode substituir-se ao comércio local quanto à questão das ornamentações. Habitualmente, os comerciantes avançavam com essa animação e a Câmara participava pagando a luz.

    João Queirós haveria também de responder que a CMV não deixou cair o Urbcom, mas que a candidatura apresentada, pontuada com 55 pontos, não esteve entre as contempladas, embora já tenha havido a entrada de um recurso da Câmara.

    António Gomes ripostou que, conhecendo bem o Urbcom, foi a candidatura muito mal conduzida para que o resultado pudesse ter sido uma não aprovação. O vereador sublinhou as vantagens, mesmo para a CMV, de uma concertação com o comércio local.

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    Fernando Melo informou das condições de inexistência, na altura da apresentação de uma candidatura, de uma associação empresarial no concelho, pelo que aquela tinha sido realizada em concertação com uma associação empresarial do concelho de Paredes, mas que, actualmente, existe já no concelho uma associação a funcionar em boas condições. O presidente da edilidade referiu ainda que a candidatura ao Urbcom tinha obtido uma pontuação superior à média do concelho.

    Voltando à intervenção dos vereadores socialistas, Jorge Videira referiu também algumas questões mais localizadas, nomeadamente na Calçada Capitão Aires Martins, Rua dos Combatentes e Rua Dr. Leonardo Coimbra.

    A estas questões e às colocadas por Maria José Azevedo, responderam sobretudo José Luís Pinto e Mário Duarte, que procuraram explicar o andamento de trabalhos em curso para as resolver.

    José Luís Pinto fez mesmo um apelo à líder da vereação socialista, para que, sempre que esta quisesse esclarecer-se bem sobre qualquer dossier, seria preferível fazer-lhe chegar antes o pedido de informação, dado que, embora no caso concreto pudesse responder porque se tinha, recentemente, debruçado sobre o assunto, obviamente não conheceria em pormenor todas as situações relacionadas com o pelouro do urbanismo.

    O último dos vereadores socialistas a intervir foi Ilídio Lobão, que inquiriu Fernando Melo sobre a possibilidade da entrega de um subsídio devido ao Centro Social de Ermesinde (CSE). Ilídio Lobão referiu que Fernando Melo tinha ficado de esclarecer se existia ou não uma acção em tribunal que opunha a CMV ao CSE.

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    Fernando Melo, um pouco evasivo na resposta, reconheceu sim a existência de uma acção judicial contra “A Voz de Ermesinde”, parecendo assim justificar com isso a não-entrega de um subsídio anteriormente devido. Ilídio Lobão retomaria o assunto, mas o presidente da Câmara não lhe responderia.

    No período da Ordem do Dia, Fernando Melo, ao referir-se o subsídio à Escola EB1 das Saibreiras, acrescentou que a Câmara estava a construir duas cantinas por ano, o que tinha merecido elogios da DREN.

    Fora da Ordem de Trabalhos, um último assunto foi a votação unânime de um voto de pesar apresentado pelo PS ao vereador Miguel Santos, ausente na reunião por falecimento de um familiar – uma avó –, pesar a que, naturalmente, “A Voz de Ermesinde” se associa.

    AS QUESTÕES

    DO PÚBLICO

    No período destinado ao público interveio o senhor José Carlos Brito Teixeira, que manifestou «indignação e discordância» sobre o andamento de um processo, que não anda nem desanda, do desmantelamento de um estaleiro ilegal junto da sua residência. O munícipe, que cumpriu de imediato a notificação para resolver uma pequena questão por que era responsável – uma pequena escada de acesso a um local onde instalou um estendal – queixou-se do facto de, da parte dos seus vizinhos prevaricadores, a situação demorar anos a resolver. No final da sua intervenção, contudo, José Teixeira reconheceu a boa vontade do vereador agora responsável pelo pelouro em resolver o assunto. José Luís Pinto, o vereador em causa, informou que tivera recentemente uma reunião com o arrendatário do local onde está instalado o referido estaleiro, mas que essa reunião tinha corrido mal, inclusive com ameaças físicas. Todavia, o andamento processual destes casos é moroso, e daí que esteja a leva tanto tempo a resolver o assunto. Esta demora levou, aliás, a que a vereadora socialista Maria José Azevedo também interviesse na discussão deste caso, para reconhecer a razão do munícipe. Propôs inclusive que pudesse, numa primeira fase, pôr-se cobro à actividade ali desenvolvida, procedendo-se quando fosse possível, à demolição.

    José Luís Pinto esclareceu a vereadora de que a cessação da actividade e a demolição deverão ser resolvidas simultaneamente. Fernando Melo respondeu também à vereadora que a CMV tem tantos processos de demolição que iria paralisar se os tivesse que levar a cabo.

    Outro munícipe – este habitual interveniente das reuniões públicas da CMV, o senhor José Ferreira Carvalho –, referiu várias questões relativas aos Montes da Costa, como o estado das ruas 9 de Agosto, Humberto Delgado e Aquilino Ribeiro.

    Denunciou ainda a existência de covas no parque desportivo e reivindicou a cobertura do ringue ali próximo. Finalmente, pediu ainda o abate de duas árvores, sendo uma delas um sobreiro, por estarem «no passeio».

    Fernando Melo esclareceu o munícipe de que, quanto ao ringue, este não pode tecnicamente ser coberto, dada a proximidade de habitações. E mostrou-se disponível para a intervenção nas outras situações referidas.

    Por: LC

     

     

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