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Edição de 20-07-2022
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    Arquivo: Edição de 15-02-2009

    SECÇÃO: Crónicas


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    Aprendizagem

    Passamos a vida a aprender. É bom adquirir novos conhecimentos, se possível, com prazer. Mas são, por vezes, os mais dolorosos que ficam marcados a “ferros” para a vida inteira.

    Estou a aprender a estar na terceira idade, já que não há “escolaridade” obrigatória para os mais velhos, sou auto-didacta. (Não estarão longe os tempos de serem criados colégios ou escolas para idosos!).

    É preciso continuar a exercitar a memória em qualquer idade. Deixar entorpecer o espírito é caminhar rápido para o fim. O veteraníssimo cineasta Manoel Oliveira continua activo, e bem activo.

    Não sabemos se a longevidade tem mais a ver com o corpo ou com a alma, ainda que a conservação corpórea seja fundamental. “Morrer de amores” continua a ter significado!

    Há necessidade urgente de programas para os idosos. Talvez seja o envelhecimento das populações que mais preocupa, e virá a preocupar, o futuro da humanidade. Ocupar os reformados é importante e necessário. Como seria interessante os filhos adultos levarem os pais à escola e ir buscá-los à tarde!? – pai és, filho serás!?

    Quanto seriam interessantes as leccionações dessas aulas? Não seriam aulas tipo universidades seniores, seriam aulas “obrigatórias” de ensino básico ou universitário.

    A conclusão dessa aprendizagem daria formandos aptos a desempenharem acções de voluntariado ou solidariedade social para os funcionários activos e outros trabalhadores.

    Todos os dias tento exercitar o espírito. Leio tudo o que é possível, resolvendo as palavras cruzadas dos periódicos e os problemas de sudoku. Ouvir e ver programas de rádio e da televisão é outro exercício.

    “Quem muito dorme pouco aprende!”, dizia a minha mãe, quando nas invernias transmontanas, me despertava e eu voltava a aconchegar os cobertores. Outro ditado, tão repetido, era: “Estuda e serás mestre!”. Não caiu em saco roto, pois cheguei ao topo dos professores do ensino secundário!

    Se a aquisição de conhecimentos começa com o desenvolvimento da massa encefálica, é preciso ter em conta a vida intra-uterina. As condições físicas e psicológicas da futura mamã levam ao nascimento de um ser capaz, apto para a vida.

    Os primeiros anos da criança são os mais fecundos no desenvolvimento e aquisição de conhecimentos. O cérebro absorve e retém o somatório mais elevado dos graus etários. Assim se justificam as “lembranças fortes” de quando se era criança.

    O que vou escrevendo é o resultado de quando frequentava a escola e o liceu, e muito menos quando era aluno universitário! Dos locais mais referidos e frequentados, vêem à cabeça os da aldeia, seguindo-se os de Vila-Real (em sete anos de liceu) e, mais tarde, os acontecimentos da cidade do Porto (onde escrevo).

    É curioso, os mais sentidos são as crónicas da meninice e agora, com os anos, são as ocorrências actuais que mais afloram do bico da esferográfica!

    Aprender a ser o avô é a preocupação de continuar a ser útil. Reaprender as acções educativas dispensadas aos filhos e reabilitá-las aos netos, faz sorrir por dentro!

    Sendo um analfabeto musical, considerado desafinado pelo professor Balbino do Liceu e ensinar as notas musicais, ao descendente de quatro anos é um deslumbramento!

    Por: Gil Monteiro

     

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