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VAMOS FALAR DE ASSOCIATIVISMO (98)
Motivações para a valorização da Confederação
Vivemos tempos em que a necessária e contínua motivação para a nossa atividade enquanto dirigentes associativos é fundamental para que os objetivos da nossa atuação individual sejam defendidos e avaliados coletivamente, o mais positivamente possível.
Ao ouvir a intervenção de um nosso dirigente do concelho de Almada, o qual marcou presença na sua Assembleia Municipal, levando a todos as normais exigências de respeito para com as coletividades do seu concelho, verificamos que o que ali é dito se aplica, com naturalidade, a todo o território nacional.
Decorre da sua intervenção a referência à condição de dirigentes eleitos democraticamente, voluntários e benévolos, que se sentem no dever de exigir, continuamente, o respeito e o cumprimento da Constituição da República no apoio às atividades de cultura, recreio e desporto.
Que não podem ser vistos como parentes pobres das comunidades, servindo apenas para trabalhar na realização e participação nas festas do Poder Local ou para a tirada de fotografias em tempos eleitorais.
Que não exigem benesses, mas querem deixar claro que, numa situação de paralisação de todas as atividades associativas num concelho. ou em todos os concelhos a nível nacional, se assim o quisermos ver e entender objetivamente, o país ficaria sem respostas para as populações e muito mais pobre nas nossas áreas de atividade.
O Estado e as autarquias teriam de gastar muitos mais milhões para desenvolver atividades de cultura, recreio e desporto destinadas às populações, conforme consagrado na Constituição.
FAZER VALER O VALOR QUE TEMOS
São razões que acrescentam motivação para que, cada vez mais, se sinta como fundamental dar valor ao que representamos.
Não bastará dizer que existem cerca de 33 mil coletividades de cultura, recreio e desporto, responsabilizando cerca de 450 mil dirigentes eleitos por cerca de 2 a 3 milhões de associados, que desenvolvem atividades associativas envolvendo, direta e indiretamente, muitos mais milhões de cidadãos das nossas comunidades.
Que, estruturalmente, o movimento associativo se revê numa estrutura nacional, a Confederação, a qual, cumprindo legalmente o seu funcionamento, se sustenta em diretivas determinadas, no cumprimento das indicações discutidas e aprovadas em Congresso.
Uma Confederação que assume a sua ligação a todas as coletividades nacionais, filiadas e não filiadas, e que estrutura a sua relação com estruturas descentralizadas ou com Coletividades Elo em dezenas de concelhos, segundo o princípio, altamente respeitável e muito próprio deste movimento associativo secular, de que, individualmente e por força dos estatutos, os seus dirigentes não auferem qualquer remuneração.
A importância de, ciclicamente, se abordar esta questão acerca do que representamos coloca-se como fundamental para o nosso futuro.
Num tempo em que tudo se faz por dinheiro e em que, pelo que é conhecido, várias entidades desenvolvem ações em diversas áreas da nossa intervenção, também do nosso âmbito, mas apoiadas economicamente, faz sentido chamar a atenção para estas realidades, principalmente quando, por razões de sustentabilidade, o simples facto de um aumento da quota anual é visto como um enorme problema individual de cada coletividade, mesmo que, em várias situações, possam usufruir de descontos possíveis apenas pela sua filiação.
TEMOS VALOR
O valor que temos será muito maior quanto mais se entender, e se fizer entender às filiadas e às não filiadas, que ser filiada e filiar-se obriga, entre outros deveres, ao pagamento da quota em dia.
Tal fator é importante para a sustentabilidade da Confederação.
Poderíamos acrescentar que nos sentimos
Adelino Soares*
*CPCCRD
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