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VAMOS FALAR DE ASSOCIATIVISMO (97)
Tempos de viragem, com exigências de maior atenção coletiva
Se alguma coisa aprendemos, com o nosso envolvimento associativo ao longo de um curto, médio ou longo período de tempo de vida ativa, tal trajeto de aprendizagem aconteceu e acontece, em conformidade com o maior ou menor empenho individual, na medida do tempo que disponibilizamos para com a vida da nossa associação ou coletividade.
Aprendemos, a importância da descoberta da colaboração individual, e, muito lentamente, obtemos conhecimento das enormes potencialidades adquiridas na nossa formação pessoal, oferecidas pelo maior ou menor envolvimento nas atividades associativas, fazendo valorizar para uma maior compreensão do significado e da importância social, do empenho coletivo.
Existe todo um caminho, onde a aprendizagem aconteceu e acontece, através do envolvimento social, com o outro; seja bebendo um copo, jogando à sueca, contando anedotas, discutindo, muito, o futebol, e algumas vezes o desporto, criando curiosidades do funcionamento da nossa casa coletiva, conhecendo coisas, com pessoas.
Aprendendo a ouvir e a ser ouvido.
Num espaço, onde o presidente ou qualquer outro dirigente ou associado atua, servindo no bar existente na sua sede social, acompanhando atividade deste ou daquele grupo que se dedica ao teatro, ao futebol, às atividades sociais, aos bailes ou convívios recreativos, às danças, à arte de cantar e à música, a aulas de poesia, vendo futebol, mas também aprendendo com as asneiras e erros cometidos, como que uma mescla de receitas necessárias para a manutenção da coletividade.
Fenómeno TV,s
Sim. O fenómeno TV – sobretudo futebol, que veio, foi e veio. Vejamos que, com o aparecimento da TV, que veio permitir curiosidades em ouvir e ver coisas que saíam dum caixote, a par dos tascos, as coletividades foram o principal ponto de encontro para as massas populares, acrescido ao facto de se poder ver, um jogo de futebol.
Com o melhoramento das condições de vida, após o 25 de Abril de 1974, as coletividades viram dividida a sua importância, com a casa de cada um, e a vida coletiva também perdeu, recuperando-a, em parte, pelo enorme crescimento de coletividades, e mais tarde, recuperaram outra importância, após o aparecimento dos canais de pagamento obrigatório,
Agora, e apesar de outras concorrências, os cafés, as coletividades ganharam novamente a projeção de outros tempos, mas em menor dimensão. Ou seja, as massas mais populares e as crises sempre no meio do turbilhão associativo.
Em tempos de Mundial, lembremo-nos das enchentes às portas das coletividades a fazerem fila, para ver o Mundial de 1966, onde o fenómeno individual português foi outro.
Em todo o processo desta construção coletiva, onde qualquer um de nós que o pretenda acompanhar, poderá recorrer à vasta literatura existente, da responsabilidade da Confederação e outras entidades, recorramos ao exemplo dos iniciadores desta nobre arte de construção de trabalho coletivo, com o envolvimento de associação de pessoas. Tendo como objetivo principal, o trabalho solidário, benévolo e sem qualquer fim lucrativo, tais construtores, estariam longe de perspetivar a projeção futura, do que estavam a iniciar.
Nas dificuldades de então, sempre encontraram motivos para continuar a fazer coisas.
A VIII Convenção, ou a criação de motivações
Vivemos tempos complicados, carregados de influências que geram facilmente comportamentos individuais, que nos atiram para a manifestação de incertezas, desconfianças e inseguranças várias, quanto ao futuro coletivo da nossa sociedade em geral.
Sendo uma situação de conhecimento prático da vida associativa em coletividades, pela razão da sua vivência secular confrontada por imensas crises sociais, tal situação sempre dificultou seu normal funcionamento. Razões pelas quais o movimento associativo, saiu sempre
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Adelino Soares*
*CPCCRD
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