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CAIU POR TERRA O PROJETO DO PS PARA O NOVO EDIFÍCIO DA JUNTA DE ALFENA
“O PS gastou dinheiro dos contribuintes para reconhecer que o PSD tinha razão”
A decisão hoje aprovada pela Câmara Municipal de Valongo de revogar a empreitada para a construção da nova sede da Junta de Freguesia de Alfena representa uma confirmação clara de que o projeto promovido pelo Partido Socialista era uma opção errada.
O PSD votou favoravelmente esta revogação porque sempre defendeu que a obra projetada era desproporcionada, excessiva e desajustada às reais necessidades da freguesia. Infelizmente, esta correção surge tarde e depois de já terem sido desperdiçados recursos públicos significativos.
Importa recordar que foi o próprio Partido Socialista quem apresentou este projeto à população como uma obra emblemática para Alfena. Em junho de 2025, durante as comemorações do aniversário da elevação de Alfena a cidade, o então Presidente da Junta de Freguesia de Alfena, José Luís Caetano, e o então Vice-Presidente da Câmara Municipal de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, hoje Presidente da Câmara, associaram-se politicamente a este projeto e apresentaram-no como uma grande aposta para o futuro da cidade.
Foi essa mesma equipa política que ignorou os alertas feitos pelo PSD, avançou com os projetos, promoveu a obra junto da população e procurou convencer os Alfenenses de que esta era uma prioridade estratégica.
Desde o primeiro momento, o PSD alertou para os riscos desta opção: uma obra de cerca de 2,2 milhões de euros, acrescidos de IVA, cuja dimensão não correspondia às necessidades reais da Junta de Freguesia. Alertámos também para os elevados custos futuros de manutenção, funcionamento e climatização e para a falta de adequação funcional do edifício.
Mais ainda, alertámos para as semelhanças com outro dos maiores erros estratégicos cometidos pelo Partido Socialista em Valongo: os novos Paços do Concelho, a denominada Casa da Democracia Local.
Também aí assistimos à mesma lógica política: uma obra apresentada com grande aparato mediático, vendida como símbolo de modernidade e progresso, mas que se transformou num encargo financeiro gigantesco para o Município, com custos muito superiores aos inicialmente anunciados.
Em Alfena, o caminho seria exatamente o mesmo.
O Partido Socialista ignorou todos os avisos. Gastou mais de 112 mil euros, acrescidos de IVA, na elaboração dos projetos. Mobilizou técnicos e recursos municipais durante meses. Desenvolveu todo o procedimento concursal e adjudicou a empreitada.
Agora, poucos meses depois das eleições autárquicas, é o próprio Presidente da Câmara que apresenta a proposta de revogação e reconhece que afinal esta solução não deve avançar.
A situação torna-se ainda mais caricata quando vemos dirigentes e responsáveis locais do Partido Socialista manifestarem satisfação com esta decisão: os mesmos que defenderam a obra, que a promoveram e que a utilizaram como bandeira política são hoje os primeiros a aplaudir a sua revogação.
A realidade não pode ser apagada por comunicados de ocasião.
Se a solução agora abandonada deixou de fazer sentido, então também não fazia sentido quando o PSD alertou para os seus problemas.
Se hoje se conclui que o investimento era excessivo, desadequado e incompatível com uma gestão rigorosa dos recursos públicos, então é legítimo questionar quem deve assumir a responsabilidade política pelos prejuízos entretanto causados.
Porque os custos existem e serão pagos pelos contribuintes.
Foram consumidos recursos municipais durante todo o procedimento administrativo. Foram gastos dezenas de milhares de euros em projetos que nunca sairão do papel. E existirão ainda encargos indemnizatórios decorrentes da revogação da empreitada.
Tudo isto porque o Partido Socialista preferiu avançar com uma decisão de forte impacto financeiro antes de garantir que essa era a solução mais adequada para Alfena.
O PSD não lamenta a revogação desta obra. Pelo contrário, considera que esta decisão corrige um caminho errado e evita que a Junta de Freguesia de Alfena e o Município de Valongo fiquem amarrados durante décadas a uma solução desproporcionada, dispendiosa e inadequada.
Mas não podemos aceitar a tentativa de reescrever a história. Quem promoveu esta decisão não pode agora apresentar-se apenas como quem resolve as consequências da mesma.
Aquilo que os Alfenenses e os Valonguenses esperariam destes responsáveis políticos não era um comunicado de congratulação.
Era um pedido de desculpas.
Um pedido de desculpas pelos recursos públicos desperdiçados, pelos custos adicionais da revogação e por terem imposto ao Município despesas que poderiam ter sido evitadas se tivessem ouvido os alertas feitos pelo PSD desde o primeiro dia.
O PSD continuará disponível para apoiar uma solução equilibrada, funcional e financeiramente responsável para a nova sede da Junta de Freguesia de Alfena.
Mas não deixará de denunciar o desperdício de dinheiro público nem permitirá que quem tomou esta decisão procure agora fugir às suas responsabilidades políticas.
Valongo e Alfena merecem mais rigor, mais responsabilidade e menos propaganda paga pelos contribuintes.
Valongo, 16 de junho de 2026
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