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Edição de 31-07-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Opinião

EditarBaIXOCima
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[P.1]
VAMOS FALAR DE ASSOCIATIVISMO (98)
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[P.2]
Motivações para a valorização da Confederação


[P.3]
Vivemos tempos em que a necessária e contínua motivação para a nossa atividade enquanto dirigentes associativos é fundamental para que os objetivos da nossa atuação individual sejam defendidos e avaliados coletivamente, o mais positivamente possível.
[P.4]
Ao ouvir a intervenção de um nosso dirigente do concelho de Almada, o qual marcou presença na sua Assembleia Municipal, levando a todos as normais exigências de respeito para com as coletividades do seu concelho, verificamos que o que ali é dito se aplica, com naturalidade, a todo o território nacional.
[P.5]
Decorre da sua intervenção a referência à condição de dirigentes eleitos democraticamente, voluntários e benévolos, que se sentem no dever de exigir, continuamente, o respeito e o cumprimento da Constituição da República no apoio às atividades de cultura, recreio e desporto.
[P.6]
Que não podem ser vistos como parentes pobres das comunidades, servindo apenas para trabalhar na realização e participação nas festas do Poder Local ou para a tirada de fotografias em tempos eleitorais.
[P.7]
Que não exigem benesses, mas querem deixar claro que, numa situação de paralisação de todas as atividades associativas num concelho. ou em todos os concelhos a nível nacional, se assim o quisermos ver e entender objetivamente, o país ficaria sem respostas para as populações e muito mais pobre nas nossas áreas de atividade.
[P.8]
O Estado e as autarquias teriam de gastar muitos mais milhões para desenvolver atividades de cultura, recreio e desporto destinadas às populações, conforme consagrado na Constituição.
[P.9]

[P.10]
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FAZER VALER O VALOR QUE TEMOS
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São razões que acrescentam motivação para que, cada vez mais, se sinta como fundamental dar valor ao que representamos.
[P.13]
Não bastará dizer que existem cerca de 33 mil coletividades de cultura, recreio e desporto, responsabilizando cerca de 450 mil dirigentes eleitos por cerca de 2 a 3 milhões de associados, que desenvolvem atividades associativas envolvendo, direta e indiretamente, muitos mais milhões de cidadãos das nossas comunidades.
[P.14]
Que, estruturalmente, o movimento associativo se revê numa estrutura nacional, a Confederação, a qual, cumprindo legalmente o seu funcionamento, se sustenta em diretivas determinadas, no cumprimento das indicações discutidas e aprovadas em Congresso.
[P.15]
Uma Confederação que assume a sua ligação a todas as coletividades nacionais, filiadas e não filiadas, e que estrutura a sua relação com estruturas descentralizadas ou com Coletividades Elo em dezenas de concelhos, segundo o princípio, altamente respeitável e muito próprio deste movimento associativo secular, de que, individualmente e por força dos estatutos, os seus dirigentes não auferem qualquer remuneração.
[P.16]
A importância de, ciclicamente, se abordar esta questão acerca do que representamos coloca-se como fundamental para o nosso futuro.
[P.17]
Num tempo em que tudo se faz por dinheiro e em que, pelo que é conhecido, várias entidades desenvolvem ações em diversas áreas da nossa intervenção, também do nosso âmbito, mas apoiadas economicamente, faz sentido chamar a atenção para estas realidades, principalmente quando, por razões de sustentabilidade, o simples facto de um aumento da quota anual é visto como um enorme problema individual de cada coletividade, mesmo que, em várias situações, possam usufruir de descontos possíveis apenas pela sua filiação.
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TEMOS VALOR
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[P.21]
O valor que temos será muito maior quanto mais se entender, e se fizer entender às filiadas e às não filiadas, que ser filiada e filiar-se obriga, entre outros deveres, ao pagamento da quota em dia.
[P.22]
Tal fator é importante para a sustentabilidade da Confederação.
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Poderíamos acrescentar que nos sentimos
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[P.27]
Adelino Soares*
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*CPCCRD

 

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