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Edição de 31-03-2024
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    Arquivo: Edição de 31-01-2024

    SECÇÃO: Cultura


    Joel Cleto apresenta “O Vale Sagrado”, livro que retrata o património religioso do concelho

    Foto CMV
    Foto CMV
    O lançamento deste livro, encomendado pela Câmara Municipal de Valongo (CMV), ainda antes da pandemia, ao prestigiado historiador e comunicador Joel Cleto, aconteceu no Auditório da Oficina da Regueifa e do Biscoito, completamente cheio, no passado dia 16 de janeiro. Ainda antes de se falar da nova publicação que vem enriquecer, significativamente, o conhecimento do nosso património sagrado, foi apresentada a Agenda Cultural de Valongo 2024, que é uma espécie de Plano de Atividades da CMV para o presente ano civil. É uma inovação que se aplaude, pois representa uma aposta na informação para que os munícipes fiquem, antecipadamente, cientes daquilo que vai acontecer este ano no concelho de Valongo, em termos culturais.

    Relativamente ao livro “O Vale Sagrado / Património Religioso do Concelho de Valongo”, trata-se de uma magnífica obra – com a coordenação de Joel Cleto, e coautoria de Márcia Barros, Suzana Faro e Nuno Ferreira; sendo as excelentes fotografias que o ilustram da autoria de Sérgio Jacques – que serve também de “guia” àquilo que os valonguenses e os turistas podem encontrar de mais destaque, neste município, em termos de património religioso edificado, mas também de património imaterial que marca o carácter identitário do povo aqui residente.

    O presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, na sua intervenção inicial destacou a importância da divulgação do rico património religioso. Ideia que também transparece no Prefácio, de que o autarca é autor e de onde retiramos o seguinte excerto: «O livro que agora se publica, da autoria de Joel Cleto, concretiza uma oportunidade única de demonstrar a conciliação do valor patrimonial existente com a necessidade de preservar e salvaguardar este testemunho histórico, capaz de revelar a nossa identidade e fazer com que a nossa herança cultural seja um dos pilares para o nosso conhecimento».

    Na apresentação da obra, Joel Cleto, afirmou que o concelho de Valongo não é periferia do Porto, antes uma centralidade fora do Porto (embora nos últimos tempos, por força da urbanização e da melhoria dos meios de transporte, ambas as povoações estejam mais próximas), não apenas agora, mas desde há muito. Por isso, por aqui passaram os franceses na 2.ª invasão, por aqui D. Pedro IV atacou as tropas absolutistas do irmão D. Miguel, por aqui se fez o pão que abasteceu a cidade do Porto.

    Já no livro apresentado, que também se serviu do que se tem escrito neste jornal (“A Voz de Ermesinde”, na sua versão na internet, aparece citada três vezes na bibliografia), Joel Cleto refere que se trata «de um levantamento histórico do património religioso que pretende ser uma viagem de descoberta pelo edificado, pela iconografia e pelas manifestações religiosas das cinco paróquias do concelho - Alfena, Campo, Ermesinde, Sobrado e Valongo e do Santuário de Santa Rita.

    Foram as igrejas, as capelas e o convento que determinaram, em muito boa parte, o crescimento urbano do concelho e até a composição social das áreas em que foram construídas. (…)». Na sua intervenção, o historiador explicaria bem como toda a arte, e também a arte sagrada, ajudam à qualidade de vida das populações que a produziram, conhecem e preservam. No final, como é costume neste género de eventos, o autor deu o autógrafo àqueles que o solicitaram.

    E o município de Valongo fica mais rico com este levantamento do atual património religioso.

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    Por: Manuel Augusto Dias

     

     

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