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Edição de 31-01-2024
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    Arquivo: Edição de 31-05-2023

    SECÇÃO: História


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    FACTOS DA NOSSA HISTÓRIA (5)

    A República e a Capela de S. Silvestre

    No dia 21 de maio de 1911 – há 112 anos – na sessão da Comissão Administrativa da Freguesia de Ermesinde, o seu Presidente, Amadeu Sousa Vilar, lembrou a necessidade da construção de uma creche e logo propôs que se utilizasse o terreno da Ermida, onde estava a Capela de S. Silvestre, uma vez que este templo estava num estado de completo abandono e já em ruínas. Gerou-se uma polémica entre católicos e não católicos que durou quase todo o período da Primeira República.

    Assim, os republicanos de Ermesinde quiseram acabar com a Capela de S. Silvestre, o mais antigo templo da povoação, alegando que a mesma estava num estado de abandono e ruína, e que fazia muita falta um novo espaço escolar. Já no final do ano de 1921 (dez anos depois), a Junta da Freguesia entrou na posse definitiva da Capela de S. Silvestre, em troca de 100$00 já que o Ministério da Justiça e dos Cultos, através da sua Direção Geral da Justiça e dos Cultos cedeu à Junta de Freguesia de Ermesinde, a título definitivo, a ermida denominada de S. Silvestre, para instalação de uma escola.

    Sobre este assunto, a ata da Junta da Freguesia de 31 de dezembro de 1921, regista o seguinte: «O cidadão presidente deu conhecimento de que, por decreto de 28 do corrente, publicado no Diario do Governo n.º 264 – 1.ª serie, da mesma data, foi cedida, com o n.º 7950, a esta Junta a ermida de S. Silvestre, mediante o preço de 100$00, e a titulo definitivo, para construção duma escola. A cedencia caduca se fôr dado destino diverso á ermida, ou se as obras de adaptação não começarem no praso dum ano, a contar da data deste decreto. Em consequencia foi incluido no orçamento do futuro ano a verba precisa para pagamento da ermida e ainda a quantia de 500$00 para inicio da grande subscrição a abrir para a edificação da escola. Foi mais resolvido nomear-se uma comissão composta dum representante da Junta, que será o Presidente desta, ficando o mesmo encarregado de indicar os restantes membros, que serão submetidos a sanção da Junta.

    CAPELA S. SILVESTRE
    CAPELA S. SILVESTRE
    Foi ainda resolvido autorisar o cidadão presidente a assinar, em nome desta Junta, o contracto de cedencia e a efectuar o respectivo pagamento».

    O estado de abandono acima referido deve ter começado nos finais do século XIX, mais concretamente em 1892, quando o Adro da Capela de S. Silvestre foi cortado, pelo empreiteiro Domingos Marques Correia, ao construir a estrada de Ermesinde para a Codiceira (via Alfena). Na altura, a Junta de Paróquia de S. Lourenço de Asmes recebeu da Direção das Obras Públicas 38 mil réis pela expropriação do terreno retirado ao recinto da Capela.

    Em fevereiro de 1922, uma Comissão de Católicos que resolveu fazer tudo para salvar a Capela, ofereceu à Junta uma porção de terreno contíguo ao que a Câmara possuía no lugar da Travagem, com a mesma superfície do da Capela, para aí ser construída a escola, com a condição da Capela de S. Silvestre não ser demolida. A Junta não aceitou a oferta, por não ver nela qualquer vantagem, e constituiu a Comissão encarregada da construção da Escola, que tinha os seguintes elementos: Inspetor Escolar; Fábricas de Cerâmica e de Fiação e Tecidos; o Presidente e o Secretário da Junta.

    Depois de vários episódios que seria fastidioso enumerar aqui, a Capela “salvou-se” precisamente num dos dias em que habitualmente se celebrava a festa a S. Silvestre – dia 28 de dezembro. Nesse dia, do ano 1922, houve uma reunião conclusiva, de que a ata da Junta de Freguesia de 31 de dezembro de 1922, faz menção:

    CAPELA S. SILVESTRE, COMO SE ENCONTRA ATUALMENTE
    CAPELA S. SILVESTRE, COMO SE ENCONTRA ATUALMENTE
    «Em resultado das demarches realizadas pela Comissão de Catholicos que ha muitos mêses tratava de oferecer a esta Junta um terreno em troca da ermida de S. Silvestre, e numa reunião efectuada no dia 28 do mês corrente, a que assistiram também os vogais desta Junta, cidadãos Artur Olimpio Fernandes e Augusto Antonio da Silva, fôra resolvido aceitar a proposta que a mesma Comissão fez de entregar á Junta, pelo menos, superficie igual de terreno que ocupa a ermida junto ao terreno que a Camara deste concelho já possue no logar do Souto, ou, no caso de impossibilidade de tal compra, a entrega da importancia correspondente a 5 escudos por m2 da superficie a adquirir. Que como resultado deste acôrdo, apresentava um oficio assinado pelo cidadão Manuel da Silva Baltazar Brites, no qual toma a responsabilidade do cumprimento do acôrdo.

    Esta deliberação foi aprovada.

    Mais informou o cidadão presidente que o cidadão Henrique Moreira Bessa tomará a responsabilidade de fazer cem carretos, pelo menos, de pedra para o edificio da escola a construir: Em virtude desta resolução foram entregues ao paroco da freguesia as chaves da Ermida».

    Curiosamente, já depois deste

    (...)

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    Por: Manuel Augusto Dias

     

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