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Edição de 31-07-2021
Jornal Online

SECÇÃO: Saúde


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Medicina de A a Z (Continuação)

CÁLCULOS

Também são chamados de “pedras”. Existem cálculos em vários locais do organismo, mas os mais frequentes são os cálculos biliares (na vesícula biliar) e nos rins. O sintoma principal associado ao cálculo é a dor, que pode ser muito violenta e necessitar de injeção de morfina para a controlar (só administrada em meio hospitalar). Os cálculos biliares habitualmente são tratados pela remoção da vesícula (colecistectomia). Os cálculos renais são tratados, numa primeira fase, com analgésicos esperando que o sistema urinário os elimine com a urina (o mais habitual). Por vezes o doente não consegue excretar o cálculo, por este ser demasiado grande. Nessa altura existem algumas intervenções médicas e cirúrgicas para os remover e são sempre da competência do médico urologista. A mais vulgar é a chamada “litotrícia extracorporal” – a aplicação de determinadas ondas sonoras (não audíveis) na região dos rins pode provocar a fratura do cálculo e transformá-lo em vários pequenos cálculos, que o doente depois pode excretar com mais facilidade.

CANDIDÍASE

É uma infeção provocada por um fungo chamado “candida albicans”. Este fungo é muito vulgar na natureza e todos nós temos Candidas em qualquer parte do nosso organismo. Provoca variadas doenças, desde a candidíse oral (ou “sapinhos”) até à tinha crural (infeções fúngicas das virilhas) e mesmo infeções das unhas (onicomicose). Os sintomas principais são o prurido (comichão) e a cor vermelha da área afetada. O tratamento costuma ser fácil e consta da aplicação de cremes adequados ou medicamentes antifúngicos que se tomam por via oral.

CAQUEXIA

Usa-se este termo para se referir a magreza extrema, que tanto pode resultar de falta de alimentação adequada como do efeito devastador de algumas doenças, como o cancro (ver abaixo), nomeadamente nas suas fases terminais. No doente caquético notam-se por baixo da sua pele muito fina todos os contornos dos seus ossos. Este aspeto corporal é acompanhado de grande fraqueza, com o doente a não ter força sequer para se levantar da cama. Ao permanecer na cama, não consegue ter a necessária higiene e desenvolve feridas de muito difícil cicatrização (escaras). Estas feridas infetam com facilidade. Tudo isto acarreta ao doente um grande sofrimento.

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CARCINOMA

É o nome técnico daquilo que vulgarmente se chama de “cancro” ou “tumor maligno”. Todos os tecidos do organismo podem desenvolver uma forma qualquer de cancro, pelo que se fala de carcinoma do esófago, do estômago, do cólon (intestino grosso), dos pulmões, da mama, dos ovários, da próstata, etc. Os tecidos do organismo têm uma propriedade de autocontrolo da formação de novas células, que só ocorre quando é necessário. Ao desenvolver-se um carcinoma, as células modificam-se e perdem a capacidade de autocontrolo da sua divisão celular, que passa a ser anárquica. Além disso, possuem a capacidade terrível de entrarem na corrente sanguínea ou linfática e deslocar-se para outros locais do organismo, onde continuam a dividir-se anarquicamente, formando as chamadas “metástases”. A melhor estratégia de combate ao carcinoma é a prevenção e sua descoberta precoce, antes de começar a lançar metástases. Chama-se a isso o “rastreio oncológico”, que se pratica regularmente para alguns carcinomas. O fumador pode desenvolver um tipo específico de cancro do pulmão, quase silencioso e muito agressivo, pelo que a melhor arma será a prevenção através da suspensão da prática de fumar. Na impossibilidade, há exames a que a pessoa se pode submeter para o descobrir precocemente. Outros exames de rotina “obrigatória” são: a mamografia (cancro da mama), endoscopia digestiva (cancro do esófago e do estômago), colonoscopia (cancro do cólon), ecografia (cancro de vários órgãos do abdómen), ecografia pélvica (cancro dos ovários e da próstata), exame de Papanicolaou (cancro do colo do útero), etc. Há também algumas análises, mas presentemente só se procura um tipo de cancro através de análises: o cancro da próstata, no homem. Trata-se do conhecido PSA. O médico de família pode e deve estabelecer um calendário para a pessoa se submeter regularmente a certos exames para deteção precoce do cancro.

(...)

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José Campos Garcia*

*Médico

 

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