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Edição de 31-07-2021
Jornal Online

SECÇÃO: Opinião


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VAMOS FALAR DE ASSOCIATIVISMO (40)

Um caso exemplar de solidariedade associativa nacional!

A14 de julho último, a Confederação das Coletividades emitiu uma Nota Associativa com o objetivo de apelar à prestação de solidariedade para com uma Coletividade, chamando atenção para um acontecimento marcante na vida associativa popular no início do ano de 2018.

“No dia 13 de janeiro de 2018 ocorreu um incêndio na Associação Cultural e Humanitária de Vila Nova da Rainha, Tondela, Viseu, quando decorria uma atividade recreativa. Foi um acidente sem precedentes no meio associativo português que nos consternou a todos.

O que aconteceu naquela noite, nesta Coletividade, poderia ter acontecido em qualquer espaço de qualquer atividade recreativa. Não foi nem é uma questão exclusiva das Coletividades e, quem pensar assim está a cometer uma injustiça e a ser imprudente quanto ao futuro.”

Tal facto alertou tudo e todos para uma realidade possível de acontecer em qualquer lugar, apelando à permanente chamada de atenção de todos quantos utilizem espaços fechados. Sejam eles de coletividades ou destinados a outras atividades, exigindo respostas sempre pertinentes de medidas preventivas.

Logo que teve conhecimento do acontecido, a Confederação Portuguesa das Coletividades prestou a sua solidariedade tendo decidido de imediato a deslocação de uma Delegação da Confederação a 3 de fevereiro de 2018, sendo recebida por dirigentes associativos, autarcas locais e população, manifestando pesar e solidariedade para com o seu presidente, Jorge Dias, agora constituído como único arguido.

Representando todo o Movimento Associativo Popular nacional, a Confederação não se coibiu em evidenciar preocupações, alertando todo o movimento associativo e manifestando a sua posição solidária perante uma Coletividade não filiada.

É um facto que no âmbito das nossas funções e no caso da prevenção, emitimos com regularidade e oportunidade Notas Associativas sobre várias áreas, sendo que muitas delas são disponibilizadas na nossa Plataforma Digital e realizamos ações de Formação específica, sabendo nós que no caso de muitas Coletividades que não estejam filiadas em qualquer outra estrutura nacional similar, correm o risco de não conhecer todas as suas obrigações e por vezes cometerem erros inadvertidamente.

É uma realidade merecedora de alerta permanente para todos os dirigentes associativos, em todas as Coletividades, de forma a que possamos passar informações acerca da atuação em casos mais ou menos parecidos.

CORRESPONSABILIDADES

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Apesar da situação anteriormente exposta e que deve ser avaliada por todos, mais uma vez se alerta para a evidência da função social que as Coletividades assumem e desempenham, contribuindo de forma decisiva para a complementaridade ou mesmo para a substituição do Estado, em muitas das suas funções e responsabilidades.

Acrescentamos ainda que as funções sociais do Estado, tanto central como local, e no cumprimento do que está inscrito na Constituição da República quanto ao apoio à cultura, ao desporto, às atividades de recreio e sociais, não seriam minimamente satisfeitas se não existisse e ou não fossem satisfeitas pelo Associativismo Popular.

Sendo de salientar também, e continuamente, a importância do papel dos dirigentes associativos.

“Os Dirigentes são voluntários e benévolos, contribuem com a sua ação para a qualidade da democracia, formação de princípios e valores e para a coesão social. Estes dirigentes não podem nem deveriam estar sós, mas sim reconhecidos, respeitados e apoiados pelos poderes instituídos com medidas e políticas concretas, que contribuíssem para os sensibilizar, informar, formar, motivar e ainda serem apoiados com ações inspetivas de carácter pedagógico às instalações.”

Decorrente desta triste experiência em 2018, a Câmara Municipal de Tondela, assinou Protocolos com 74 Coletividades que permitiram a instalação de detetores de incêndios, verificação de redes de gás, e extintores, licenciamento de processos e formação de Dirigentes, num valor que rondou os 500 mil euros.

Por sua vez, a Confederação das Coletividades, e na sequência desta tragédia, elaborou conjuntamente com a Autoridade Nacional da Proteção Civil, ainda em 2018 um Manual de Prevenção Contra Incêndios que foi amplamente divulgado por todas as filiadas e disponibilizado na nossa Plataforma Digital.

Sendo um facto que tais medidas acontecem por reação ao triste acontecimento, não deve deixar de ser prestada a melhor atenção para que em situações idênticas que possam vir acontecer em outras instalações do movimento associativo, nos sintamos mais bem preparados nas respostas necessárias.

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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Adelino Soares*

*CPCCRD

 

 

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