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Edição de 31-07-2021
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


DIA DA CIDADE DE ERMESINDE

Lançamento do 3.º livro de Jacinto Soares: “Ermesinde - Episódios da História da Nossa Cidade, avanços e recuos”

Fotos JFE
Fotos JFE
O último livro de Jacinto Soares, o terceiro da série Subsídios para a Monografia de Ermesinde, intitulado “Ermesinde - Episódios da História da Nossa Cidade, Avanços e Recuos” foi lançado no dia em que a Cidade de Ermesinde completou 31 anos de existência – 13 de julho de 2021 – e integrado no programa do evento. A apresentação teve lugar no Auditório do Fórum Cultural de Ermesinde cabendo a honra ao nosso diretor, também ele investigador da história local.

Na mesa, para além do autor e do apresentador, tomaram lugar o presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro e o presidente da Junta de Freguesia, João Morgado. Na plateia encontravam-se a Vice-Presidente da Câmara, Ana Maria Rodrigues, os vereadores Manuela Duarte e Paulo Ferreira, bem como o Tesoureiro da Junta de Freguesia, Miguel Oliveira. Estiveram presentes também a bibliotecária Maria do Céu e a coordenadora dos serviços municipais da cultura, Catarina Magalhães. Havia ainda vários ermesindenses e cerca de três dezenas de alunos da Universidade Sénior de Ermesinde (USE), uma vez que tanto o autor como o apresentador estão ligados à USE.

Depois de aberta a sessão pelo Presidente da Junta de Freguesia, João Morgado, que explicou um pouco da história da edição deste livro, iniciado em 2018 e pronto desde o final de 2020, mas que, por causa da pandemia, só agora se encontraram as mínimas condições para ser lançado, convidou Manuel Dias a fazer uma breve apresentação desta obra de Jacinto Soares.

Manuel Dias depois de evidenciar os paralelismos de percurso que há entre si e o autor, nomeadamente o facto de ambos terem sido professores de História e membros de Conselhos Diretivos da Escola Secundária de Ermesinde, os dois foram colaboradores e diretores de “A Voz de Ermesinde”, os dois são professores na Universidade Sénior de Ermesinde, ambos estiveram à frente de um órgão semelhante nas respetivas escolas (Jacinto Soares foi Presidente da Assembleia de Escola, em Ermesinde e Manuel Dias é o Presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Rio Tinto, n.º 3) e até o gosto na investigação em história local é comum aos dois. Reportando-se à obra de Jacinto Soares, Manuel Dias falou dos anteriores livros do autor: “Memória da Nossa Gente” (2008), “Ermesinde – Património da Nossa Gente” (2014, 2.ª edição em 2016), mas, por razões óbvias, demorou-se mais no seu último livro, aquele que estava a ser lançado no momento – “Ermesinde – Episódios da História da Nossa Cidade – Avanços e Recuos”.

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Pondo em destaque a importância do conhecimento da nossa história para nos conhecermos a nós mesmos, citou o jornalista e ativista político jamaicano, Marcus Garvey, que, a este propósito, escreveu «Um povo sem o conhecimento da sua história, origem, cultura é como uma árvore sem raízes». Manuel Dias passou em revista os 10 capítulos deste livro: no 1.º o autor conta histórias de carteiristas e burlistas que operavam sobretudo junto à Estação ferroviária de Ermesinde; o 2.º é dedicado a um assunto deveras interessante e que até agora estava completamente esquecido dos estudiosos: os regadios em Ermesinde (trabalho moroso que retrata esta freguesia no tempo em que a ruralidade aqui predominava e, portanto, a agricultura era a principal fonte de rendimento dos seus habitantes); no capítulo 3 fala de associativismo antigo, designadamente do Sindicato Agrícola, do Centro Republicano e do Centro Cultural de Ermesinde; o capítulo 4 escolhe como tema as alterações urbanísticas, merecendo destaque a evocação do “Esboceto do Anteplano da Urbanização de Ermesinde”, que previa obras grandiosas para a povoação, umas fizeram-se, outras nem por isso, porque alguns constrangimentos já não as permitiram; o capítulo 5 trata do Parque Escolar de Ermesinde, desde a Primeira República até aos nossos dias; no capítulo 6, escreve sobre as novas infraestruturas de transporte e diversos constrangimentos urbanísticos, referindo-se, concretamente, ao comboio, ao elétrico, à construção de pontes e viadutos, tudo ilustrado com interessantes e originais fotografias – aliás, essa é uma constante ao longo de toda a publicação; o capítulo 7 fala da A4 e das várias polémicas em torno das suas acessibilidades; no capítulo 8 Jacinto Soares volta a falar do brinquedo e da sua ligação umbilical a Ermesinde, divulgando também outras invenções e curiosidades; o penúltimo capítulo intitulado “Retalhos históricos do quotidiano da cidade” trata, sobretudo, da obra escultórica de Mário Ferreira da Silva, na igreja Matriz e na nova Estação de Ermesinde e debruça-se ainda sobre os vestígios fósseis existentes nos Montes da Costa que, mais do que divulgados, precisam de ser protegidos; o capítulo 10, com que finaliza o livro, é dedicado a mais “Rostos da Nossa Gente”, onde surgem pessoas do povo que se destacaram pelo trabalho, pelas suas habilidades e aptidões, desde o ardina à professora, passando pelo artesão, pelo músico ou pelo inventor. A terminar o apresentador, antes de pedir uma salva de palmas para o autor, e para ilustrar o prazer que Jacinto Soares põe na sua obra de investigação, citou o filósofo grego, de há 24 séculos, Aristóteles, que em jeito de conselho, avisava os seus alunos, nas arcadas da Ágora de Atenas: «O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra»!

Jacinto Soares interveio a seguir para agradecer à Junta a edição desta obra e a Manuel Dias a forma como a apresentou, explicando que desta vez não foi o Cónego Sebastião Brás que escreveu o Prefácio, por se encontrar doente, mas o Padre Avelino da Silva, que foi professor no Colégio de Ermesinde. Sobre o livro, propriamente dito, disse que demorou muito tempo a sair, o que o entristeceu, embora reconheça que a pandemia foi a principal culpada. Entretanto, já está a preparar o seu 4.º livro, onde entre outras coisas vai falar do tradicional “jogo do pau”.

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O presidente da Câmara, José Manuel Ribeiro, amigo pessoal do autor, por quem nutre grande estima e considera que esse sentimento é mútuo, finalizou o período das intervenções pondo em destaque a importância do conhecimento histórico para a compreensão do presente e preparação do futuro, algo em que os povos anglo-saxónicos vão bem mais avançados que nós, embora ultimamente também os portugueses tenham dado passos significativos neste aspeto. Recordou o episódio do busto da República, que foi colher nas páginas deste livro, e que mais tarde seria substituído por outro oferecido por republicanos de Ermesinde que se encontra atualmente no seu gabinete. Reconheceu a indelével ligação do brinquedo a Ermesinde e confessou que sempre que fala do Brinquedo nunca esquece de fazer referência ao nome da nossa cidade. Relativamente à jazida fossilífera dos Montes da Costa disse que iria ser salvaguardada. Terminou renovando os parabéns ao autor pela obra ora apresentada.

A sessão encerrou com o autógrafo de dezenas de livros adquiridos pelos participantes neste evento que enriquece a história da cidade no dia do seu 31.º aniversário.

 

 

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