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Edição de 31-07-2021
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2021 - CANDIDATURA DO BLOCO DE ESQUERDA

Porque Todos Contam

NUNO MONTEIRO
NUNO MONTEIRO
No dia 26 de setembro próximo, os cidadãos eleitores do concelho de Valongo têm a oportunidade de votar na candidatura do Bloco de Esquerda, em todos os órgãos autárquicos.

A classe política a eleger em Valongo, tem a função de responder aos anseios da população.

Apresentamos candidatos oriundos de várias faixas etárias, várias profissões e de todos os locais do concelho, mas todos com um propósito comum, que é fazer mais e melhor em Valongo, PORQUE TODOS CONTAM.

Esta candidatura é o continuar do trabalho efetuado ao longo dos últimos mandatos, onde denunciamos problemas e apresentamos soluções. Embora com pouca cobertura mediática e pouca divulgação a nível local, sentimos orgulho por termos sido o partido que mais e melhores propostas apresentou para melhorar a qualidade de vida de quem reside ou trabalha em Valongo.

Para nós, Valongo é não só um lugar, uma cidade, um concelho, mas um todo. Por isso, apresentamos propostas de melhoria de serviços públicos, de habitação e de transportes que abrangessem todos os cidadãos do município. Desde a tarifa automática social da água, até à transmissão pública das reuniões das assembleias e executivos de freguesia e municipal, passando por mais e melhor transporte público, mais habitação pública, mais espaços verdes, melhor limpeza urbana, etc.

Porque as alterações climáticas são uma realidade, é necessário que haja alterações estruturais na condução dos destinos do município de Valongo. Uma maioria absoluta na Câmara Municipal, assim como na Assembleia Municipal, são o maior entrave à defesa de todos os cidadãos.

Sendo os próximos 4 anos, anos de investimento, fruto dos fundos comunitários do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), é necessária uma maior fiscalização da aplicação dos dinheiros públicos. A nível autárquico, é por demais importante o papel da Assembleia Municipal. Nós, Bloco de Esquerda, assumimos o compromisso de uma fiscalização na aplicação de cada euro, exigindo transparência nas opções que melhor sirvam todos os cidadãos, PORQUE TODOS CONTAM.

No próximo mandato, o Bloco de Esquerda continuará a debater-se por mudanças estruturais que melhorem as condições de vida, de habitação, de transporte, de lazer de todos os Valonguenses. Continuaremos a trabalhar por um município mais igual, sem esquecer as particularidades de cada freguesia, valorizando o que cada uma tem de melhor, as suas gentes e o seu território.

Defenderemos o direito ao transporte público de quem habita e trabalha na freguesia de Sobrado, e outras, em horários que verdadeiramente sirvam a população. Lutaremos pelo melhoramento de transporte público em freguesias mais urbanas, como Valongo e Ermesinde, não abdicando do direito ao transporte público, em todos os locais das várias freguesias.

No anterior mandato, apresentamos proposta para que a autarquia criasse um transporte municipal que ligasse os vários locais “esquecidos” pelo transporte público, aos vários serviços públicos, como centros de saúde, farmácias, espaço cidadão, e interface com os transportes existentes, pois entendemos que sem transporte, o acesso a serviços públicos essenciais, fica comprometido.

Continuaremos a propor que haja investimento autárquico em habitação social e pública. Somos o partido que mais tem defendido a necessidade de construir habitação pública.

O Aumento da oferta de habitação por parte da autarquia, para além de suprir as necessidades urgentes de habitação, visa também combater a especulação imobiliária a que se assiste.

A secretaria de estado da habitação, aquando o apontar das estratégias locais de habitação, apontou como objetivo que os municípios fossem dotados de um mínimo de 5 % de habitação pública. Se é verdade que o PSD quando foi executivo nada fez para além de promover a construção privada, também é verdade que o atual executivo PS, propõe-se “fazer poucochinho”, apontando como meta os 3,7%, ou seja, aumentando apenas 0,8% o parque público de habitação. O Bloco de Esquerda propõe que se aproveite os fundos comunitários para dotar o município de Valongo de um parque público habitacional mínimo de 6%, necessário também para combater as rendas elevadíssimas a que os seus munícipes são confrontados quando procuram habitação.

Reconhecendo a necessidade de soluções urgentes ao nível da habitação, para o imediato, não podemos concordar com a visão do atual presidente da Câmara Municipal, que na Estratégia Local de Habitação, deixa para o final do próximo mandato, a construção de novas habitações. Porque “ontem” já era tarde, continuaremos a propor que seja iniciado de imediato o processo de construção de novas habitações, mais ainda quando sabemos que o processo é moroso, seja pela necessidade de adquirir terrenos, concursos públicos, projetos e construção.

Água, um bem essencial que deve ser disponibilizada a todos os cidadãos ao preço de custo. Não deve servir para negócio de empresas privadas. Por isso o Bloco propõe a municipalização do serviço da água. Enquanto decorre o processo de tornar público o que é de todos, queremos que se aplique de imediato a Tarifa Social Automática da Água.

Valongo precisa e exige a defesa do meio ambiente, pelo que é necessário continuar a apostar na prevenção e no combate aos incêndios, na reflorestação e no plantio de mais árvores nas zonas urbanas.

Nas zonas mais urbanas, como Valongo e Ermesinde, é notória a falta de visão do PSD e do PS, que ao longo de mais de 40 anos, foram substituindo as árvores por betão. “Enganaram” a população com a criação de parques verdes, mas hoje, todos notamos o estado em que esses parques se encontram. Não basta criar os parques, é preciso manutenção e dinamização para que os cidadãos possam usufruir de verdadeiros espaços, que se querem cada vez mais verdes.

Todos reconhecemos que é urgente salvar o planeta.

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Valongo é o “quintal das traseiras” da Área Metropolitana do Porto. Há inúmeras empresas espalhadas pelo município, poluindo sem qualquer controlo, quando as zonas industriais do município estão quase vazias. Necessário o encerramento do aterro de Sobrado, e apostar na recolha seletiva do lixo, diminuindo a quantidade para incineração.

Sabemos que todos e cada cidadão é também responsável pela manutenção da salubridade pública, mas exigimos que a Câmara Municipal, assim como as juntas de freguesia, proporcionem essa ação. Para isso, é necessária uma evolução urgente na recolha dos resíduos sólidos urbanos. Valongo é dos últimos municípios da Área Metropolitana do Porto onde se assiste, diariamente, à deposição de sacos do lixo na via pública.

Exigimos que a autarquia aumente os pontos de recolha, incluindo ecopontos para recolha diferenciada, assim como diminua o tempo entre recolhas. Não aceitamos que o executivo atire areia pra os olhos dos munícipes com “prémios encomendados” quando todos sentem no dia a dia o problema da recolha do lixo.

Exige-se também que a Câmara Municipal e as juntas de freguesia melhorem a varredura das ruas, assim como invistam na despoluição dos rios que passam no nosso município, criando corredores para peões e ciclistas, ao longo das suas margens.

A autarquia deve assumir e promover políticas para o bem-estar animal e colaborar com associações e particulares na sua execução e sensibilização. Deve reforçar os meios para que os espaços públicos estejam preparados para que os detentores de animais de estimação possam manter o espaço público limpo.

Exigimos uma saúde de proximidade. Com o fecho do Serviço de Urgência de Valongo, o Município ficou muito pior ao nível da saúde de proximidade. O Bloco de Esquerda propõe-se continuar a lutar incansavelmente para que Valongo tenha pelo menos um Serviço de Atendimento Permanente, até às 23 horas, que sirva as populações, de Campo, Sobrado e Valongo.

Num futuro próximo as escolas passarão definitivamente para o Município, é necessária a requalificação urgente de todo o parque escolar para melhorar a qualidade do ensino de forma a evitar o êxodo de alunos.

A autarquia não pode ser apenas o “condomínio” do município. A autarquia tem a responsabilidade social de não deixar ninguém para trás, protegendo as pessoas, o emprego e o ambiente. Nos próximos anos assistiremos ao lançamento de muitas obras resultantes do investimento de fundos comunitários. O Bloco de Esquerda continuará a defender que nos cadernos de encargos deve constar cláusulas que impeçam o trabalho precário, ou qualquer tipo de discriminação.

No nosso trabalho autárquico, continuaremos a lutar por uma sociedade mais justa, combatendo o racismo, a xenofobia ou qualquer outra discriminação, seja pela cor da pele, pela religião ou orientação sexual, PORQUE TODOS CONTAM.

 

 

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