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Edição de 31-05-2020
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    Arquivo: Edição de 30-04-2020

    SECÇÃO: Opinião


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    Vamos falar de associativismo (25)

    COVID19 - Ninguém pode ficar indiferente aos seus efeitos

    É difícil aceitar a abordagem do início de um ano de preparação das mais diversas atividades programadas e muitas outras ainda em preparação, de convites atrasados, de jogos previstos, de espetáculos culturais, de ações de convívio dentro de instalações para angariação de fundos, tudo no princípio de que tem de ser preparado com tempo ou na altura própria, tão característico do nosso movimento associativo, e de repente, um minúsculo ser, aparece, e sem que o tivéssemos convidado, entra-nos casa dentro pondo em causa todo o empenho, todos os sonhos, todas as vontades, todos os prazeres e disponibilidades de envolvimento e são convívio associativo, colocando quase tudo em causa.

    De repente, todas as nossas coletividades viram as suas épocas afetadas, as suas atividades paralisadas, procurando levar tudo e todos à inércia.

    Nada de novo, quanto a estas dificuldades, que de tempos a tempos, colocam à prova o movimento associativo popular que sempre soube aguentar os impactos de situações menos favoráveis para a sua sobrevivência.

    Temos consciência dos efeitos negativos provocados pela Covid-19 para a sociedade portuguesa em geral, e para o nosso movimento associativo em particular, sabendo-se que os dirigentes associativos, e toda a massa associativa, tudo farão no sentido de colaborar para o encontro das melhores soluções com todas as entidades locais e nacionais.

    É necessário dar sinais desta disposição das nossas coletividades, na disponibilização dos espaços associativos para eventuais apoios, mas também para que sejam encontradas soluções de apoio aos vários prejuízos causados por esta situação.

    Para a preparação da saída desta situação será importante serem dados passos necessários para se fazer chegar as preocupações das nossas coletividades, no caso em concreto do Concelho de Valongo, mas também para todo o tecido regional e nacional, aos órgãos do nosso poder local e governo central, para que sejam encontradas medidas sensatas de apoio ao movimento associativo, que tudo dá, e muito pouco recebe.

    É importante entendermos todos que esta nossa luta terá mais êxito quanto mais força, pudermos demonstrar a nível local, regional e nacional.

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    Nesse sentido, e com o objetivo de defender o movimento associativo a nível nacional, a Confederação Portuguesa das Coletividades procedeu à distribuição de um inquérito nacional, para que as coletividades evidenciem várias questões negativas dos efeitos da Covid-19.

    Para além do cuidado em se conhecer a resposta que tem vindo a ser dada por cada coletividade na sua relação com associados, com abertura dos seus espaços ou contactos entre dirigentes, das preocupações da saúde dos seus associados principalmente os mais velhos, e vários outros casos, pediu-se a cada uma, que comunicasse os prejuízos económicos provocados, para que sejamos capazes de evidenciar junto dos respetivos ministérios, essa realidade, a fim de garantir a sobrevivência associativa.

    Deram-se indicações para que cada coletividade tenha sempre presente as suas contas referentes aos períodos dos meses similares aos deste período de crise: fevereiro, março, abril e possivelmente maio, dos últimos 2 anos, e os movimentos atuais.

    Nunca será de mais evidenciar que as coletividades, através do trabalho gratuito e voluntário dos seus dirigentes, contribuem com milhões de euros, anualmente, para o Orçamento de Estado.

    Mais recentemente, a 31 de março a Confederação Portuguesa das Coletividades tornou pública uma Nota Associativa (NA) n.º 6, assumindo a sua posição de preocupação e orientação para com a situação. Nesta NA eram elencadas algumas questões importantes para as quais chamamos a atenção de todas e respostas.

    Nessa NA salienta-se que, “Estamos a viver uma fase da nossa vida coletiva, que nos desafia a ter calma e a não sermos promotores de alarmismos, ações precipitadas ou desânimos. A nossa responsabilidade enquanto (MAP) Movimento Associativo Popular, de Cultura, Recreio e Desporto, será histórica e, por isso, só será avaliada com o devido distanciamento daqui por alguns anos.”

    E ainda, “Estamos atentos à situação atual do país, e ao que devemos prever e propor para o futuro. Devemos logo pensar num quadro da Economia Social sem fins lucrativos (ES) a que pertencemos, e não enquanto sector público, (Estado) ou sector privado lucrativo.”

    Esta NA n.º 6, que foi amplamente divulgada a todas as coletividades nacionais, (se alguma não a recebeu pode solicitar, mesmo não associadas podem fazê-lo) e para a qual apelamos à sua atenta leitura.

    (...)

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    Adelino Soares*

    *Confederação Portuguesa das Coletividades

     

     

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