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Edição de 31-03-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Cultura


MOSTRA DE TEATRO AMADOR

Universidade Sénior de Ermesinde apresenta “O Desenterro”

Fotos ALBERTO BLANQUET
Fotos ALBERTO BLANQUET
O Fórum Cultural de Ermesinde proporcionou ao Grupo de Teatro da Universidade Sénior de Ermesinde (que é tutelada pela Ágorarte, Associação Cultural e Artística), na noite do passado dia 7 de março (a partir das 21h45), a apresentação da peça “O Desenterro”, integrada na Mostra de Teatro Amador do Município de Valongo, edição 2020.

Esta “Mostra de Teatro Amador” iniciou-se no passado dia 1 de março, no Fórum Cultural de Ermesinde, com a peça “Bocage”, interpretada por Rita Ribeiro, Sandra José e Alexandra Pato.

Mas foi na Sala das Artes do “Fórum Vallis Longus”, na noite de 6 de março, que a primeira coletividade cultural, se apresentou. Foi ela a Associação Cultural e Recreativa Vallis Longus, com a peça “O Galego Lorpa”.

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O Grupo de Teatro da Universidade Sénior de Ermesinde (USE) é uma das mais recentes valências da Universidade Sénior de Ermesinde, tendo nascido em dezembro de 2016. Envolve mais de uma dezena de atores e atrizes, alunos da USE que, espontaneamente, se inscreveram nesta atividade.

A ensaiadora é a Dr.ª Benvinda Mieiro, uma pessoa há muito ligada ao teatro e, portanto, com bastante experiência nesta arte.

O Grupo teve várias atuações em festas da USE, e também já participou na Mostra de Teatro de Valongo no ano 2018. O seu desempenho tem sido do agrado geral.

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A Mostra que se previa decorrer ao longo dos próximos dois meses – com a apresentação de 17 peças, 15 das quais a cargo de grupos/associações concelhias de teatro amador, em três palcos: Ermesinde, Valongo e Campo – está suspensa desde a atuação do Grupo de Teatro da USE, por causa da Covid2019.

“O Desenterro”, peça original da USE, trouxe ao palco um Velório. “Mariana”, a defunta está no seu quarto deitada numa cama, de mãos cruzadas sobre o peito, coberta apenas com um véu branco, imensamente leve. Ao seu lado, as suas irmãs chorosas, uma delas falando ao telemóvel. Clara está ao lado de Mariana contemplando-a. O cangalheiro ajeita a roupa da defunta e anda de um lado para o outro a tirar as medidas da morta. O ajudante está a um canto, de pé e braços cruzados, quase a adormecer… Trazendo ao palco cenas da vida real, a peça permite refletir sobre a hipocrisia que muitas vezes se manifesta na hora da morte. De início, todas as presentes, parentes e amigas, parecem sofrer com a morte de Mariana, mas com o decorrer do tempo acaba por se verificar que afinal todas têm defeitos e queixas a apresentar da defunta… Mas, afinal, a finada está viva e reage mal às falsas amigas…

Durante cerca de uma hora, os espetadores que quase enchiam a sala, divertiram-se com as várias personagens: Mariana, a defunta; Maria, irmã de Mariana; Clara, a muda; as amigas da falecida: Carla, Alice, Cíntia, Talita, Kelly: João Feio, o cangalheiro e Justino o seu ajudante.

As atrizes e atores que lhe deram corpo foram: Aurora Soares, Rosa Pinto, Conceição Soares, Maria José Pinto, Elisabete Castro, Maria Eduardina Tuna, Fátima Gonçalves, Fátima Vasconcelos, Jorge Marques, Emanuel Carneiro e Benvinda Fernandes.

No final do espetáculo, a que assistiu o Júri da Mostra, a Vice-Presidente da Câmara de Valongo e várias associações culturais do município, o presidente da Direção da Ágorarte, Professor Carlos Faria agradeceu à Câmara Municipal a organização do evento, ao “Entretanto Teatro” todo o apoio técnico e artístico recebido e aos alunos e à encenadora da disciplina de teatro da Universidade Sénior de Ermesinde, a boa prestação em palco a provar que a nossa Universidade também, na arte de Talma está bem viva e recomenda-se.

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