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Edição de 30-11-2019
Jornal Online

SECÇÃO: Cultura


As hilariantes alucinações de um paciente à beira do desespero!

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Apesar do muito frio que se fazia sentir na região na noite de 15 de novembro último, a Sala de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde registou uma boa afluência de público que ali se deslocou para assistir à reposição da comédia “Enquanto Espero, Desespero”, levada à cena pelo Grupo de Teatro Casca de Nós da Associação Académica e Cultural de Ermesinde (AACE).

Recorde-se que esta peça é uma adaptação - pela mão de Mário Sá, o encenador da companhia de teatro amador ermesindense - do original de Luís Gonçalves, intitulado “À Espera de ser Chamado”, e que esteve pela primeira vez em exibição no âmbito do programa da Mostra de Teatro Amador do Concelho de Valongo deste ano.

Mas o facto de ser uma reposição não afastou o público da casa da cultura da nossa Cidade, muito pelo contrário, pois foram largas dezenas aquele(a)s que não perderam a oportunidade de voltar a rir a bom rir com as hilariantes alucinações da personagem António Lopes. No início da peça vemos o senhor Lopes ser encaminhado por uma enfermeira para o banco de espera do que aparenta ser um hospital, ou um centro de saúde, ao mesmo tempo que lhe diz para... esperar. E enquanto espera, pela sua vez de ser chamado, o senhor Lopes... desespera. As horas passam e o paciente continua à espera! É então que o público é transportado para uma viagem ao imaginário deste peculiar paciente. Na sua mente o telefone toca sem parar, ora é o patrão que o despede por faltar ao trabalho sem justificação, ora é a sogra que o maltrata, ora é a eletricidade que lhe é cortada por se ter esquecido de pagar a fatura, ora é o carro que foi rebocado, ora é a mulher que o trai com um vizinho, ora é a sua filha que julgava uma santa mas que na verdade é o terror da escola que frequenta. É um entra e sai de personagens - a noiva, a freira, o bêbado, entre outras - que a par dos efeitos de luz reforçam a atmosfera alucinante e desesperante criada em volta do protagonista da história. «Mas que dia hoje! Que mais me irá acontecer?», questiona o desesperado paciente cujas hilariantes histórias provocam gargalhadas constantes na plateia. E quando finalmente chega a sua vez de ser atendido, percebemos que todo este “mau olhado” que invade o dia do senhor Lopes não é senão produto da sua psicopatologia, atendendo a que... estávamos num hospital psiquiátrico. Foram pois bem merecidos os aplausos para as atrizes Hermínia Carvalho, Anabela Coelho e Filipa Rocha, as três mulheres que aqueceram com a sua atuação uma noite bem fria.

Por: MB

 

 

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