Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 31-01-2020
  • Edição Actual
  • Jornal Online

    Arquivo: Edição de 30-11-2006

    SECÇÃO: Arte Nona


    “BD Jornal” n.º 15: também um acontecimento

    foto
    Como o prometido é de vidro – e, por isso facilmente se pode quebrar – aqui trazemos, de forma transparente, o anunciado comentário a mais um número do “BD Jornal”. Referimo-nos ainda ao de Outubro, editado por altura do Festival de Banda Desenhada da Amadora.

    Como habitualmente, não faltam os motivos de interesse em mais este número da ímpar publicação portuguesa sobre a 9ª Arte que é o muito sólido “BD Jornal”.

    Comecemos por “O Magnífico Mausoléu da Banda Desenhada”, uma reflexão de José Carlos Fernandes – consagradíssimo autor de Banda Desenhada – sobre a realização dos festivais de BD. Muito atento e participativo, o autor resolveu pegar numa ponta do que J. Machado-Dias escreveu em número anterior da publicação, a propósito do festival de Beja – “Um Festival de BD Serve para Quê? – para escalpelizar o universo em que os certames decorrem e lhe apontar várias debilidades e várias pistas de evolução.

    Boa notícia para os leitores da publicação, o surgimento de José Carlos Fernandes não é acidental e ele continuará aí a aparecer regularmente enquanto cronista.

    Pedro Cleto desenterra, muito oportunamente, uma entrevista que lhe foi concedida por Frank Giroud (e Joseph Béhé) já em 2002, a propósito de “Decálogo”, a obra em dez tomos (com um desenhador para cada qual) e que este ano também foi uma das atracções do Festival da Amadora.

    J. Machado-Dias conversa com Pedro Silva, que explica as circunstâncias que levaram a BDmania, após dez anos de actividade, a enveredar também pela aventura editorial, e desvenda a linha de acção da nova editora.

    Neste número prossegue a publicação do “Dicionário Universal de Banda Desenhada” – pequeno léxico disléxico”, de Leonardo De Sá, uma cuidada e muito anotada obra de referência, imperdível, e em relação à qual se justificaria a publicação em separata, ou pelo menos em folha destacável. O que, por exemplo, é possível com a gozada “Sexo, Mentiras e Fotocópias”, de Álvaro, uma das bandas desenhadasque juntaríamos às que para nós merecem uma referência especial neste número – “BRK”, de Filipe Pina e Filipe Andrade (parte 2) e à peça sem título de Vasco Câmara Pestana (argumento) e Teresa Câmara Pestana (desenho) – que assenta num texto poético e surrealista, servido (ou vice-versa) por vinhetas expressionistas, com o recurso exclusivo ao preto e branco puros, aquele usado em manchas de cor que propiciam um feliz equilíbrio claro-escuro.

    Apesar disso, continuamos a considerar ser a selecção das pranchas incluídas no “BD Jornal” a maior fragilidade deste.

    Destaque ainda para o texto de João Miguel Lameiras a propósito dos 20 anos de “Dylan Dog”, criado pelo italiano Tiziano Sclavi, e em que aborda o perfil torturado do genial criador desta série de culto que alia o humor com o terror.

    Sara Figueiredo Costa dá “Novas da Edição Alternativa”Clara Botelho fala da última edição do 24 Hour Comics Day – que em Portugal teve lugar no Funchal –, Daniel Maia do mercado da BD em Portugal no ano presente, Pedro Moura faz a crítica de “El Circo del Desaliento” de David Rubin, Nuno Franco explica o movimento da Nouvelle Manga, e faríamos também o destaque de dois outros textos que abordam um e outro as questões do diálogo intercivilizacional entre o mundo islâmico e a cristandade (e a sua aliada civilização judaica na forma como se cristalizou em pleno território ocupado).

    As peças são, a primeira da autoria de Pedro Cleto que apresenta Mazen Kerbaj, um músico, desenhador e pintor libanês, que aborda no seu blog, através da sua banda desenhada, o dia a dia da recente guerra israelo-libanesa. O blog estava alojado em http://mazen-kerblog.blogspot.com, mas não garantimos que ainda lhe consigam aceder.

    A segunda, de Osvaldo Macedo de Sousa, aborda a guerra de cartoons, com as iniciativas, dinamarquesa, iraniana e israelita, a sucederem-se em resposta umas das outras.

    Como não podia deixar de ser, há ainda espaço para o Festival da Amadora e muitas informações sobre uma variedade de certames ocorridos ou a ocorrer: Angoulême, Corunha, Helsínquia, Ourense, Chambéry, Lausanne, Roma, Salónica, Lucca, Génova, Quebec, Londres, Paris, Joanesburgo...

    Por: LC

     

    Outras Notícias

    · O dia certo para morrer

     

    este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
    © 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
    Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.