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Edição de 31-10-2020
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    Arquivo: Edição de 30-01-2006

    SECÇÃO: Destaque


    Lar de S. Lourenço a funcionar e... inaugurado

    Com a presença do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, foi formalmente inaugurado, na passada sexta--feira, dia 27 de Janeiro, o Lar de S. Lourenço, uma das mais importantes valências do Centro Social de Ermesinde. A cerimónia foi aberta aos sócios e à população, terminando com um almoço.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    O ministro da Solidariedade Social, Vieira da Silva – que se fazia acompanhar do secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques – presidiu à cerimónia de inauguração do Lar de S. Lourenço, valência de importância central do Centro Social de Ermesinde, cuja obra elogiou e prometeu apoiar.

    Este lar da Terceira Idade é mesmo um símbolo da instituição, até pelo que representa em termos de uma concepção de solidariedade social e atenção ao próximo, bem manifesta nas palavras de Vieira da Silva: «Não [é] um local onde as pessoas estão, mas um local onde as pessoas possam continuar a ser».

    Vieira da Silva visitou, uma por uma e demoradamente, várias valências do Centro Social de Ermesinde, pois além do Lar de S. Lourenço, onde se deteve algum tempo e conversou com quadros e utentes, teve ainda ocasião de ver em funcionamento a Empresa de Inserção da Lavandaria do Centro Social de Ermesinde e acções em curso no Centro de Formação, conversando também aqui com as formandas.

    No fim da visita do ministro, houve lugar a um almoço em que participaram as entidades convidadas e sócios do Centro Social de Ermesinde.

    O ministro, no seu discurso salientou a honra e prazer que tinha em estar presente «na inauguração simbólica» do lar. Classificando o Centro Social de Ermesinde como «parceiro sólido e seguro», Vieira da Silva proferiu ainda palavras muito amáveis e de admiração para com a histórica instituição ermesindense, considerando a sua «obra notável e de dimensão que se destaca» entre outras congéneres.

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    A importância para a economia global do País destes exemplos positivos na área da economia social motivou também o ministro a comentar: «Precisamos de grandes empresas, de grandes indústrias – e elas estão a surgir – mas precisamos também de uma forte economia social».

    Vieira da Silva salientou a criação de postos de trabalho e a estratégia do combate à pobreza levada a cabo pelo Centro Social de Ermesinde. «Não sendo Portugal um país pobre, é um país onde ainda existem demasiados pobres», admitiu Vieira da Silva. E mais especificamente sobre o Lar da Terceira Idade, asseverou: «Não há sociedade plenamente desenvolvida sem integração dos mais idosos.

    O envelhecimento não é nenhuma tragédia, quis também deixar bem claro o governante: «O envelhecimento é conquista civilizacional e é um desafio».

    O ministro abordou depois a questão da eficácia no trabalho social, e como exemplo dessa preocupação, anunciou que estão previstas medidas de apoio aos idosos alvo de auxílio por parte da Segurança Social, no que respeita à melhoria das suas condições de habitação.

    Referindo a necessidade do reforço das parcerias entre o Estado, Autarquias e Instituições para fazer crescer a rede de equipamentos sociais, o ministro garantiu também a determinação em fazer crescer o investimento público nesta área nos próximos anos e anunciou que o estado iria saldar as suas contas para com as instituições. Vieira da Silva adiantaria à Voz de Ermesinde que esse esforço seria concretizado com base em dotações comunitárias.

    A questão da batalha da qualidade dos equipamentos sociais foi a última questão abordada pelo ministro, aliás uma questão muito sensível, e à qual Henrique Queirós Rodrigues se viria também a referir.

    Fernando Melo, o presidente do município valonguense, usou também da palavra na cerimónia para, numa breve intervenção, destacar o trabalho do presidente do Centro Social, Henrique Queirós Rodrigues, que incitou a prosseguir nos seus esforços, e fez o elogio do Centro Social de Ermesinde, que com o Centro Social e Paroquial de Alfena, seriam as duas mais importantes instituições de carácter social do concelho.

    INTERVENÇÃO

    DO PRESIDENTE

    DO CSE

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    Por sua vez, o presidente do Centro Social de Ermesinde iniciou a sua intervenção referindo ser «causa de justiça» ser o lar inaugurado pela equipa governativa que apoiou a obra no seu início, há 13 anos.

    Henrque Queirós Rodrigues expressou depois um agradecimento particular a Afonso Lobão, pela intervenção deste a favor da obra do lar, referiu a verba de 30 mil contos que veio ajudar a sua concretização mais recentemente, resultante da celebração de um protocolo com a Câmara de Valongo e salientou o apoio da Junta de Freguesia de Ermesinde (e a figura do então presidente Jorge Videira), que concedeu um subsídio de 5 mil contos, tanto mais de relevar quanto se sabia serem muito escassos os recursos das Juntas de Freguesia.

    Elogiou depois o gabinete do arquitecto Camilo Moreira, pela concepção arejada da obra, em boa hora abraçada pelo então presidente do Centro, Joaquim Teixeira. E salientou, sob a influência do Presidente da República, o reforço das estratégias de luta contra a pobreza que, em Ermesinde, por exemplo, se desenvolveram em articulação com a comunidade educativa. Lembrou a memória de Oliveira Ramos e agradeceu, finalmente, nesta abertura da sua intervenção, o papel do actual ministro da Segurança Social no que respeitava ao funcionamento dos ATL.

    Depois, agradecendo a presença das altas entidades que dignificaram a cerimónia, Henrique Queirós Rodrigues fez uma breve história da criação e desenvolvimento do Centro Social de Ermesinde (CSE) e traçou o seu perfil, em traços gerais, destacando o quadro de 148 trabalhadores, dos quais a grande maioria do sexo feminino, o que se repercutia também a nível das chefias operacionais e mesmo a nível da Direcção. Salientou, neste sentido, a luta contra a desigualdade em função do género.

    O presidente do CSE referiu depois a preocupação com a estabilidade dos trabalhadores e o esforço continuado da instituição pela melhoria da qualidade.

    Neste campo, o dirigente da IPSS anunciou ter sido o CSE uma de doze entidades análogas do distrito seleccionadas num programa de monitorização e avaliação, da responsabilidade da Universidade Católica, com vistas a uma certificação dos serviços prestados.

    Referindo-se depois mais especificamente ao lar – que não esperou pela desejada inauguração oficial para começar a prestar os seus pertinentes serviços à comunidade – o presidente do CSE referiu-se também ao seu enquadramento urbanístico, inserindo-o numa preocupação de qualidade de vida e de requalificação ambiental. Também nesse sentido elogiou a obra arquitectónica do Lar, com as amplas janelas expostas à luz e dando para o largo da antiga feira.

    A MATRIZ

    CATÓLICA

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    Henrique Queirós Rodrigues referiu depois a matriz católica dos homens que iniciaram a obra do Centro Social, há cerca de 50 anos, profundamente radicados numa ideia de proximidade na luta contra a pobreza. Invocando o patrono tutelar do Lar, S. Lourenço, que terá sido diácono da Igreja de Roma, o mais alto responsável do CSE, terminou a sua intervenção citando o diaconato como referindo-se ao serviço dos outros, uma ideia inspiradora do trabalho do lar e da instituição.

    Numa cerimónia de inspiração católica, o bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho, procedeu à bênção do lar, referindo as «exigências de solidariedade dos crentes» e proferindo palavras de simpatia pelos idosos e «pelos que a eles se vão dedicar».

    O Lar de S. Lourenço, uma valência do Centro Social já em funcionamento há cerca de quatro anos, alberga 56 residentes, possuindo instalações que compreendem, além de um amplo refeitório, uma sala de bar e convívio, uma sala de leitura, uma pequena biblioteca, uma sala de cinema, um ginásio, um salão de cabeleireiro e beleza, uma capela, uma sala de actividades manuais e diversos equipamentos de saúde e higiene.

    Por: LC

     

     

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