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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 15-11-2005

    SECÇÃO: Local


    O papel da família na educação dos filhos foi discutido em Ermesinde

    Depois do seminário “Os Novos Desafios da Educação” do passado 15 de Outubro (ver peça da página ao lado), o tema da Educação voltou a merecer uma atenção muito particular no dia 11 de Novembro, numa palestra organizada conjuntamente pelas associações de pais e encarregados de educação do Agrupamento de Escolas da Costa e da Escola EB 2,3 de S. Lourenço e que teve lugar no Fórum Cultural de Ermesinde. Esta palestra contou com a participação muito especial de dois elementos da Escola Nacional de Pais (ENP), Luís Feio (Dr.) e Laura Feio (Drª), que trouxeram até Ermesinde um tema que assume um papel fundamental na formação das crianças, nomeadamente a questão da importância do ambiente familiar na educação dos filhos. Luís Feio começou por dar aos pais e encarregados de educação presentes uma breve noção sobre o que é na realidade a ENP, sublinhando a importância que este organismo assume junto da comunidade paternal, na medida em que «os pais e mães dos dias de hoje têm de se preparar para preparar os homens e as mulheres do “amanhã”. Temos de saber lutar pela grandeza dos nossos filhos, transmitindo-lhes os valores fundamentais para que estejam preparados para constituírem a sociedade do futuro. É para isso que a ENP existe, para ensinar os pais a preparar os seus filhos». Em seguida, Luís Feio abordou então de uma forma mais detalhada o tema deste evento, “A Importância do Ambiente Familiar na Educação dos Filhos”, começando por referir que o ar que se respira no lar de cada um de nós é fundamental para a formação dos nossos filhos. Uma questão que, segundo o orador, muitas vezes é ignorada pelos pais, que não prestam atenção a determinadas atitudes menos aconselhadas que durante anos e anos são levadas a cabo dentro do ambiente familiar e que, por vezes, pecam por ser constatadas pelos progenitores demasiado tarde, visto que tiveram directamente influência em determinados e indesejados comportamentos dos filhos. A família é pois o primeiro patamar para a formação de uma criança. seguindo-se a escola e os amigos, e por último, os meios de comunicação social. «É através da família que a criança aprende as primeiras palavras, aprende as primeiras maneiras de comportamento, os primeiros conceitos da vida. É a família que lhes abre os olhos para o mundo», frisou. Luís Feio apresentou então um esquema que definia três conceitos actuais de famílias, nomeadamente as “famílias tradicionais”, as “familías nucleares” e as “famílias monoparentais”. Referiu-se ao primeiro conceito como uma raridade, um tipo de família que engloba no mesmo lar os pais, vários irmãos, avós, tios, no fundo a tradicional família portuguesa, que para o orador nos dias de hoje praticamente já não existe. Apontou a “família nuclear” como o tipo de estrutura familiar mais “usada” presentemente, aquela que é composta pelo pai, pela mãe, e por um filho, justificando esta teoria com o facto de os pais de hoje optarem por ter um único filho.

    Foto MIGUEL BARROS
    Foto MIGUEL BARROS
    O terceiro conceito de família é igualmente muito visionado actualmente, ou seja, filhos cujos pais se encontram divorciados, por exemplo, sendo então que ou vivem apenas com a mãe, ou com o pai, ou em muitos casos estão inseridos numa segunda família, ou seja, vivem com o seu progenitor e o companheiro, ou companheira deste, o habitualmente denominado padrasto ou madrasta.

    OS REQUISITOS PARA UM EDUCAÇÃO FAMILIAR POSITIVA

    Luís Feio lançou em seguida para a assistência alguns conselhos a seguir para que haja uma educação familiar positiva. Começou por sublinhar a importância de uma relação afectiva positiva entre pais e filhos, uma relação baseada no carinho e amizade entre ambos os lados, uma relação de amor saudável. A capacidade de diálogo foi outro aspecto sublinhado por este membro da ENP, referindo que na maior parte das vezes uma má conversa entre pais e filhos pode causar sérios danos psicológicos nas crianças, sendo que, para evitar isso, há que promover um diálogo aberto, com sugestões de parte a parte, um diálogo assente em discussões pacíficas e civilizadas. Os pais devem igualmente respeitar a liberdade dos filhos, não erguer demasiadas barreiras em torno deles, de modo a evitar comportamentos menos desejados da parte destes. Para Luís Feio, deve existir acima de tudo um clima de harmonia familiar dentro de cada lar, «os pais devem fazer transparecer um clima de harmonia dentro do lar, dizendo aos filhos que gostam deles e mais importante do que dizer isso é fazer-lhes perceber que isso, de facto, é verdade. As crianças quando chegam a casa devem encontrar um lar feliz, uma família que irradia amor e harmonia.

    Os pais devem sobretudo ser um exemplo para os filhos, devem ser o seu espelho, pois não existe nenhum pai ou mãe que não queira a felicidade e o bem estar do seu filho e para isso ser realidade há que primeiro dar o exemplo».

    Por: Miguel Barros

     

     

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