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    Arquivo: Edição de 15-11-2005

    SECÇÃO: Destaque


    Ex.ma Directora do Jornal A Voz de Ermesinde

    Ao abrigo da lei da imprensa, agradecia a publicação do meu direito de resposta aos comentários inseridos no último número da Voz de Ermesinde e na sua informação on line, traduzidos por pelo senhor jornalista Luís Chambel e que considero atentatórios ao meu bom nome. Ciente que o meu pedido vai ser atendido, queira aceitar os meus cumprimentos.

    Ermesinde, 7/7/05

    José Deolindo Caetano

    O CARÁCTER

    Sei e compreendo, que quem detém cargos políticos e não poleiros, está sujeito aos comentários e críticas dos órgãos da comunicação social.

    Sei também e estou preparado, que esses comentários por vezes não são favoráveis, mesmo quando os jornalistas e comentadores, fazendo por vezes uma leitura errada dos acontecimentos, tecem o seu comentário que julgam ser o acertado – mas que não deixa de ser somente a verdade de quem comenta e não a verdade real.

    Ainda bem que assim é, pois só assim é possível haver uma informação livre, e quem exerce cargos públicos tem que estar atento à vigilância da opinião pública.

    O que não admito é que o senhor jornalista da Voz de Ermesinde, Luís Chambel, me insulte e ofenda ao me tratar a mim e ao meu partido, como pessoas vulgares e de ética e carácter duvidoso e que só andam à procura de poleiros.

    Nada me move contra o senhor Luís Chambel, o que me deixa estupefacto são os tons acintosos e insultuosos relativos à minha pessoa e ao Partido Comunista com que este senhor nos quis “brindar”.

    O meu relacionamento com o Luís Chambel é muito antigo e nunca tinha notado tamanha animosidade à minha pessoa e vice-versa.

    Lembro-me que, nos anos Setenta, em que nós dois participávamos nas estruturas das Comissões de Trabalhadores, ele mesmo defendendo a sua alma Maoista, e me rotulava de Imperialista Soviético e Revisionista, mesmo aí as nossas relações foram sempre amistosas, não percebo pois esta recaída.

    Sabe também o Luís Chambel que enquanto desempenhei o lugar de Presidente da Assembleia de Freguesia de Ermesinde, o fiz sempre de uma forma colaborante com a Voz de Ermesinde e com ele em particular.

    Quantos aos factos da tomada de posse e composição dos órgãos autárquicos, eles são, não a minha verdade nem a de Luís Chambel – São mesmo a verdade dos factos, pedindo desde já desculpas aos intervenientes nestas discussões, pois não é nossa prática entrar por estes caminhos.

    Junta de Freguesia de Ermesinde – Propôs o PSD, numa primeira abordagem à CDU, formar um executivo bipartido com estes dois partidos. A nossa resposta foi simples: devido às experiências positivas anteriores, continuávamos a defender a representatividade no executivo de todas forças políticas.

    No dia da tomada de posse, somos novamente abordados pelo PSD em que este partido nos informa que o PS tinha proposto viabilizar um executivo maioritário do PSD (4 PSD + 3 PS) e afastando do executivo a CDU; a nossa resposta voltou a ser a mesma e que o PSD era livre de fazer acordos com o PS.

    Ora perante a actuação do PS, em que nomeou a CDU como o inimigo n.º1 a abater, o nosso sentido de voto para a Mesa da AF foi votar em quem nos tinha tratado com lealdade e que, para a CDU, é palavra importante na vida política, acrescido, embora não fundamental, o de ser o partido mais votado.

    Assembleia Municipal de Valongo – Foi a CDU abordada quer pelo PSD quer pelo PS, para esta força política lhes proporcionar a Presidência da AM.

    Ficou claro desde a primeira hora para o PSD que a CDU não apoiaria o seu candidato; quanto ao PS podíamos estar disponíveis a lhe garantir o voto, desde que as composições dos executivos das freguesias fossem também negociadas, e dando particular atenção à freguesia de Campo.

    Aqui chegados, tínhamos duas propostas, uma do PSD, que é detentor do poder e o poderia repartir como contrapartida, e a outra do PS, que era na base política e à qual a CDU deu o seu acolhimento.

    Como foi notório, o PS não se dignou a responder às nossas propostas, como localmente, em Campo, o PS tentou o mesmo acordo com o PSD, para afastar a CDU do executivo da freguesia.

    Ao contrário do que afirma Luís Chambel, os comunistas e os eleitos na CDU têm moral e são providos de carácter e de ética, e por isso o seu voto é sempre um voto ponderado e de consciência.

    Por tal motivo, como consideramos que o PSD e o PS não mereciam o nosso voto e corriam rumores que, da parte das duas bancadas (PS e PSD) podia haver deserções, legitimamente e à luz da lei, avançámos com a nossa própria candidatura, para que não houvesse dúvidas de qual era o nosso sentido de voto, pois se os rumores se confirmassem, não nos admiraria que a acusação e o ónus da prova recaíssem na CDU.

    Quanto ao resto, votou na Dr.ª Sofia de Freitas quem livremente o quis fazer, e só lamentamos que outros o não fizessem.

    Quanto aos secretários da mesa são os dois do PSD/PP, por desistência do PS, que não se apresentou a votos.

    E já agora, rigor na informação – quanto à demora do PSD na suspensão e no reatar dos trabalhos e na chamada da Dr.ª Sofia de Freitas para fora da sala das sessões, não foi para negociar a Presidência da AM – pois como ficou claro na minha intervenção, a candidatura era para levar até ao fim –, o que a CDU não abdicava, era de ter uma palavra a dizer na repartição dos secretários pelo PS e PSD, o que acabou por não acontecer por falta de comparência do PS.

    Quero também que o senhor Luís Chambel saiba que o único tacho e poleiro que eu tento a todo custo defender é o meu emprego no sector ferroviário, ao qual dou corpo das 8.30 às 17.30h e já lá vão 38 anos, mas que com este Governo dito de esquerda nunca se sabe o dia de amanhã.

    Não espere o senhor Luís Chambel que, para sermos figura de destaque na Voz de Ermesinde, que uma vez eleito eu entre mudo e que saia calado, esta nunca foi a nossa postura nem vai ser no futuro.

    Por isso espero, que A Voz de Ermesinde e senhor Luís Chambel se retratem, com um pedido de desculpas pelas ofensas praticadas.

    Da minha parte, espero depois disto, encerrado este lamentável capítulo, que as relações voltem novamente à normalidade, tentando as partes desenvolver o seu papel o melhor que sabem.

    Por José Deolindo Caetano

    Deputado Municipal pelo PCP

     

     

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