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Edição de 31-01-2020
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    Arquivo: Edição de 15-10-2005

    SECÇÃO: Local


    CDS/PP de Valongo voltou a reunir as suas "tropas" oito anos depois

    Foto RUI LAIGINHA
    Foto RUI LAIGINHA
    Após oito anos de silêncio, as hostes do CDS/PP de Valongo voltaram a gritar bem alto o nome do seu partido num jantar realizado em Ermesinde, no passado dia 4 de Outubro, e que reuniu cerca de 150 militantes e simpatizantes. De destacar a presença de alguns notáveis do partido, exemplos de Nuno Melo, líder da bancada parlamentar dos populares, e de Álvaro Castelo Branco, o presidente da Distrital do CDP/PP e actual candidato à vice-presidência da Câmara Municipal do Porto. Do lado valonguense destaque para Campos Cunha, o “número um” dos populares em Valongo. Para esta última personalidade, o jantar serviu essencialmente para assinalar dois factos, sendo que o primeiro deles tinha a ver precisamente com o reactivação do partido no concelho de Valongo, lembrando o quão difícil foi voltar a dar vida ao CDS/PP de Valongo, uma força política que, no seu entender, esteve muito tempo desaparecida do concelho, frisando em seguida que é com muita alegria e ambição que vê este regresso. “Está mais do que visto que o CDS/PP tem muita força aqui no concelho, um partido que em eleições, sejam elas legislativas, presidenciais ou autárquicas, alcança sempre no concelho uma percentagem na ordem dos 7%, um valor que iguala a média dos resultados eleitorais ao nível do Distrito do Porto. Faz todo o sentido pois que voltemos a reavivar este partido aqui em Valongo. É bom estar de volta, é bom ver tanta gente aqui reunida e disposta a trabalhar para que o CDS/PP possa voltar a ser grande aqui no concelho”. Campos Cunha levou a sala ao delírio quando deixou no ar a ideia de que daqui a quatro anos, nas eleições autárquicas de 2009, o CDS/PP poder concorrer com uma lista própria na corrida pela Câmara Municipal de Valongo, embora tenha igualmente sublinhado que a manutenção da aliança com o PSD também é um cenário possível para essa altura, acrescentando que as relações entre os dois partidos continuam a ser as melhores. Mas até lá apelou aos militantes e simpatizantes valonguenses do seu partido a trabalharem no sentido de continuar a tarefa de reerguer a concelhia de Valongo dos populares. O segundo grande facto para a realização desta reunião popular, serviu precisamente para reforçar a aliança entre populares e sociais-democratas, uma vez que este jantar foi realizado alguns dias antes das eleições de 9 de Outubro, Campos Cunha enalteceu o trabalho desenvolvido por Fernando Melo ao longo dos 12 anos em que esteve à frente dos destinos da Câmara, enumerando as obras que tiveram a assinatura do actual presidente da autarquia.

    ATAQUES

    A ÁLVARO DE SOUSA

    E A JOSÉ SÓCRATES

    Campos Cunha voltou neste jantar a reavivar o “duelo” que, nos últimos tempos, tem travado com o deputado independente da AMV, Álvaro de Sousa. O líder do CDS//PP de Valongo, à semelhança do que já havia feito noutras ocasiões oficiais, voltou a atacar o seu “adversário” lembrando que ele saiu da presidência da AMV por sua livre e espontânea vontade, já que ninguém o tirou de lá. Campos Cunha lançou uma última farpa a Álvaro de Sousa, dizendo que este não teve o sucesso pretendido, já que ao passar para o lado da oposição esperava ser chamado a encabeçar a lista dos socialistas à AMV às últimas eleições autárquicas, algo que, para seu azar, não se verificou. Seguiu-se a intervenção do líder parlamentar dos populares, Nuno Melo, que começou por elogiar Campos Cunha, dizendo que a Assembleia da República havia perdido um grande deputado, mas que, em compensação, o CDS/PP de Valongo e o próprio concelho ganharam um grande homem, mostrando-se ainda satisfeito pelo fim do longo silêncio do seu partido em Valongo. Terminado este período de elogios, o deputado popular entrou numa “onda” de duros ataques ao PS e em particular ao primeiro-ministro José Sócrates, que acusou de falta de palavra, já que não tem cumprido com o que prometeu quando há alguns meses atrás pediu aos portugueses para lhe darem a maioria absoluta nas eleições legislativas. “Pois bem, ele teve essa maioria absoluta, mas o que é certo é que não fez nada daquilo a que se tinha comprometido com os portugueses. Mentiu ao dizer que ia baixar os impostos, quando o que agora se vê é que aumentou o IRS e o IVA. Prometeu lutar contra o desemprego, mas o que agora se constata é que o desemprego continua a aumentar. Estou convencido de que o Governo de José Sócrates não vai chegar ao fim, pois ele já demonstrou que não tem capacidade para governar”. Estas foram, em linhas gerais, algumas das frases proferidas pelo líder parlamentar do CDS/PP, que continuou o seu discurso pautado por fortes críticas ao primeiro-ministro, para gáudio da quase centena e meia de militantes e apoiantes dos populares, que terminaram a noite cantando e agitando as bandeiras que empunhavam as cores do partido.

    Por: Miguel Barros

     

     

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