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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 15-10-2005

    SECÇÃO: Destaque


    ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2005

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    Voto castigou política governativa do PS

    A impopularidade das medidas adoptadas pelo Governo Sócrates para combater a crise orçamental foram fatais para as aspirações do Partido Socialista, que perdeu as eleições autárquicas em toda a linha.

    O PS tombou dos 45,05% dos votos expressos nas Legislativas de 20 de Fevereiro para os 35,84% nas Autárquicas de 9 de Outubro.

    Seria eventualmente possível que este descontentamento tão evidente nas urnas poupasse os candidatos autárquicos, mas naqueles lugares em que a mediatização das eleições foi mais espectacular, os erros cometidos por Manuel Maria Carrilho (em maior grau), e por Francisco Assis, ainda ajudaram a tornar mais extenso o desastre do PS.

    Os socialistas não apenas sofreram uma pesada derrota em termos absolutos e em mandatos atribuídos, como foram ainda incapazes de recuperar as grandes metrópoles que lhe tinham fugido (para o PSD e CDU) aquando da derrocada da governação de António Guterres. À vitória em Faro, cidade recuperada ao PSD contrapõe-se a perda de Aveiro e de Santarém.

    A ressurreição

    dos comunistas

    Os socialistas foram ainda incapazes de recuperar o Porto e Sintra ao PSD ou Setúbal à CDU, e sofreram pesadas derrotas em Lisboa e Coimbra. Ao todo, o PS perde quatro Câmaras (passa a ter 109), enquanto o PSD (incluindo as coligações sob a sua direcção) mantém as 158 que já detinha. Destes resultados excluímos as candidaturas ditas “independentes” em concelhos como Felgueiras, Gondomar e Oeiras.

    Por seu lado, a CDU obteve excelentes resultados, renascendo em muitos concelhos e freguesias e demonstrando ser uma grande força autárquica. Passou de 38 para 42 presidências de Câmara, entre as quais se destacam a primeira vitória em Peniche e a reconquista da Marinha Grande (ambas no distrito de Leiria).

    A CDU ganhou também todas as Câmaras ao sul do Tejo da Área Metropolitana de Lisboa (à excepção do Montijo) e no distrito de Lisboa manteve Sobral de Monte Agraço. Esta força política tem agora presidências de Câmara nos distritos de Beja, Évora, Leiria, Lisboa, Portalegre, Setúbal e Santarém, além de ter obtido um grande resultado na cidade da Horta, nos Açores (26,74%, quando há quatro anos tinha obtido 10,96%) em que disputou a Câmara ao PS (38,14% – há quatro anos 46,40%) e ao PSD (30,04% – há quatro anos 38,24%).

    O BE manteve Salvaterra, elegeu um vereador em Lisboa e consolidou-se mais... localmente.

    O CDS perdeu o Corvo, e Ponte de Lima (de Daniel Campelo) é agora a Câmara que lhe resta.

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    Por: LC

     

     

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