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Edição de 30-04-2024
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    Arquivo: Edição de 31-03-2023

    SECÇÃO: Local


    CORREIO DO LEITOR

    Intervenção de Artur Carneiro na Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde

    Caro presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde,

    Caros Bombeiros,

    Em primeiro lugar, os meus parabéns à tipografia, pela qualidade excelente do trabalho realizado.

    Em segundo lugar, lamento terem colocado como título do livro: “Centenário…”, pois pelo seu conteúdo, deveria ter o título: “75 anos e mais 25 de maldizer”, já que a partir dos 75 anos de existência da Associação foram referidas obras e atos realizados e personalizados alguns escritos de dirigentes que levaram o autor a fazer comentários que nada dignificam a sua pessoa, nem o rigoroso trabalho de objetividade e imparcialidade que um historiador deve ter, e o que ainda é pior, prejudica uma tão prestigiada associação, como é a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde.

    Fui presidente durante 16 anos.

    Neste longo e difícil período, sempre tentei defender a nossa Associação.

    Fiz milhares de quilómetros e horas, em representações, e em viatura própria.

    Sempre andei a mendigar perante o poder político, em prol do bem-estar dos nossos Bombeiros.

    Sempre estive ao lado dos nossos Bombeiros, e eles sabem bem.

    Mas parece-me que o autor deste livro assim não o entendeu, pelo menos no que agora escreve no livro, já que em fins do meu mandato, a mesma pessoa que escreve este livro, no facebook fez o seguinte comentário a meu respeito (dia 11 de dezembro de 2013):

    «Independentemente das razões que levaram o amigo Artur Carneiro a tomar esta decisão, devo, pela mais elementar justiça, referir duas claras evidências: foi, apesar da adversidade dos factos, o único elemento da Direção que recandidatando-se a novo mandato, deu a cara no espaço público, procurando mesmo assim, defender a “honra do convento”. De igual forma, foi o único, no que a mim diz respeito, que procurou estabelecer relações de diálogo e entendimento sobre a situação difícil que os Bombeiros atravessam. Outros não o fizeram, abandonando-o às feras…É digno de registar este facto».

    Realmente as feras de então, passaram aos dias de hoje a ser verdadeiros anjinhos, com enormes asas…

    Parece-me que o tempo tudo muda…

    Mas de maneira alguma eu pretendia que me elogiasse, pois não foi essa a minha forma de servir tão prestigiada associação de bombeiros do Distrito do Porto.

    Mais digo que aquando da elaboração da lista, de que o autor fez parte, fui abordado várias vezes por elemento afeto à mesma, para que eu fosse o presidente da assembleia geral da sua lista.

    Se me permitem, irei fazer aqui apenas quatro ou cinco comentários, a título de exemplo, das muitas afirmações caluniosas escritas neste livro:

    Página 274: “A demissão (in)esperada” apreciado este relatório «relativamente ao caso de umas compras feitas em nome da associação, liquidadas pela Associação, quando na realidade o destinatário, segundo se apurou, era um determinado Bombeiro».

    É notória a falta de rigor em indicar o nome do bombeiro, pois neste momento ele faz parte da Direção, Serafim Barros, e tornava-se um pouco sensível indicar o nome…

    Página 291: «Não era novo o apelo, a referência e a cumplicidade. Dois anos antes caíra na mesma tentação, agora mais grave, em ano de Eleições Autárquicas. (…) Mas ainda, às descaradas, conforme a população dizia, quando meses depois, a 19 de novembro de 2001, o presidente da autarquia, Fernando Melo, inaugura em Ermesinde a galeria Central Park, edifício privado construído pela SEC».

    Mentira, nunca pertenceu à SEC e não foi construído pela SEC.

    Página 280: «dos trabalhos em curso para a ampliação do quartel, regista a ata de Direção que a terraplenagem e transporte de terras a cargo da empresa SEC, corresponde a uma dádiva no valor de 1 026000$00. Assim sendo, mais barato teria ficado a construção do parque subterrâneo».

    Mentira, pois na página 277, refere que a construção da cave custaria mais ou menos 60 000 000$00.

    Mas esta Direção ainda está a tempo de construir a cave pois as sapatas encontram-se ao nível do pavimento da cave.

    Página 324: «no final de um longo percurso de 16anos nos maus destinos de uma das maiores associações do concelho (…)».

    Mentira, obra realizada, conforme relatório de contas de 2014. Zero dívidas a fornecedores, zero empréstimos e saldo positivo em bancos.

    Página 332:«Entre outros, de 12 de julho de 2013 a 13 de março de 2014, a fotocopiadora registou a tiragem de dezenas de milhar de fotocópias, a cores e a preto e branco e outros meios de propaganda para as eleições a que se recandidatavam».

    É mentira ter sido usado para meios de propaganda, foi sim para fornecer aos frequentadores dos cursos que estavam a ser realizados nas salas próprias para esses fins, cópias a fornecer conforme acordo com a entidade que estava a ministrar esses cursos, ou seja, já estava incluído na mensalidade, mais digo, que foi por este facto que foi realizado um protocolo com a empresa de máquinas de fotocópias, pois a existente era muita fraca para a quantidade de cópias a fornecer.

    Enfim,

    Termino com uma simples frase:

    “O Homem é o único ser sensível que se destrói a si próprio no estado de absoluta liberdade…”

    E agradecendo a vossa atenção, quero dizer-vos que, para que nunca mais dê oportunidade a dirigente algum de me mandar calar, no meu pleno uso de poderes em Assembleia Geral, e para que nunca mais tenha assento nas assembleias, solicito a V.ª Excelência, senhor presidente da assembleia, que o valor já pago da quota anual seja convertido em donativo, pois os bombeiros sabem bem do trabalho realizado pelo seu anterior presidente Artur Carneiro.

    Nota: Artur Carneiro fez esta intervenção na última Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, solicitando ao nosso jornal a publicação da mesma.

     

     

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