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Edição de 31-05-2024
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    Arquivo: Edição de 31-03-2023

    SECÇÃO: Cultura


    Grupos ermesindenses “Sabor a Teatro” e “Casca de Nós” participam na Mostra de Teatro Amador de Valongo de 2023

    Arrancou neste mês de março a edição de 2023 da Mostra de Teatro Amador (MTA) de Valongo. O certame decorre em todos os fins-de-semana até ao próximo dia 11 de junho, e ao palco da Sala das Artes do Fórum Vallis Longus (Valongo) irão subir várias companhias de teatro amador do nosso concelho. Esta MTA encerra a 8 de julho próximo, no Fórum Cultural de Ermesinde.

    Enquanto esse momento não chega o nosso jornal esteve presente nas atuações das duas companhias de teatro amador oriundas de Ermesinde que estrearam neste mês as suas peças no âmbito desta iniciativa cultural da Câmara Municipal de Valongo, o Sabor a Teatro - Associação Cultural e o grupo Casca de Nós (da Associação Académica e Cultural de Ermesinde). Aqui ficam uns breves apontamentos das duas peças exibidas.

    Fotos CMV
    Fotos CMV
    SABOR A TEATRO SOBE AO PALCO COM “WAKE UP”

    Com a Sala das Artes, no Fórum Cultural Vallis Longus, completamente cheia, o grupo de teatro de Ermesinde, “Sabor a Teatro”, estreou, no passado dia 17 de março a sua peça “Wake Up”, indicada para maiores de 16 anos.

    No dia seguinte (18 de março), no mesmo local e à mesma hora, foi a reposição em cena da mesma peça, a que acorreu novamente numeroso público.

    Em “Wake Up”, os jovens atores, que constituem este grupo, propuseram diversos temas ao público, numa linguagem interrogativa, nem sempre (ou quase nunca) pelo ângulo de visão a que estamos mais habituados: a sede de sucesso, a ansiedade que isso provoca, a espiritualidade para o caos e a alienação da vida pós-moderna. Uma alucinante sucessão de personagens, moralmente questionáveis e à deriva entre a conformidade e a hipocrisia, busca desesperadamente capitalizar a dor, a miséria e o desastre…

    O universo não perdoa ninguém e estes atores também não. Nem a si próprios. No fundo, para podermos seguir em frente, neste mundo repleto de problemas, a cada obstáculo, temos de nos rodear de paliativos inócuos.

    Um interessante momento de teatro, com uma coreografia muito boa, a que o movimento em cena emprestou todos os condimentos necessários que nos permitem afirmar que se trata de um excelente espetáculo do “Sabor a Teatro”. MAD

    Ficha técnica:

    Título da peça: Wake Up. Título da obra original: Wake up and smell the coffee. Autor do texto original: Eric Bogosian. Tradutor: Luís Mestre. Adaptador/Dramaturgia: Diana Alves Costa e Catarina Ramalho. Encenador / Cenografia /Figurinos/Caracterização/ Luminotecnia: Diana Alves Costa. Música: Diana Alves Costa e Nuno Campos Monteiro. Elenco: Ana Rita Tavares, Anaísa Leal, Catarina Ramalho, Francisca Von Hafe, Lourenço Silva (Voz off), Luís Dias, Márcia Azevedo, Mariana Oliveira, Miguel Martinho, Nídia Batista, Pedro Ramalho, Telma Lopes e Vasco Ferreira.

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    UMA PARÓDIA TIPICAMENTE PORTUGUESA EM BUSCA DO AMOR

    Na noite de 24 de março o grupo de teatro Casca de Nós, valência da Associação Académica e Cultural de Ermesinde, brindou o lotado Fórum Cultural Vallis Longus com uma barrigada de riso na sequência da peça “Do Céu Caiu um Anjinho”. Aliás, fê-lo em dose dupla, pois na noite de 25 de março a peça foi resposta, e de novo perante uma casa cheia. Tratou-se de uma comédia romântica onde o amor tentou ser alcançado de forma incessante, mas quase sempre por caminhos muito atabalhoados e mirabolantes que divertiram e muito a plateia. A história centra-se no lar do senhor Alberto Lopes e da sua filha, Ermelinda, sendo que o pai procura desesperadamente um marido para a sua descendente de modo a poder ficar livre para também ele amar livremente as suas conquistas após o falecimento da sua intolerável esposa.

    Acontece que a sua filha Lindinha, como também era chamada, é a “fotocópia” da sua falecida mãe, de feitio agreste, e não será fácil ao senhor Lopes convencê-la a casar e deixar o caminho livre para ele acolher no seu lar um novo amor. Para isso pede ajuda ao pároco da paróquia, o padre Xavier, convencendo-o a engendrar um esquema burlesco para encontrar um marido para a sua filha e tirá-la assim de casa. É então que entra em cena o Arturinho, o paspalho do sacristão da paróquia, o arranjinho que o padre encontrou para Lindinha, mas a tarefa do senhor Lopes está tudo menos fácil de concretizar, pois a sua amada, uma tal de Faty, que ele conheceu na Igreja de Santa Clara, em Coimbra, é uma mulher da vida muito conhecida para os lados de Lamego, e que trabalha numa casa da má vida que até o padre Xavier chegou a frequentar! Pelo meio aparece a amante espanhola que o senhor Lopes arranjou em tempos nas suas viagens a Badajoz, que se quer vingar dele após a ter abandonado, dando tudo isto origem a uma paródia tipicamente portuguesa dos anos 50 com a rádio - único meio de distração da época - como pano de fundo. No final tudo acaba em bem, e todo(a)s acabam por abraçar o amor. MB

    Ficha técnica:

    Título da peça: Do Céu Caiu um Anjinho. Autor: Fernando Gomes. Adaptação Dramatúrgica, Encenação e Coreografia: Mário Sá. Cenografia e Adereços: André Barros Pinto. Figurinos e Caracterização: Casca de Nós. Voz: Anabela Coelho, André Barros Pinto, Mário Sá, Catarina Sá e Diogo Graça. Luminotecnia: Mário Sá. Sonoplastia: Gabriel Pinto. Design Gráfico: Gonçalo Ferreira. Produção: Associação Académica e Cultural de Ermesinde. Elenco: Manuel Moreira, Catarina Sá, Gonçalo Ferreira, Gabriela Barros, Diogo Graça, Joana Amorim, Hermínia Carvalho, Leonilda Moreira, André Barros Pinto e Sandra Monteiro.

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