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Edição de 20-07-2022
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    Arquivo: Edição de 30-06-2022

    SECÇÃO: Opinião


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    Igreja Católica - Desafios Sinodais - 2021-2023

    Comunhão, participação e missão

    Para participar na dinâmica que interliga as dimensões do processo sinodal, comunhão, participação e missão, com este artigo começo por dar a conhecer a vivência religiosa. Em termos de aprendizagem ao longo da vida, curso de cristandade em Luanda, 1967, segunda comissão de serviço no Ultramar (tenente) e anos 80, paróquia de Paço de Arcos, caminho neocatecumenal. Por falta de disponibilidade nunca me envolvi nesses grupos paroquiais.

    Nos últimos anos ministério do leitor de 1998 a 2008 e agora desde 2017. Neste jornal foram publicados três artigos: “Religião, Ecologia e Natureza – Inspiração na Encíclica ‘Laudato Sí’”, (fev21); “Papa Francisco, a Guerra e a Pena de Morte – Doutoramento em Ciências Militares”, (out/nov21) e “Igreja Católica – Mudança que permita acesso de mulheres ao Sacramento da Ordem e de Padres e Bispos ao Sacramento do Matrimónio”, (fev/mar22). Quatro intervenções académicas: FL/UC, nov15, “Estratégias de Comunicação a desenvolver nos mundos da Igreja Católica – Processos de transformação social que permitam o acesso de mulheres ao Sacramento da Ordem e de padres e bispos ao Sacramento do Matrimónio”; ULHT, fev20, “Estratégias de Comunicação a desenvolver nos ambientes religiosos que nos rodeiam no sentido da formação de um mundo mais comum”; Universidade Federal de Juiz de Fora, out20, (Zoom), “Corpo, Desejo e Prazer, paradigma a atualizar nos percursos de fé, e nos da procura da sua construção, na Igreja Católica”; ULHT, 21set21 (Zoom), “Doutrina sobre Deus – Agir na prática religiosa: hipóteses de mudança”. Outra vivência, assinante da Voz da Verdade (Lisboa), Porta do Sol (Santarém), revista Brotéria e leitor das obras e peças na imprensa, Cardeal Dom José Tolentino Mendonça (Expresso), Frei Bento Domingues (Público) e Padre Anselmo Borges (DN).

    Na sequência da doutrina do II Concílio do Vaticano o Papa Paulo VI, em 1965, instituiu o Sínodo dos Bispos para melhorar a participação do episcopado na governação e condução da Igreja Católica. Em 2018 o Papa Francisco renovou o Sínodo dando início ao processo sinodal solicitando encontro e escuta de todos na procura de uma Igreja aberta e dialogante. A realização do Sínodo acontece em três fases: preparatória, celebrativa (XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a realizar em Roma em out23) e atuação (aplicação dos resultados da Assembleia). Ao convocar o Sínodo o Papa Francisco procurou que a Igreja Católica caminhasse em comunhão através da participação para concretizar uma missão.

    O convite do Papa Francisco para a sinodalidade, cumpre-se envolvendo leigos, religiosos e clérigos dos conselhos pastorais paroquiais. Neste artigo estão aspetos pessoais; opiniões de pessoas que se podem considerar crentes não participativas e agnósticas, com quem se trocaram impressões e resumo de propostas paroquiais sobre, “Como é que este ‘caminho em conjunto’ está a acontecer hoje e que passos é que o Espírito Santo nos convida a dar no nosso ‘caminhar juntos’, na nossa Diocese, Paróquia, Movimento, Serviço, Instituto… e na Igreja em Portugal?”

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    As sugestões organizaram-se em aspetos pessoais; opiniões com quem se conversou e propostas já conhecidas no ambiente católico onde se está inserido.

    1 – Aspetos pessoais tendo como objetivo conseguir que participem, pelo menos na missa dominical, pessoas batizadas há anos envolvidas em atividades paroquiais, educadas em colégios e universidades católicas e outras, podendo ser agnósticas ou até ateias.

    (1) Concretização de mudanças que permitam acesso de mulheres ao Sacramento da Ordem e de Padres e Bispos ao Sacramento do Matrimónio. (2) Ajustamentos na Catequese aplicando aprendizagem ao longo da vida. Alteração como educação não formal que consiste em ser intencional por parte dos estudantes, integrada em atividades planificadas com objetivos, duração e recursos, não garantindo certificação oficial. Ao terminar provoca Certificado de Formação. A sua organização pode basear-se na idade dos estudantes em três níveis semelhantes ao ensino superior, mestrado, doutoramento e pós-doutoramento. (3) Conseguir mais envolvimentos de leigos nos ministérios das paróquias reduzindo acumulações e procurando que haja participação de pessoas de todas as idades e equilíbrio quantitativo de homens e mulheres. (4) Nas missas dominicais conseguir que os cânticos envolvam os participantes. (5) Ajustar lecionários, livros de oração universal e documentos da Igreja, a linguagem inclusiva evitando marginalizar a mulher.

    2 – Resumo das opiniões com quem se conversou sobre o assunto: Leigos que foram membros de ministérios paroquiais ou participantes ativos na sua vivência; Pessoas amigas educadas em colégios católicos (ensinos básico e secundário) e Universidade Católica e agnósticas assumidas. Mundo humano onde até se podiam ter indicado pessoas que se dizem ateus, mas que por isto e por aquilo referem Deus.

    (1) O facto de a missa dominical ser intergeracional recomenda inclusão de leigos de diferentes idades que participem na catequese, coro e grupo de jovens. (2) Procurar que as leituras permitam reflexões sobre temáticas atuais admitindo alterações aos textos existentes, dando mais atenção ao Novo Testamento (3) Falta de coerência entre o defendido e o praticado pela Igreja Católica, sobretudo por aqueles que deviam ser exemplo para a população. (4) O tempo da Igreja não é o tempo das pessoas que vivem o agora e não a eternidade. As mudanças demoram a implementar. A Igreja é uma estrutura que encerra preconceitos e sobrancerias, afastando em vez de acolher. Se todos somos iguais aos olhos de Deus, a Sua Casa devia estar aberta para acolher todos, sem restrições nem julgamentos.

    3 – Da Folha Informativa da Paróquia do Senhor Jesus dos Navegantes (Paço de Arcos) e da Paróquia Nossa Senhora das Dores (Caxias) – MAREAR (17/24abr22).

    Paço de Arcos, resumo de nove pontos. (1) Igreja mais dialogante com as outras religiões. (2) Acolhimento das pessoas que vêm ao lugar do culto. Faltam jovens. Uma homilia muito erudita afasta mais do que traz de volta. As homilias devem ser sucintas, dirigidas, catequéticas. (3) A catequese deve ser local de formação através de aprendizagem e prática de valores, ensinar e catequizar pelo exemplo de sacerdotes, outros religiosos e leigos. A Igreja não gera espaço para renovação, usa linguagem fechada não se abre à sociedade. (4)

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    António Pena*

    *Coronel do Exército (TecnManTm), situação de reforma (85 anos); licenciado em Comunicação Social, mestre e doutorado em Ciências da Comunicação (FCSH/UNL – out1988 a jan2006); membro emérito do CICANT/ULHT. Agradecemos esta colaboração em exclusivo para o jornal “A Voz de Ermesinde”

     

     

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