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Edição de 31-01-2023
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    Arquivo: Edição de 31-12-2021

    SECÇÃO: Crónicas


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    Ada Lovelace

    Há uns meses escrevi, neste jornal, um artigo sobre Alan Turing, o matemático e criptógrafo inglês que decifrou o Enigma nazi. Contudo seria injusto deixar passar em branco outro vulto da matemática cujos contributos terão, ainda que indiretamente, influenciado Turing. Refiro-me a Ada Lovelace, também condessa de Lovelace, que celebrou 206 anos no dia 10 deste mês. Possivelmente alguns dos leitores já terão visto nas redes sociais a celebração do Dia de Ada Lovelace. Todos os anos, entre 8 e 15 de outubro, a Open Rights Group (organização sediada em Inglaterra que promove uma campanha para a proteção da privacidade e a liberdade de expressão no mundo online, que criou um projeto para dar visibilidade a mulheres que se destacaram na ciência, tecnologia engenharia e matemática, mas que viveram, durante muito tempo, escondidas atrás dos arquivos da História) destaca a vida desta mulher.

    Ada Lovelace é, portanto, um desses vultos cujo pioneirismo foi confirmado em 2018 ao ser descoberta uma publicação intitulada “Sketch of the Analytical Engine Invented by Charles Babbage, Esq” (Richard & John Taylor, 1843), uma tradução feita por Lovelace de um artigo de Luigi Menabrea que descreve uma espécie de máquina calculadora automática desenhada pelo engenheiro Charles Babbage. Mais do que uma simples tradução esta publicação confirmava o talento de Ada pois continha extensas notas escritas por ela sobre o mecanismo analítico e a uma sua equação considerada, depois, como o primeiro algoritmo.

    Mas como se explica que em plena sociedade vitoriana, conservadora onde a mulher se dedicava exclusivamente à família, se tenha produzido uma jovem tão promissora num mundo quase exclusivamente masculino?

    Augusta Ada Byron – condessa de Lovelace (dezembro 10, 1815 a novembro 27, 1852 Londres)
    Augusta Ada Byron – condessa de Lovelace (dezembro 10, 1815 a novembro 27, 1852 Londres)
    Neste caso a família foi determinante. Augusta Ada Byron nasceu no seio de uma família abastada em termos financeiros e intelectuais já que o seu pai era Lord Byron, um dos maiores poetas britânicos do romantismo inglês. Mas foi a sua mãe, Anne Isabella Noel que mais importância teve na vida de Ada porque Byron abandonou o lar, pouco depois da filha nascer, para combater ao lado do movimento independentista da Grécia, então dominada pelo império Otomano. Em 1824 este acabaria por morrer no campo de batalha vitimado pela doença. Por isso Ada nunca teve oportunidade de conviver com o pai.

    Sob a responsabilidade de sua mãe, Ada teve uma educação fora dos padrões habituais à época. Efetivamente, em vez das áreas das letras foram as áreas das ciências exatas que mais marcaram os seus estudos.

    O fascínio de Ada pela matemática e por sistemas mecânicos viria a intensificar-se aquando de uma visita a Charles Babbage, o famoso matemático e engenheiro mecânico, considerado o pai do computador e que na altura desenvolvia uma máquina de cálculo, pensada para resolver problemas matemáticos complexos. Babbage tornar-se-ia o seu mentor e levá-la-ia a estudar matemática avançada pela Universidade de Londres.

    1835 foi o ano do seu casamento com Willian King, conde de Lovelace. Dizem-nos os seus biógrafos que Ada, apoiada pelo seu marido, foi uma esposa dedicada à família (com três filhos), à sua carreira e a uma vida social muito ativa rodeada por famosos como Charles Dickens. Lovelace torna-se, assim, numa mulher muito à frente do seu tempo.

    No entanto chegou até 1953 quase anónima por detrás da sombra de Charles Babbage o seu mentor. Apesar de ter publicado as suas notas no Jornal Inglês de Ciências não teve coragem de deixar visível o seu nome limitando-se a assinar A.A.L.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    Por: Cândida Moreira

     

     

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