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Edição de 30-06-2022
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    Arquivo: Edição de 31-12-2021

    SECÇÃO: Saúde


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    MEDICINA DE A a Z (Continuação)

    DIARREIA (DISENTERIA)

    Trata-se dum aumento anormal de água nas fezes duma pessoa que a levam a evacuar várias vezes ao dia. É muito difícil estabelecer um padrão de “defecação normal”. Há pessoas que defecam duas vezes por semana e outras que defecam duas vezes por dia. Cada pessoa tem o seu padrão. Mas se de repente começa a defecar mais vezes do que o habitual e as suas fezes ficam com uma consistência líquida, a pessoa sofre de diarreia. Há muitas razões que levam à diarreia e é necessário estudar bem a situação para se definir um tratamento. O grande problema associado à diarreia é a desidratação (ver acima). Pelo que se a diarreia durar mais do que dois dias, a pessoa deverá ser consultada por um médico. Deve evitar-se a toma imediata de “antidiarreicos”. Muitos antidiarreicos limitam-se a parar os intestinos. A pessoa não defeca, mas o problema continua lá. Importa também falar das bananas. Na cultura popular a banana “faz bem” à diarreia porque “prende os intestinos”. É verdade que a banana faz bem à diarreia, mas não por prender os intestinos. Um dos grandes problemas de diarreia é a perda de sais, dos quais o mais importante é o potássio. A banana é muito rica em potássio, pelo que o doente com diarreia perde potássio, mas pode compensar essa perda ingerindo bananas. Mas não se exagere. Duas ou três bananas por dia enquanto durar a diarreia. Depois deverá continuar a comer fruta diariamente e não só bananas…

    DIFETRIA

    É uma doença infeciosa grave e potencialmente mortal. Também é conhecida como “garrotilho”, dada a forma como se apresenta. É uma doença das vias aéreas superiores, nariz e garganta, que origina aumento dos gânglios do pescoço e formação de secreções duras que podem levar à morte do doente por sufocação. O tratamento consiste na administração de antibióticos e por vezes é necessário proceder à traqueostomia (introdução dum tubo na traqueia do doente a partir da face anterior do pescoço) para permitir a respiração. A melhor forma de controlar esta grave doença é a vacina, que faz parte do Plano Nacional de Vacinação em uso em Portugal e é administrada aos bebés ainda muito jovens.

    DISARTRIA

    É a dificuldade da pessoa em articular as palavras. Por vezes a pessoa tem a consciência do que quer dizer, mas percebe que não consegue pronunciar as palavras. Pode ser um sintoma de doença neurológica e se aparecer subitamente, a hipótese de Acidente Vascular Cerebral deve ser colocada em primeira linha.

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    DISFAGIA

    Trata-se da dificuldade em engolir. Não se trata de dor ao engolir. Esta situação tem o nome de “odinofagia”. A disfagia é um sinal de doença do esófago, que tanto pode ser de origem neurológica como um ”entupimento” do esófago. E este entupimento tanto pode ser um corpo estranho como um tumor no esófago. O exame de eleição para estudar a disfagia é a Esofagoscopia. Hoje em dia pratica-se a Endoscopia Digestiva Alta que, além de estudar o esófago também estuda o estômago.

    DISLIPIDÉMIA

    É uma alteração do metabolismo das gorduras. Pode tratar-se duma Dislipidémia Simples (alteração dos níveis sanguíneos de Colesterol) ou Mista (alteração dos níveis sanguíneos de Colesterol e Triglicerídeos). São situações perigosas porque as gorduras, especialmente o Colesterol, depositam-se no interior das artérias e podem levar à sua obstrução, podendo resultar, entre outras situações, num Acidente Vascular Cerebral ou num Enfarte Agudo do Miocárdio. O tratamento consta na avaliação – e eventual alteração – da dieta da pessoa (ter uma dieta mais pobre em gorduras, evitando, nomeadamente, certos tipos de carnes) e normalmente alguns medicamentos para baixar o nível destas substâncias no sangue. Sobre a dieta e as gorduras há que referir o azeite. O azeite é uma gordura vegetal essencial e não provoca aumento do colesterol, pelo que deve ser consumido, moderadamente, claro.

    DISPAREUNIA

    Doença feminina caracterizada pela dor na relação sexual. As causas vão desde inflamações vaginais até problemas psicológicos. Em caso desta situação, o primeiro médico especialista a consultar é o médico ginecologista.

    DISPNEIA

    Trata-se da dificuldade em respirar, que tanto pode ser aguda como crónica. É um sintoma aflitivo que pode revelar muitas doenças. A dispneia aguda mais frequente é a provocada pela Asma. O doente consegue inspirar, mas tem dificuldade em expirar. Obriga a avaliação médica e tratamento imediato. A dispneia crónica mais frequente é a associada à bronquite crónica. O doente consegue respirar, mas tem a sensação que o ar que respira não é suficiente.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    José campos Garcia*

    *Médico

     

     

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