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Edição de 30-06-2022
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    Arquivo: Edição de 31-12-2021

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    NOTICIAS DA UNIVERSIDADE SÉNIOR DE ERMESINDE

    Visita à Igreja de Santa Clara

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    No passado dia 15 de dezembro foi realizada uma aula externa, neste caso na Igreja de Santa Clara do Porto, organizada pela Dra. Ilda Pinheiro, no âmbito da disciplina de Sociedade e Cidadania da Universidade Sénior de Ermesinde (USE), com vinte alunos.

    A Igreja de Santa Clara ficou concluída em 1457, incluída no mosteiro das freiras clarissas, e foi construída em estilo gótico. No seu interior pudemos vislumbrar um dos melhores exemplares da arte da talha dourada do Barroco Joanino, da primeira metade do século XVIII. Foi classificada como Monumento Nacional em 1910.

    A entrada da igreja é feita através de uma porta barroca, datada de 1697 e reformulada no século XVIII. Só é aberta às terças e sábados para a celebração da Eucaristia.

    Nos finais do século XIX, com a morte da última freira, o mosteiro foi extinto o que causou alguma degradação do edifício. Posteriormente, e feitas as obras necessárias, foi adaptado para Centro de Saúde e outras instituições sobre a alçada do Estado. Durante as invasões napoleónicas as freiras clarissas entregaram aos invasores o seu tesouro mais valioso, um sacrário.

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    A igreja foi restaurada entre 2016 e 2021 e reaberta ao público a 22 de outubro. As obras, orçadas em cerca de 2,5 milhões de euros, incidiram sobre o sistema de construção do edifício, a remodelação das infraestruturas elétricas, de telecomunicações e de segurança, a redução de barreiras arquitetónicas e a criação de condições de visita. Ao longo da intervenção foram descobertos detalhes desconhecidos como uma lápide em granito que informa da obrigatoriedade de rezar missa diária pela alma do abade de Vandoma, ali sepultado.

    O Dr. António Miguel Santos, historiador de património religioso, fez a gentileza de conduzir a visita guiada que começou pelo coro baixo onde pudemos apreciar a sua peça mais valiosa: um relicário que só é exposto na Semana Santa. Existe uma grade que separava as freiras das restantes pessoas que estavam na nave principal, uma roda comercial e um confessionário que funcionava para os dois lados. A nave principal é composta por oito deslumbrantes altares em talha dourada. Nesta nave destacamos, ainda, uma pia de água benta, de estilo gótico, da segunda metade do século XV. No Altar-mor destacam-se as imagens dos santos (Santa Clara e São Francisco) e o brasão da família Ferraz e Barreto, mecenas do primeiro restauro da igreja.

    Na antecâmara do Coro Alto tivemos oportunidade para visualizar um vídeo que nos mostrou as várias fases dos trabalhos de restauro e conservação do edifício, bem como todo o espólio artístico, efetuado por cerca de uma centena de trabalhadores.

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    O Coro Alto, onde as freiras assistiam à missa, é constituído por um cadeiral de 64 lugares com relevos todos distintos, é revestido por azulejos de 1680 e, no teto, caixotões pintados com motivos naturalistas. Tem dois órgãos: um mudo e um verdadeiro que toca em dias de Eucaristia e, ainda, um órgão móvel, com cerca de cento e cinquenta anos, que será restaurado em 2022.

    Depois de uma foto de grupo, tempo para retemperar forças numa pastelaria e um passeio para apreciar a iluminação de Natal nas ruas do Porto antes do regresso a casa.

    Manuela Meireles

    Germano Castro

     

     

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