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Edição de 30-06-2022
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    Arquivo: Edição de 31-12-2021

    SECÇÃO: Saúde


    COVID-19 - Situação em Portugal e no concelho de Valongo (Dados de 24/12/2021)

    O Mundo inteiro assiste a uma nova vaga pandémica. Será a quinta.

    Aumenta grandemente o número de novos casos (incidência). Aumenta o número de doentes infetados (prevalência). Mas o número de doentes internados, nomeadamente em Cuidados Intensivos, mantém-se praticamente constante. E o número de pessoas que estão a falecer por Covid, tem tendência a baixar. Todas estas características desta quinta vaga pandémica apontam para a estirpe Ómicron.

    Sabe-se que esta nova estirpe é mais contagiosa do que as anteriores e escapa às vacinas, nomeadamente nas pessoas só com duas doses. Mas causa uma doença mais benigna e muito menos mortal. Daí que as novas regras de convívio social se foquem mais no teste ou autoteste do que nas vacinas. Isto tem de ser bem compreendido pelas pessoas. É legítima a pergunta: então para quê ter-me vacinado se para tudo e para nada tenho de fazer um teste ou um autoteste? Há uma resposta que todos temos de nos esforçar por entender e fazer entender: as vacinas atuais foram feitas para a estirpe inicial do SARS-CoV-2. Depois começaram a aparecer as variantes, as quais causam doença com características diferentes das iniciais e podem ser menos sensíveis às atuais vacinas. A Ómicron veio complicar ainda um pouco mais, pois é ainda menos sensível às vacinas, mas altamente contagiosa. É como fogo no capim. Felizmente parece causar uma doença mais benigna e muitas vezes assintomática. Uma pessoa com Covid-19 assintomática não é menos contagiosa do que outra com doença sintomática. Daí a necessidade de teste e autoteste na hora de participar em algum evento. A vacina continua a ter a sua importância porque evita, em grande medida, a doença grave. Uma doença teoricamente benigna pode ser grave em pessoas suscetíveis, como idosos e portadores de doença crónica. Tem sido a vacinação que tem evitado mais internamentos e mais falecimentos por Covid.

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    A Prevalência indica o número de doentes numa determinada população num determinado período. Neste caso corresponde ao número de Doentes Ativos numa base diária. Nota-se um aumento acentuado a partir do mês de outubro e nota-se bem que se trata da 5ª vaga pandémica, mais grave em termos de número de Novos Casos do que a verificada em outubro de 2020 (a 2ª vaga pandémica).

    A linha vermelha indica o valor crítico camas ocupadas por doentes COVID-19 (255). Neste momento, a percentagem de camas em UCI ocupadas por doentes COVID-19 em relação a esse valor crítico é de 58% e o valor tem estado estável em torno dos 60%. Não será, portanto, um fator de preocupação atual, ao ponto de Portugal já ter oferecido ajuda a outros países com situação sanitária por Covid-19 pior do que a nossa.

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    Mais do que Taxas de Mortalidade, importa meditar sobre o número real de pessoas que morrem por Covid-19. Toda a morte é de lamentar. Mas este número tem vindo a diminuir, embora tenha aumentado, e muito, o número de Novos Casos de doença.

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    O concelho de Valongo acusou um agravamento significativo no último mês. No dia 25 de novembro havia uma Incidência Acumulada a 14 dias de 156 novos casos, enquanto que na presente data apresenta uma Incidência Acumulada de 570 Novos Casos. Desta forma, passou do 3º nível de alerta para o 6º nível de 7 níveis. É possível que muitos destes Novos Casos sejam provocados pela estirpe Ómicron e que muitos deles sejam assintomáticos. Mas mesmo assintomáticos são contagiantes. Ainda é tempo de nos protegermos, utilizando máscara sempre que possível, desinfetar as mãos regularmente, promover o afastamento social e evitar ao máximo contactos familiares que não sejam os da nossa própria bolha familiar. Estamos no meio dum verdadeiro incêndio em capim seco, o vírus está à espreita em qualquer esquina.

    PROTEJA-SE E PROTEJA OS OUTROS

    José Campos Garcia*

    *Médico

     

     

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