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    Arquivo: Edição de 31-05-2021

    SECÇÃO: Crónicas


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    EU SOU O MAR! O MAR SOU EU!

    “Deu-me vontade de falar mal”

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    Do contraditório nasce a Luz. Após o “25 de Abril” adorava a retórica da política. Os jovens e os não jovens adoravam mandar uns bitaites. Tinham lido ou ouvido algo de Mao, de Marx ou umas máximas de Che Guevara ou até do nosso “Antoninho”. Se estivesse com malta de esquerda defendia até à exaustão que Mao, Marx e Estaline eram uns aprendizes da democracia. Com os da direita, opinava que o Antoninho, Pinochet e companhia não passavam de uns meninos mimados. Adorava ver perderem as estribeiras com as minhas contradições.

    Hoje ao passear por alguns pontos das margens do Leça e desta cidade e vendo o que vi, deu-me vontade de falar mal.

    Então vamos a isso.

    Encontrei por acaso o meu amigo Zinde no Parque onde era a antiga feira desta cidade. Parque este com Aceres frondosos e com aparelhos para ginástica de manutenção. Infelizmente alguns já destruídos.

    Estás a ver esta destruição? Pergunto-lhe eu. Nem sei se valerá a pena gastar dinheiro para depois acontecer isto.

    Claro que sim, diz-me ele. Mas de quem é a culpa? Sim de quem é a culpa? Põem material de fraca qualidade. Umas rodas que nem sabemos se devem girar para a direita ou para a esquerda. Os meus impostos não dão para mais? Vêm para aqui os miúdos de 15 a 17 anos cheios de testosterona, dão uns pulos encima disto e isto parte-se. O nosso dinheiro não dá para porem material de aço? Depois a culpa é dos miúdos, coitados.

    Hoje acordaste de rabo para o ar, digo-lhe eu. Olha por exemplo aqui no Parque da Resineira nem a parte das crianças escapa. No aparelho para a escalada já falta material.

    Admiras-te? Com o tipo de material que foi posto estava fácil de ver. Os pais têm que exemplificar aos filhos como se faz. Se aquele material não consegue suportar o peso dos pais, até é perigoso para as crianças. Foi só gastar o nosso de qualquer maneira.

    E aqui no Campo de futebol? A caixa elétrica já nem porta tem, sem os componentes elétricos a rede por detrás da baliza cortada, isto é puro vandalismo.

    Vandalismo? Qual vandalismo? Do meu, bem chegava para fazerem uma caixa elétrica de betão armado e bem fixa. A entrada para o campo tinha que ser por ali. Que necessidade tem de ser pelo meio? Para quê andar mais seis metros? Os miúdos vêm para aqui é para jogarem à bola não é para fazerem caminhadas.

    Ainda levam as balizas, alerto eu.

    Estão fixas ao chão, diz-me ele. Se fizessem era uns ricos galinheiros, é que eles eram espertos. É só desbaratar o nosso.

    Já viste este lixo a estas horas da manhã, junto ao telefone público no largo da estação?

    Deves estar a brincar comigo. Claro que acho bem. De quem é a culpa? É deles, claro. O que fazem dos nossos impostos? Um passeio largo e vão logo fazer o ecoponto do outro lado da rua, onde não tem prédios. Aqui até podiam fazer um em cada entrada dos prédios. Porque é que a Zezinha tem que andar estes dez metros? Não tem necessidade. Para a vizinha cusca saber se ela hoje se vai deitar com o pijama da Branca de Neve ou o dos Irmãos Metralhas? Por amor de Deus. Os tipos não pensam em nada. A Gina vem passear o menino e ele coitado ao esgravatar no pequeno jardim rasga os sacos do lixo. De quem é a culpa? Diz-me lá!. O pessoal toma o pequeno-almoço e vai trabalhar, não vai deixar o lixo em casa. É pouco higiénico. Assim fica logo ali para ser recolhido à noite. Já vai meio fermentado para a Lipor, fica logo pronto para a linha da compostagem. Deviam era ainda agradecer.

    (...)

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    Por: Manuel Fernandes

     

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