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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 31-05-2021

    SECÇÃO: Opinião


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    França: teatro das operações da Pneumónica (parte III)

    Entre 1918 e 1920 a Pneumónica ou gripe Espanhola (da responsabilidade do vírus da Influenza – H1N1) surgiu de rompante e varreu uma parte muito significativa da população mundial. Tal como com o SARS-COV-2, este vírus também se metamorfoseava em várias estirpes. O seu contágio era fulminante pois bastavam as gotículas produzidas pela respiração, tosse ou espirros de quem estivesse doente para contaminar qualquer um à sua passagem. O médico Ricardo Jorge ficou atónito com a velocidade a que se propagava a doença: “O isolamento, arma comum (…) falece perante o ímpeto de um vírus que quase instantaneamente se derrama por uma cidade inteira e salta por cima de todas as barreiras”. Para Fernando Rosas esta foi a pandemia mais “grave e mortífera da História da Humanidade. Num ano matou mais gente que um século de Peste Negra ou que os 8 milhões de mortos da Primeira Guerra Mundial.”

    A Espanha foi o primeiro país a noticiar oficialmente a doença, mas o centro nevrálgico (e aqui não há certezas), poderá ter sido os EUA, a partir da base militar de Fort Riley, no Kansas, onde 50 mil homens se preparavam para partir para Brest e daí para a frente de guerra, na França. Alguns militares terão começado a sentir febre, dores de cabeça, náuseas e problemas respiratórios e, no extremo, sangramento pelo nariz e ouvidos. Passadas três semanas de ter sido socorrido o primeiro queixoso (um cozinheiro) já havia 1100 hospitalizados. Do lado americano morreu-se quase tanto de guerra como de doença. Assim, terá sido de Brest, em França, que a doença se expandiu tendo-se tornado numa das mais letais pandemias afetando muita gente jovem adulta e saudável.

    Soldados de Fort Riley, Kansas, doentes de gripe espanhola, sendo tratados em uma enfermaria de Camp Funston.
    Soldados de Fort Riley, Kansas, doentes de gripe espanhola, sendo tratados em uma enfermaria de Camp Funston.
    Em Portugal, a situação não foi melhor do que em muitos países. Os primeiros casos detetaram-se no Alentejo, mas foram os trabalhadores sazonais que trouxeram a doença de Espanha. Em junho, ela já percorria todo o país, mas não havia grande preocupação (embora não faltassem sinais de alarme). Tudo decorria na normalidade até que, no mês de agosto, se assistiu a um segundo surto. Este teve início em Vila Nova de Gaia e foi muito mais letal que o primeiro. Os meses de agosto, setembro e outubro deram lugar a uma hecatombe. E é só neste momento que as autoridades sanitárias se apercebem da gravidade da situação. A morte terá atacado no seu período mais mortífero, entre junho e novembro de 1918, cerca de 60 mil pessoas. As faixas etárias mais atingidas terão sido as crianças até aos 2 anos e os adultos entre os 20 e os 39 anos.

    Fernando Rosas afirma que em seis meses a pneumónica “terá provocado c. de 10 vezes mais mortos do que todos os que tombaram nas três frentes da Grande Guerra em Angola, Moçambique e na Flandres durante os quatro anos que ela durou.”

    O controlo da doença ficou sobretudo a cargo da Direção Geral da Saúde (DGS), de Ricardo Jorge e dos Hospitais Civis como o D. Estefânia ou Santa Marta. A Cruz Vermelha encarregou-se do transporte de doentes e da edificação de um hospital de campanha na Junqueira, em Lisboa. No entanto faltava quase tudo em Portugal para combater a doença: profissionais e instalações hospitalares. Por isso, não é de estranhar que até o Liceu Camões tenha sido ocupado para dar resposta às necessidades e se tenham criado 500 camas no Hospital do Rego para isolamento.

    (...)

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    Por: Cândida Moreira

     

     

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