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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 31-05-2021

    SECÇÃO: Local


    CDU apresenta Adriano Ribeiro como candidato à Câmara de Valongo

    Candidatura defende que a eleição de Adriano Ribeiro como vereador «é a melhor garantia da existência de fiscalização sobre a governação municipal e é a melhor garantia de que a Câmara de Valongo discutirá propostas tendo em vista a resolução dos reais problemas das populações».

    Fotos CDU
    Fotos CDU
    A CDU anunciou neste mês de maio os seus cabeças de lista à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal de Valongo (AMV) para as próximas eleições autárquicas. Para o primeiro órgão o nome escolhido é o de Adriano Ribeiro, enquanto Sónia Sousa é a cabeça de lista para a assembleia.

    Recorde-se que Adriano Ribeiro foi vereador sem pelouros da CDU no executivo camarário durante o mandato de 2013-2017, tendo sido ainda cabeça de lista pela referida coligação nas autárquicas de 2017 à Câmara, não tendo contudo sido eleito.

    Já Sónia Sousa é atualmente deputada da CDU na AMV, cargo para o qual foi eleita em 2017.

    A apresentação pública das candidaturas aconteceu no passado dia 8 de maio, na Praça Machados dos Santos, em Valongo e contou com a presença de algumas dezenas de apoiantes da coligação, bem como de Belmiro Magalhães, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.

    No seu discurso, Adriano Ribeiro começou por chamar a atenção para pontuais pormenores que marcaram o mandato em que a CDU se fez representar no executivo camarário e o atual mandato. E neste aspeto deu o exemplo do IMI, recordando então que «quando em 2013 a CDU elegeu um vereador, não permitindo com esse facto que existisse maioria absoluta, uma das primeiras decisões da câmara naquele início de mandato, porque era preciso ter em conta o orçamento do ano seguinte, foi decidir como compete à câmara, a aprovação do valor do IMI para o ano de 2014. A posição do presidente da câmara acompanhado pelos vereadores do PS, foi a de que era preciso transmitir à população que estava sobrecarregada, uma mensagem de confiança e alívio; e por isso, foi proposto que o IMI fosse reduzido em 0,05 %. E repito, porque a CDU tinha um vereador e o PS não tinha a maioria absoluta. (...) Terminado o mandato anterior e com a obtenção por parte do PS da maioria absoluta e em que a CDU não conseguiu eleger vereador, uma das primeiras medidas no atual mandato que caminha para o fim, foi esquecer-se da mensagem de confiança anterior e de que a população estava sobrecarregada como em 2013 e aumentou logo o IMI, e repito, porque tem a maioria absoluta».

    O candidato chamou ainda a atenção da falta de transportes públicos em Sobrado, lembrando que a Câmara tem lugar na administração dos STCP pagando para isso uma verba anual, devendo nesse sentido e de acordo com a CDU esta freguesia valonguense exigir o direito aos transportes públicos não privados, sublinhando mais à frente que um dos compromissos da coligação quer seja na Câmara quer seja na AMV será garantir a cobertura da STCP nas cinco freguesias do concelho.

    Outro assunto abordado por Adriano Ribeiro foi a agregação de freguesias de Campo e Sobrado, tendo frisado que a CDU irá continuar a defender a desagregação destas duas freguesias, como sempre defendeu.

    Também o PSD foi alvo das críticas do candidato comunista, ao referir que nos dias anteriores a esta apresentação os social-democratas haviam distribuído pelo concelho placards com a seguinte descrição: “no nosso concelho, pagamos a água a peso de ouro”. «Isto são lágrimas de crocodilo, porque quem entregou o ouro ao bandido foram eles», atacou Adriano Ribeiro.

    O candidato deixou ainda a promessa de que «ao sermos eleitos para a Câmara Municipal, não perderemos o objetivo que é o de lutar para que os serviços de urgência voltem ao Hospital de Valongo».

    SÓNIA SOUSA NÃO POUPA CRÍTICAS À GOVERNAÇÃO PS

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    Por seu turno, Sónia Sousa disse que acredita na diferença que a presença de eleitos da CDU poderá ter na Câmara e na Assembleia Municipal. E para justificar esta argumentação frisou que «temos neste mandato a prova da importância da CDU no equilíbrio das opções do PS na Câmara Municipal. As diferenças entre os dois mandatos confirmam: a nossa importância e o contributo que a CDU dá ao ser a voz daqueles que não têm voz. A presença de, pelo menos, um vereador da CDU é a melhor garantia da existência de uma voz combativa e séria na Câmara. A eleição de Adriano Ribeiro como vereador é a melhor garantia de que os problemas e anseios dos valonguenses serão discutidos pela Câmara, é a melhor garantia da existência de fiscalização sobre a governação municipal e é a melhor garantia de que a Câmara de Valongo discutirá propostas tendo em vista a resolução dos reais problemas das populações».

    Lançaria em seguida críticas à governação socialista à frente dos destinos da autarquia: «o PS sem o contrabalançar da CDU não faz melhor do que fez o PSD, e as parecenças entre a sua forma de governar e a forma de governar do PSD são por demais evidentes, se não vejamos o que foi este último mandato do PS com maioria absoluta: aumento do IMI logo no primeiro trimestre de mandato e agora, no final, uma pequena redução, que mesmo assim não igualou sequer os valores a pagar para os valores anteriores ao aumento; aumento da derrama para as pequenas empresas, que esteve em vigor durante três anos, e que só agora, neste último ano, voltou aos valores anteriores; aumento da taxa de resíduos; aumento da estrutura da Câmara com mais assessores, mais gabinetes, mais divisões; aumento para um número histórico de vereadores na Câmara Municipal, sem um aumento da capacidade de concretização dos projetos; aumento escandaloso da água, que continuará a subir até 2025», defendeu.

    Sónia Sousa criticou ainda o adiamento sucessivo de diversos projetos e o investimento na nova Câmara: «todos os anos, as promessas de investimento não concretizadas se repetem e vão surgindo algumas ideias de investimento megalómanas, se não vejamos: será que é prioritário a construção de um edifício para a Câmara de Valongo no valor de 12 milhões de euros? Não temos dúvidas quanto à necessidade de um edifício que confira a devida dignidade ao desempenho das funções da autarquia; nem duvidamos que tal requeira um investimento financeiro adequado – adequado à necessidade de valorização do trabalho autárquico, mas também adequado à situação financeira da autarquia e do país».

    Mais à frente lançou um leque de questões, tais como se «será que não traria mais rentabilidade e maior qualidade de vida se por exemplo a Câmara Municipal apoiasse a Junta da Freguesia de Alfena na melhoria do espaço do parque de lazer no Vale do Leça? Ou concretizassem o parque do Leça em Ermesinde? Ou o arranjo do mercado de Ermesinde? Ou a abertura das piscinas em Sobrado? Não seria mais relevante e estrutural levar os transportes públicos a todas as freguesias do concelho, ou por exemplo encontrar uma solução para a falta de transportes junto à Escola Secundária de Alfena, ou melhorando a mobilidade dentro do concelho que é difícil e limitada, tal como tem sido feito em outras câmaras, algumas delas governadas pelo PS. Será esta uma obra prioritária quando só temos uma escola do concelho intervencionada ou quando temos um património natural enorme, completamente abandonado, com os nossos rios poluídos, em que apenas são colocados cadeirões como se o mais importante fosse a cosmética e não a resolução dos problemas. Não concordamos com as opções tomadas, consideramos até que algumas tentam esconder fragilidades que têm de ser na sua essência resolvidas, fará sentido a criação da polícia municipal ou está opção é para esconder a incapacidade de reivindicação de José Manuel Ribeiro na resolução dos problemas de segurança. Fará sentido, por exemplo, uma cidade como Ermesinde ter uma PSP desfalcada, com o comando em Águas Santas (?)». questionou a candidata.

     

     

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