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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 31-05-2021

    SECÇÃO: Destaque


    ENTREVISTA COM EMANUEL SANTOS, COMANDANTE DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ERMESINDE

    «São os melhores bombeiro(a)s do Mundo, é um orgulho comandá-los»

    Emanuel Santos é o homem que atualmente comanda o corpo de bombeiros da associação humanitária da nossa cidade. É um filho desta nobre casa, já que desde tenra idade a ela está ligado. Nesta entrevista concedida ao nosso jornal, no âmbito do centenário dos nossos bombeiros, ele abriu-nos a porta do seu gabinete para nos falar com paixão e ao mesmo tempo com um profissionalismo notável da causa humanitária que abraça. Nesta conversa o comandante opina, entre outros factos, que o Estado deveria conceder um maior apoio aos bombeiros para que não houvesse tantas assimetrias entre os “soldados da paz” a nível nacional.

    Passemos a palavra ao comandante.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    A Voz de Ermesinde (AVE): O senhor é comandante dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde há poucos mais de um ano. Como é que tem sido e como tem vivido esta experiência?

    Comandante Emanuel Santos (ES): Tem sido uma experiência gratificante e ao mesmo tempo muito cansativa. Cansativa porque isto obriga-nos a dedicar muitas horas do nosso tempo, quase 24 horas por dia, mesmo que não estejamos presentes aqui no corpo de bombeiros temos de estar presentes à distância. Gratificante porque vamos vendo o trabalho a ser desenvolvido. Nesta fase pandémica, que foi uma fase muito complicada para todos, conseguimos passar quase ilesos, ou seja, Valongo (concelho) foi quase sempre um epicentro da pandemia, tivemos sempre no “top 3” do nosso país, e no corpo de bombeiros apesar de fazermos muitos transportes diários a nível de serviço não tivemos ninguém infetado. Tivemos infetados sim mas não tinham a ver com o serviço, a maioria deles conseguiu detetar a tempo e não vir para o corpo de bombeiros quando isso acontecia. Quando sentiam que estavam com algum sintoma avisavam, resguardavam-se, e protegiam-se a eles, à família e ao corpo de bombeiros, e isso foi uma atitude muito meritória de todos eles, que demonstra não só sentido de responsabilidade que têm mas também todo o humanitarismo existente. E desta forma com a sua não presença conseguiram proteger a população, porque se o vírus entrasse de uma forma agressiva no corpo de bombeiros a população ficava quase sem socorro, apesar de haver planos nacionais e distritais para a intervenção, mas que não é igual ao socorro presencial que temos aqui, pois já conhecemos muitos dos utentes, conhecemos a cidade, e se viessem pessoas de fora demorariam muito tempo a identificar locais e o socorro também ficaria prejudicado com isso.

    AVE: Sabemos que o comandante “nasceu” aqui nos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, fez toda a sua carreira aqui, quer recordar-nos um pouco deste seu trajeto na associação humanitária?

    ES: Cheguei aqui com 16 anos, mas já com 15 anos vinha com o meu pai ao antigo bar da associação humanitária. Depois comecei a vir com um amigo e começámos a ver rapazes, pois na altura eram só rapazes, da nossa idade fardados! E começámos a falar, eu e outro amigo que morava próximo de mim: “e se fôssemos para os bombeiros?” Deste passo até convencer o meu pai é que foi mais complicado, mas como também morávamos aqui a 200 metros do quartel o meu pai conhecia muitos dos responsáveis do corpo de bombeiros, falou com eles, e de um dia para o outro lá me trouxe aqui para fazer a minha inscrição. E foi aquele bichinho que entra e depois não sai. Andei aqui uns anos, como cadete, depois fui para aspirante durante pouco tempo, passei a bombeiro, e passados uns tempos ofereceram-me aqui emprego e vim para cá trabalhar. Passados oito anos de estar aqui a trabalhar convidaram-me para o cargo de adjunto do Comando, que foi sempre uma área que gostei. Gostava mais de estar na parte operacional em que nos mexíamos mais, sendo que agora é uma parte muito burocrática, que obrigada a estudar muito, obriga a estar atento às atualizações legislativas como operacionais de todo o país, e isso cansa muito a cabeça.

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    AVE: É um cargo exigente (?)…

    ES: É um cargo muito exigente. E se há uns anos atrás era reconhecido, hoje é pouco reconhecido. Há 20 anos os bombeiros eram um ícone da sociedade, e neste momento não são. Neste momento os bombeiros são aquelas pessoas que “têm de lá estar” porque “têm de lá estar” e têm de socorrer. É uma obrigação. Nós vemos cidades, como o Porto, Lisboa, Braga, Coimbra e muitas outras cidades do país que têm bombeiros sapadores em que as pessoas não têm de ser associadas, e têm o socorro na hora. Nestas cidades mais pequenas (como a nossa) e vilas as pessoas pagam os mesmos impostos que as pessoas do Porto, por exemplo, e o socorro tem de ser garantido por bombeiros profissionais mas não sapadores, ou seja, que são pagos pela boa vontade das populações, das associações e do serviço que vão fazendo. Nós conseguimos ter bombeiros com a mesma capacidade operacional que os sapadores a metade do preço, o que é muito mau, porque os bombeiros desmotivam um bocadinho. Vendo bem, nós fazemos cinco ou seis vezes o serviço que faz um batalhão de sapadores, e eles ficam mensalmente por mais de um milhão (de euros). E os nossos bombeiros veem que trabalham muito mais que eles, mas eles ganham muito mais, e há sempre aquele mal-estar. Se a Constituição diz que para funções idênticas, direitos idênticos, onde é que está o direito nestas situações? E nesse ponto desmotiva um bocadinho. Porque o país é um só e enquanto não virmos o país como um só, em que todos os portugueses têm os mesmos direitos e os mesmos deveres, não conseguimos avançar nestas burocracias. Porque era muito fácil para o Estado criar com mais alguma verba, que nem necessita de sair do bolso dos portugueses, conseguir ter bombeiros profissionais em todo o país. Para nós era muito gratificante termos mais bombeiros, porque nós temos muitos bombeiros mas são voluntários, e têm de trabalhar, pois quem não trabalha o que vai fazer à vida? É muito complicado, a pessoa tem de trabalhar para comer, para pagar as suas contas e mesmo assim não é fácil. Os voluntários deveriam ter mais apoios, não digo apoio social mas o apoio a ser bombeiro e que os patrões (dos voluntários) também deveriam ter apoios para dizer “ok, eu tenho um bombeiro, ele sai (para serviço) mas eu não estou a perder nada com isso porque o Estado também me beneficia no IRC ou em qualquer coisa”. Tem de haver sempre um consenso, um bom termo, e com estas conjugações nós conseguíamos fazer muito mais e quem ganhava com isso seria a população. Isto é um ponto. Depois temos de acabar de viver de subsídios, os bombeiros vivem muito de subsídios que não são subsídios, isto é, são contratualizações com o nome de subsídios. O INEM contrata-nos um veículo, não nos dá um subsídio, eles contratam um veículo para estar disponível para a população 24 horas por dia, e onde é que isso é um subsídio? Não é, eles estão a contratualizar. Ficamos ambos com obrigações e direitos. Com a Autoridade Nacional de Emergência e da Proteção Civil deve ser igual, não darem um subsídio mas contratualizarem o que necessitam. E com essa contratualização nós conseguimos contratar bombeiros, garantir o serviço profissional, que sendo feito por voluntários também é um serviço profissional e apoiar a população. Mas para isto tem de haver uma boa vontade da nossa tutela para fazer esses contratos, e entender que não é despesa mas sim investimento na segurança, e quando entenderem isso nós conseguimos todos trabalhar por igual.

    AVE: O corpo ativo que comanda é composto por quantos elementos?

    ES: Bombeiros temos 106, e vamos promover agora no dia 13 de junho no decorrer do aniversário mais 21.

    AVE: É um número suficiente face ao número de serviços que prestam?

    ES: Vamos bater outra vez naquela questão do voluntariado. Como bombeiros sim, no horário do voluntário eu tenho cá muitos voluntários, mas durante o dia é muito complicado, eu consigo ter quase mais bombeiros no turno da noite do que no turno do dia, e o serviço de noite é 20% do serviço efetuado durante o dia.

    AVE: Existe uma escolinha de bombeiros na associação, ao que o comandante deve estar atento, presumimos. Perguntamos-lhe como se encontra hoje essa escolinha e se o futuro dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde está garantido com as fornadas de novos bombeiros que de lá saem?

    ES: A escola de infantes e cadetes, sim. Vou começar pela parte final, o futuro não está garantido porque ninguém consegue garantir o futuro dos bombeiros, já foi uma pergunta feita ao nosso Governo mas ninguém consegue responder a isso em concreto. Se futuramente serão uma grande ajuda na parte armada dos bombeiros? Sim, são muito importantes, porque estas crianças que entram fazem-no porque gostam de experimentar. Vou dar-lhe um exemplo, eu quando tinha 5 ou 6 anos gostava de ser bombeiro. Todas as crianças ou querem ser bombeiros ou polícias porque gostam de fardas. Nós temos esta escolinha que abriu vai fazer 4 anos e temos neste momento 40 miúdos. Tivemos de parar com a escolinha durante a pandemia, em março do ano passado parámos tudo. A formação que tínhamos a decorrer parou, para não arriscarmos ninguém com contágios, protegemos as crianças, ficaram em casa, e iniciámos tudo novamente este mês. Os pais confiam no nosso trabalho, confiam na segurança que nos propomos aqui, porque cumprimos com todas as normas de higiene e segurança, queremos isso para as crianças, não queremos arriscá-las e queremos formá-las. Nós neste momento temos bombeiros que vamos promover que vieram dessa escolinha. Se isto é fácil? Não, nem para nós nem para as crianças, mas é motivador. E não é fácil porque para os nossos bombeiros para além do serviço normal têm de cá estar nesses dias para receber as crianças e para as acompanhar. E as crianças têm de ser bem acompanhadas, pois não podemos ter aqui 20/30 crianças e ter um ou dois bombeiros com elas, isso não. Tentamos ter aqui um rácio, de um para cinco ou um para seis, nós garantimos isso, ou talvez mais. Temos a particularidade de muitas dessas crianças já virem do mundo dos bombeiros, através da família, já trazem aquele bichinho de ser bombeiro dentro deles, e eles próprios já se ajudam uns aos outros. A formação é muito idêntica à dos adultos, tem é de ser trabalhada/adaptada à área da criança. Nós ensinamos as crianças a fazer suporte básico de vida, por exemplo, claro que não posso querer que uma criança de 7 anos faça o mesmo de uma de 13. Nas partes coletivas trabalham todos por igual, depois nestas partes da instrução vamos falando um bocadinho por idades. Mas focando-me nas suas palavras, eles são uma boa parte do futuro dos bombeiros. Se nós fizermos uma análise a frio de todos os bombeiros que tenho aqui há quase relações familiares entre todos, e com esta escolinha conseguimos que entre algum sangue novo que não vem deste sangue aqui. Eu posso dizer tenho 40 e tal bombeiros da mesma família, têm ligações familiares entre eles.

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    AVE: Como é que caracteriza os seus bombeiro(a)s?

    ES: São pessoas dedicadas, são muito altruístas, com gosto pelo que fazem. Falando de uma forma mais vaidosa, não tenho medo de os comparar com bombeiros de qualquer ponto do país, sejam voluntários ou profissionais. Acho que eles são muito bons. Podemos ser melhores, mas todos podem ser melhores. Quando nós acharmos que somos muito bons estamos a exagerar um bocadinho, pois podemos ser muito bons mas podemos ser ainda melhores. Nós podemos ser sempre melhores, ninguém sabe tudo, estamos sempre a aprender. E é importante nós entendermos que temos de aprender e que não sabemos tudo. O nosso próprio serviço, sendo que 95 % é serviço de ambulâncias, está constantemente a sofrer alterações, na parte médica, pré-hospitalar, em que nós temos de andar sempre atualizados. Nós aqui pecamos pelo excesso, tentamos sempre aprender o que está bem, e renegar o que está menos bem, e praticar. Esta parte da pandemia, quando ainda se falava da pandemia em janeiro do ano passado, nós já tínhamos aqui normas que definiam o nosso plano de contingência e as nossas normas de atuação, que ainda não havia em lado nenhum. Passado um mês e meio o INEM colocou (em prática) umas normas idênticas às nossas, mas as nossas foram feitas por nós. Íamos estudando o que se estava a passar, as formas de desinfeção do material, as formas de proteção do nosso pessoal, preparando kits de proteção que ainda não existiam, porque nós continuamos a formar-nos, sempre a aprender. E conseguimos sempre andar um bocadinho mais à frente, ou seja, quando saía uma determinação nós já andávamos a cumpri-la. Neste momento já temos 70/80 bombeiros com a segunda dose da vacina (contra a Covid-19) mas continuamos a usar a máscara. Nós quando isto aconteceu pensámos na nossa segurança, nas nossas famílias e na população. Resguardamos metade do corpo dos bombeiros, que ficou em casa, o serviço foi feito pelos funcionários e alguns voluntários que estavam desempregados ou em lay-off, fizemos três equipas e fomos trabalhando assim a tempo inteiro. Foi difícil, muito cansaço, mas conseguimos evitar males maiores.

    AVE: O parque automóvel, e os demais equipamentos necessários à vossa função, e de que dispõem neste momento, são suficientes?

    ES: No dia em que dissermos que estamos satisfeitos não somos portugueses (risos). A nível de parque automóvel está envelhecido. Se é suficiente? Sim, mas está envelhecido. Precisavamos não de aumentar o número de veículos mas sim de renovar. O nosso veículo de combate a incêndios urbanos mais recente tem 25 anos, o outro tem 40 e qualquer coisa, e que foi para reparar, fizemos umas reparações a nível de motor, está a ser reparado a nível de chaparia e parte estrutural para garantir a segurança, vamos fazer uma caracterização mais bonita um bocadinho. Porque se não há verba para comprar carros novos ao menos vamos melhorar os que temos o melhor que conseguimos para os bombeiros também sentirem orgulho no que têm. A nível de veículo escada, o nosso não oferece condições de segurança para trabalhar, funciona, mas não oferece condições de segurança, e nesse sentido eu não arrisco a vida dos meus bombeiros naquele carro. Temos uma plataforma municipal, e se me pergunta se é suficiente, desde que não haja dois incêndios em edifícios de altura ao mesmo tempo, eu digo que sim. Agora, dava jeito termos um veículo escada nosso, mas estamos a falar, e se for usado, com 15/20 anos, custa cerca de 70.000 euros, se for novo vai para os 500.000 euros. Um corpo de bombeiros não tem capacidade para adquirir um meio desses, tem de ser ao nível municipal ou nacional. A nossa Câmara comprou um e muito bem, está numa zona que serve dois corpos de bombeiros, e muito bem também. Agora, se tivéssemos uma cada um, em caso de incêndio eu consegui pôr a minha a trabalhar e eles vinham ajudar.

    AVE: Os apoios que têm dado à instituição são suficientes na sua opinião?

    ES: Isto tinha tudo a ver com uma lei, um apoio num momento em que quando entrasse algum bombeiro o Estado suportasse os equipamentos, os fardamentos, só isso já era um grande apoio. Eu tenho um défice muito grande em equipamento de proteção individual. Vejamos aqui ao lado, em Espanha, passados 10 anos da data que vem na etiqueta o equipamento vai para o lixo, e nós, portugueses, vamos comprar isso. O que para eles é lixo para nós Portugal é topo de gama! Porque cada equipamento custa cerca de 1000 euros. Nós vamos tentar comprar agora para o nosso aniversário 20 equipamentos desses com alguns apoios, para tentar entregar àqueles bombeiros que não têm, aqueles que estão na linha da frente e que têm os equipamentos mais velhos um bocadinho e depois vamos começando a descer com os equipamentos que sobram para os mais novos. Mas não devia ser assim, nós somos todos iguais a nível dos bombeiros, o que um tem o outro deve ter igual e nunca deve ter pior. Era simples, sempre que o Estado faz um concurso distrital para promoções nesse dia eles viam quem passava nas provas distritais e entregavam os equipamentos. De modo a termos os bombeiros todos protegidos por igual, com a mesma farda, e assim as associações libertavam-se de um peso muito grande. Se olhássemos ao orçamento de Estado, formar 1000 bombeiros por ano e cada equipamento a 1000 euros, seria muito dinheiro dispendido pelo Estado? Se calhar não.

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    AVE: Os ermesindenses deviam ajudar mais?

    ES: Toda a gente pode ajudar, se nós em 70.000 pessoas, que é a nossa área de intervenção, Alfena e Ermesinde, nos dessem 2 euros por ano, eram 140.000 euros por ano, isto sem contar com os associados. Se dessem 50 cêntimos por mês eram 6 euros por ano por pessoa. É o preço de um café, aliás, um café até é mais caro, mas 50 cêntimos, será que alguém notava esse peso? Provavelmente não. Mas se falar nisso as pessoas vão dizer que não conseguem pagar, mas a seguir tomam um café e fumam dois cigarros seguidos e gastam essa verba. Mas não devem ser os ermesindenses a suportar, deve ser o Estado, nós pagamos impostos e se nós pagamos impostos é para alguma coisa. Um ermesindense paga tantos ou mais impostos como os portuenses, por exemplo, e se os portuenses têm bons apoios e os bombeiros de lá têm bons equipamentos porque é que aqui não há isso? Se houvesse uma norma do Estado, ou uma lei, que dissesse que as câmaras têm de suportar isto, que a verba que entra dos IMI’s nas câmaras, que a parte do orçamento da Proteção Civil que vai para as câmaras tem de ir para ali, que devia ser uma obrigatoriedade. Não é a Câmara de Valongo dar “isto”, a do Porto dar “aquilo”, ou seja, cada um dá o que quer. Apesar de nós não termos muita razão de queixa da Câmara de Valongo, que tem apoiado muito os bombeiros. Se podiam apoiar mais? Sim.

    AVE: Este último ano tem sido árduo devido à pandemia, como é que os seus homens têm vivido e trabalhado nestes tempos?

    ES: Se por um lado conseguimos dar uma resposta eficiente e eficaz ao sistema, à parte da pandemia, com muita proteção, neste momento apesar de manter a mesma resposta começa a haver mais facilitismo. Se antes não havia aquela preocupação do graduado de serviço ou do chefe de serviço andar a verificar se eles (bombeiros) estavam bem equipados e se o carro era descontaminado, agora é importante de vez em quando espreitar se eles levam o equipamento ou assim. Agora pode haver algum facilitismo, que dantes não havia porque estávamos muito atentos. Depois com o evoluir da situação e víamos que o pessoal estava a cumprir e era rara a situação que fugia à norma, agora temos receio de que nem todos cumpram. Embora tenhamos certeza que mais de 80 por cento é cumprido, e se tivéssemos a certeza de que não cumpríamos também intervínhamos. Mas nota-se que agora o pessoal já facilita um bocadinho na intervenção, já estão vacinados, já viram que às tantas a propagação do vírus não é assim tão grave quanto isso. Mas no que toca ao equipamento de proteção nunca nos faltou nada, e nunca nos faltou devido ao apoio das juntas de freguesia, de algumas empresas e dos populares. A população ajudou-nos muito, por vezes vinham aqui dar-nos caixas com 50 máscaras cujo valor era de 5 euros, mas que para nós era muito. Para nós isso tem muito significado.

    AVE: Durante este ano e tal que levamos de pandemia acreditamos que tenham tido muito trabalho. No seu caso, enquanto comandante, o que é que o preocupou mais?

    ES: Na primeira fase foi a segurança dos bombeiros, em que havia falta de equipamentos, como já referi, em formar os bombeiros para se protegerem contra a pandemia, e depois foi manter o corpo de bombeiros seguro.

    (...)

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    Por: Miguel Barros

     

     

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