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Edição de 20-09-2021
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    Arquivo: Edição de 31-05-2021

    SECÇÃO: Destaque


    ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ERMESINDE, JORGE VIDEIRA

    «Aprazemos registar esta data dos 100 anos, mas com muitas preocupações em relação ao futuro»

    2021 é um ano marcante para a vida da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde (AHBVE). É o ano do centenário. Uma efeméride que se irá comemorar com maior ênfase no próximo mês de junho com uma série de atividades. No sentido de conhecer não só os pormenores dos preparativos da grande festa, mas também, e sobretudo, conhecer a realidade atual desta nobre casa, o nosso jornal esteve à conversa com o presidente da direção da associação humanitária, Jorge Videira, que nos fez o retrato (difícil) do presente dos nossos centenários bombeiros.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    A Voz de Ermesinde (AVE): 100 anos é uma bonita e histórica idade para qualquer instituição, e por isso começo por lhe perguntar como é que a AHBVE está a viver por esta altura este capítulo da sua longa vida e como é que vai ser comemorado este centenário de vida?

    Jorge Videira (JV): O centenário é sempre o motivo maior de qualquer associação humanitária de bombeiros, a grande festa é sempre feita à volta do centenário. E nós no ano passado, em fevereiro, criámos uma comissão executiva composta por 24 personalidades no sentido de levarmos à prática durante todo o ano de 2021 um sem número de atividades. Ou seja, criámos um grupo dentro da comissão executiva para a área cultural, outro para a área do ensino, outro para a área do desporto e outro para a atividade dirigida aos bombeiros. As vicissitudes que se deram à volta da pandemia obrigaram-nos a fazer várias reuniões e chegamos à conclusão que não tínhamos capacidade para levar à prática aquilo que tínhamos planeado, ou seja, as atividades nestas áreas. Entretanto, fomos reunindo, criamos determinadas atividades para levarmos à prática, por exemplo, com as escolas, que entretanto acabaram por fechar, para depois reabrirem e em seguida voltarem outra vez a encerrar, e as atividades que tínhamos previsto com os estabelecimentos de ensino acabaram por não se realizar. Aliás, no início de janeiro tínhamos previsto uma largada de balões em todas as escolas das freguesias de Ermesinde e de Alfena no sentido de darmos ênfase ao início da atividade, mas isso não foi possível de se fazer porque as escolas estavam fechadas. Houve outras atividades que não conseguimos levar à prática e entretanto estabelecemos na parte final do ano um calendário muito reduzido face àquilo que pretendíamos fazer. E daí criámos algumas atividades, como foi o caso de um torneio de setas entre bombeiros e fizemos ainda o quartel aberto no dia 25 de Abril, que é uma iniciativa que já vimos fazendo há alguns anos. Depois tínhamos uma caminhada em Alfena no dia 9 de maio que foi adiada, tínhamos ainda uma prova de cicloturismo integrada no aniversário dos bombeiros que não foi autorizada pela comissão da Proteção Civil, tínhamos ainda este mês de maio um simulacro em Alfena para ser visualizado pelo público que não vamos fazer porque também não está autorizado pela Proteção Civil, tínhamos uma outra caminhada em Ermesinde no dia 30 que também não se realizou. Ou seja, por causa da pandemia não conseguimos fazer tudo isto. Quanto às atividades que efetivamente se vão realizar, no dia 1 de junho temos uma atividade em parceria com a Associação Académica e Cultural de Ermesinde que consiste na exibição on-line de uma peça de teatro dedicada aos bombeiros; temos ainda a homenagem aos nossos associados que vai ser feita em duas fases, ou seja a entrega dos emblemas de ouro aos associados com 50 anos, algo que o ano passado não aconteceu por causa da pandemia, pelo que este ano vamos fazer a entrega aos de 2020 e aos de 2021 e vamos fazê-lo em duas fases (uma foi feita a 29 de maio e a outra irá ser realizada no dia 5 de junho), pois temos mais de 300 associados para serem agraciados. Depois no dia 13 de junho temos o hastear das bandeiras, cumprindo com todas as regras da Direção Geral da Saúde, sendo que em seguida vamos em grupos a cada um dos cemitérios depositar coroas de flores aos nossos bombeiros. Depois, vamos à estátua do bombeiro na rotunda junto à Vila Beatriz depositar uma coroa de flores. Posteriormente, vamos ter promoções e condecorações de bombeiros, e a todos eles vamos entregar uma medalha comemorativa dos 100 anos. Tudo isto no dia 13. No dia 20, que será o dia maior, temos previsto o hastear das bandeiras, a missa, a receção às entidades, sendo que inicialmente convidámos o Presidente da República e o primeiro ministro, que nos disseram que não podiam estar presentes, pelo que depois convidámos o Ministro da Administração Interna, que esperemos esteja presente. Depois vamos ter dois desfiles, um apeado e outro motorizado, ao que se segue a sessão solene e por fim teremos o almoço com todos os convidados. Portanto, temos um programa que se não fosse a pandemia estendiamo-nos para além disto. Temos ainda a apresentação do livro dos 100 anos da AHBVE programada para novembro e daí até lá podemos fazer mais algumas iniciativas, mas vamos ver. O que podemos fazer até setembro vamos tentar fazer. Posso ainda dizer que fizemos dois concursos na Escola Secundária de Ermesinde, um para uma pintura de mural, alusiva ao centenário, e vamos também fazer um painel em cerâmica também com o logótipo dos bombeiros que vai ser colocado na parede virada para o Banco Santander.

    AVE: Como é que se encontra hoje, com 100 anos de vida a AHBVE?

    JV: É assim, aprazemos registar esta data dos 100 anos, mas com muitas preocupações em relação ao futuro. E estas preocupações não são recentes. Isto para dizer que o nosso principal cliente é o Estado, seja através do INEM, seja através dos serviços que prestamos à ARS, e os preços (que o Estado paga às associações humanitárias pelos serviços prestados) mantêm-se desde 2012, e para dar um exemplo os salários dos nossos bombeiros estão indexados ao salário mínimo nacional, sendo que cada vez que há um aumento de ordenado mínimo nacional isso custa-nos por ano à volta dos 17.000 ou 18.000 euros. Portanto, os encargos para pagar a 33 funcionários, salários, mais encargos sociais cifra-se entre os 17.000, 18.000 euros/ano. Portanto, nós não temos qualquer benefício do Estado para nos compensar disso. Os preços (pagos pelo Estado) continuam iguais aos de 2012, mas nós estamos a pagar a preços de 2021. O preço da gasolina, por exemplo, que os bombeiros pagam é o preço que qualquer cidadão comum paga, e isto está mal. E as associações humanitárias que já viviam com dificuldades antes da pandemia, com a vinda da pandemia as dificuldades tornaram-se ainda maiores. Vou dar-lhe outro exemplo: nós de março a setembro do ano passado tivemos prejuízos mensais, e quando digo prejuízos quero dizer diminuição de receitas, na ordem dos 16.000 euros. Nós tivemos inclusive que recorrer a um empréstimo bancário, porque senão não resolvíamos situações com salários de pessoal, que é uma das coisas que esta direção sempre pugnou desde início, isto é, que os funcionários até ao último dia do mês tenham o salário depositado no banco, e isso tem acontecido. Além disso, conseguimos resolver alguns problemas com fornecedores. Portanto, hoje felizmente, embora as coisas não estejam repostas dentro daquilo que era o tradicional e de podermos voltar às receitas antigas, a situação melhorou ligeiramente. Melhorou também porque a Câmara de Valongo no ano passado atribuiu-nos um subsídio extraordinário de 30.000 euros, e aumentou-nos o subsídio. Ou seja, em oito anos de mandato que o atual presidente da Câmara leva quase triplicou o subsídio aos bombeiros. Isso significa hoje que a maior receita que temos, e que outrora, há um ano atrás, era a receita da quotização, seja hoje o subsídio da Câmara porque da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil nós recebemos à volta de 7900 euros/mês, o que significa grosso modo 90.000 euros por ano. O nosso orçamento ronda os 900.000 euros, sendo que 62% é despesas com pessoal.

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    AVE: Uma instituição centenária, ainda para mais uma associação humanitária, é nesse sentido um barco demasiado grande e complexo para guiar, sente-se isso também aqui?

    JV: Sente-se. O gerir uma associação humanitária de bombeiros é como gerir uma empresa. Nós estamos catalogados pelo Estado como empresa, mas isto é como gerir uma empresa falida. Ou seja, não há empresa nenhuma que se conseguisse instalar no país com apoios financeiros ou sem eles com 62% de encargos com pessoal, e depois vem a água, a luz, o combustível, isto tudo é uma panóplia que ultrapassa os 100%. Nós somos uma entidade sem fins lucrativos, e sentimos mais isso. Aqui vivemos sempre no fio da navalha, já vivíamos antes da Covid-19 e com a pandemia ainda pior. Portanto, é muito difícil. Isto dá-me dores de cabeça, porque eu já tive aqui situações de chegar ao dia 28 ou 29 e não ter dinheiro para pagar aos funcionários e ter de ir ao banco para tentar resolver a situação por quatro ou cinco dias. Porque é assim, todos os meses nós temos uma despesa certa na ordem dos 70.000 euros, mas temos meses em que com toda esta situação dificilmente chegamos aos 50.000 euros (de receita). Depois ainda há uma agravante nesta situação que é que todo o dinheiro que entra aqui é para as despesas correntes e é posto à disponibilidade da operacionalidade. O dinheiro dos associados devia, se calhar, ser uma reserva da associação para despesas extraordinárias mas também é canalizado para a operacionalidade, porque queremos servir o melhor possível não só os associados mas também as populações.

    AVE: “Aqui e ali” ouvimos muitas vezes os bombeiros reclamar mais apoios, desde logo ao Estado, como aliás, já foi mencionado por si no início desta conversa. Esta é também uma das principais dificuldades da associação, ou seja, não obtém da parte do Estado os apoios necessários e atempados, pelo que percebemos (?)

    JV: Sente-se isso aqui. Os 7900 euros de que falei são pagos mensalmente pelo Estado, valor esse que às vezes cai no primeiro ou segundo dia do mês seguinte. Era bom que essa verba calhasse no mesmo mês porque temos os compromissos até ao fm do mês, pelo menos com o pessoal, mas também não é por aí. Mas temos, por exemplo, a ARS, o Hospital de S. João, o INEM que por vezes pagam com três meses de atraso. Como eu disse há bocado temos à volta de 70.000 euros de despesa mensal e com o pessoal são 45.000 euros e quando recorremos ao banco para situações pontuais é porque ninguém nos pagou aquilo que era espectável. Nós, o ano passado em março deixámos praticamente de faturar, deixámos de faturar o aluguer das salas, deixámos de faturar o transporte de doentes não urgentes porque as pessoas tinham receio de ir aos hospitais, e deixou de haver consultas de fisioterapias em hospitais e clínicas. Os transportes de emergências, os de INEM, o chamado 112, baixou-nos em cerca de 40%. Se tivermos as ambulâncias todas aqui paradas 24 horas por dia não ganhamos dinheiro com elas, porque se formos a contabilizar o custo com o pessoal e aquilo que o INEM nos paga nem chega sequer para o combustível. Mas com elas aqui paradas pior ainda. Desde que estou aqui já investimos em viaturas 330.000 euros. Nós quando chegámos aqui o património da associação tinha mais carros do que tem hoje, mas havia aí carros que já não estavam a operar e alguns dos quais até estavam a ser pagos seguros, e nós desfizemo-nos desses carros. Neste momento temos 27 ou 28 carros, mas são todos operacionais. Comprámos um carro de incêndio em segunda mão que não tínhamos, pois tínhamos um com 40 anos que dava para andar aqui em Ermesinde e Alfena, mas por vezes somos contactados para fora e nós não tínhamos carro porque o que havia não tinha desempenho para isso. Recuperámos vários veículos, comprámos cinco ambulâncias e isto tudo custou-nos 330.000 euros. Fizemos investimento. Desse investimento já pagámos 200.000 euros nestes sete anos que estamos aqui. Devemos 130.000 euros que estamos a pagar. Recorremos agora a um empréstimo de 80.000 euros que ainda não utilizámos mas que prevemos utilizar em breve porque temos de pagar subsídios de férias ao pessoal. No que toca a dívidas a fornecedores tivemos uma fase em que a dívida a fornecedores era maior do que aquilo que nos deviam os clientes, mas felizmente este ano já invertemos essa situação, graças em grande parte ao subsídio que a Câmara nos deu, e neste momento a dívida que temos a fornecedores é bastante inferior à dívida que temos de receita dos nossos clientes, que no fundo é o Estado.

    AVE: Que outras dores de cabeça têm por estes dias os BVE?

    JV: Isto tudo o que falei são as principais dores de cabeça, ou seja, a grande dor de cabeça é a gestão do dia a dia, e que é sistemático, porque as coisas não melhoram. Isto só melhorava se o Estado nos atualizasse preços.

    AVE: Percebemos pelas suas palavras que estas casas são difíceis de gerir sob o ponto de vista financeiro, e que quase sempre têm de fazer das “tripas coração” para sobreviver no dia a dia, e nesse sentido perguntamos que outros caminhos a AHBVE tem trilhado para conseguir viver diariamente?

    JV: Os caminhos não são fáceis. Nós somos representados pela Liga de Bombeiros Portugueses que por sua vez tem encetado algumas conversações com o Governo ao nível até da atualização de preços, mas não tem conseguido, pois não há por parte do Estado o reconhecimento do real valor das associações humanitárias de bombeiros. Os bombeiros no país são 30 e qualquer coisa mil e imagine-se se os bombeiros paralisassem numa época de fogos, algo que nós nunca quisemos isso, embora já houvesse várias tentativas de fazer uma greve, de nos negarmos a ir para o terreno, mas isso nunca aconteceu porque aquilo que nos move é a proteção de pessoas e bens. Não podemos fazer uma paralisação. Nós, por exemplo, nesta época em que tivemos menos serviços podíamos ter recorrido ao lay-off, mas não o fizemos porque pensámos que íamos ficar privados de alguns bombeiros que também iam para casa, e nós acautelando tudo isso mantivemos o corpo de bombeiros, aqueles que são funcionários, sempre ao serviço, pois se tivéssemos ido para lay-off se calhar tínhamos recuperado algum dinheiro, mas o que não tínhamos eram os operacionais para fazer o transporte de doentes Covid-19 quando foi necessário. Se tivéssemos ido para lay-off iríamos falhar às populações. Entendo que os bombeiros são primordiais no atendimento às populações e quanto menos operacionais nós tivermos menos capacidade de resposta temos. Agradeço aliás à Câmara Municipal de Valongo e às juntas de Ermesinde e de Alfena a comparticipação que tiveram para connosco em fornecer-nos material de equipamentos de proteção individual.

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    AVE: A quotização é uma das principais fontes de receita, certo? Isto leva-nos ainda a questionar se a comunidade local tem sido sensível para com a causa dos bombeiros da terra?

    JV: Temos aproximadamente 7000 associados, o que inegavelmente é uma grande fatia financeira. Eu custa-me dizer que a comunidade não tem sido sensível para com os bombeiros, mas também não posso dizer redondamente que tem sido. Nós servimos uma população de cerca de 65.000 pessoas, em Ermesinde e Alfena, e 10% são associados. Quer dizer que há 90% de pessoas para quem os bombeiros lhes passam à margem. E muita da gente que hoje entra para associado dos bombeiros fá-lo porque sabe que dentro de pouco tempo vão precisar de nós. Eu quando entrei para sócio dos bombeiros há uns anos foi no sentido de ajudar a associação, foi por uma questão humanitária, entrei com esse cariz. Hoje, muito poucas são as pessoas que o fazem dessa forma. E perdoe-me aqueles que o fazem, mas nós reconhecemos que as pessoas que se fazem sócias são pessoas nascidas nas década de 30, 40 e 50 do século passado, muito poucas são pessoas nascidas nas décadas de 70 e 80, isto é, pessoas mais jovens, que se fazem associados. E depois o que é que acontece: o ano passado entraram 180 associados mas saíram mais de 300, e saíram porquê? Muitos faleceram, uns devido à idade avançada, outros por Covid, mas isto para dizer que a diferença entre os que entraram e os que saíram perdemos cerca de 150 associados. Hoje em dia, as pessoas não estão sensibilizadas porque julgam que os bombeiros vivem de subsídios do Estado, o que não é verdade.

    AVE: O setor empresarial da terra também tem ajudado a causa dos bombeiros? Temos visto pontualmente algumas empresas darem o seu apoio aos bombeiros com a aquisição de equipamentos…

    JV: Existe uma boa ligação com as empresas, embora nós também neste momento reconhecemos que o tecido empresarial passa por grandes dificuldades por causa da pandemia. Agora, temos empresas, que não são muitas, mas que são de excelência porque se lembram que os bombeiros existem. Têm-nos apoiado, umas com subsídio, outras com equipamentos, outras que nos vão fornecendo água, refeições, em épocas de fogos, por exemplo.

    AVE: A pandemia, como já foi dito, também não veio ajudar...

    JV: Só veio prejudicar e continua a prejudicar, porque nós não sabemos quando vamos chegar aos valores que tínhamos antes, isto é, não sabemos quando vamos chegar aos 9000 euros de serviços de INEM, não sabemos quando vamos chegar aos cerca de 10.000 euros de transportes de doentes não urgentes. O transporte de doentes neste momento anda há volta dos 3000 euros, ou seja, estamos a perder ainda 7000 euros, sendo que no INEM andamos nos cerca de 5000 euros de receita atualmente.

    AVE: No passado recente a Câmara de Valongo tem aumentado pontualmente os apoios/subsídios às duas corporações do concelho, tem sido uma ajuda suficiente ou acha que esse apoio podia ser maior?

    JV: Reconheço o esforço da Câmara e disse há pouco que valorizo imenso o comportamento que o presidente da autarquia teve connosco ao longo dos dois mandatos que leva, em que quase triplicou o nosso subsídio. Quando ele chegou à Câmara o subsídio era de 4560 euros e hoje está nos 12.500 euros e paga-nos os seguros da viaturas, o que significa que a Câmara de Valongo nos dá à volta de 13.000 e qualquer coisa euros por mês. É bom. Se chega? Vou dizer que não chega. Nós antes desta situação vivíamos no fio da navalha, e se o Estado, e volto sempre ao Estado, pagasse o justo valor pelos serviços que nós lhe prestamos eu diria que o subsídio da Câmara era suficiente, mas assim...

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    AVE: E ao nível do parque de viaturas, os BVE estão bem servidos ou não?

    JV: Isto é assim, a vida útil dos carros de bombeiros varia entre os 15 e 20 anos. Nós temos aí carros com 40 anos. Temos uma auto-escada que já foi comprada em segunda mão que deve ter à volta de 40 anos, e se ela sair para um fogo temos de fazer logo a manutenção dela de imediato, o que fica-nos por muito dinheiro. Nós precisávamos de um carro de incêndio novo, precisávamos de um veículo urbano de combate a incêndios, temos dois mas já estão com 30 e muitos anos, e que foram recuperados agora, quer ao nível da chaparia, quer ao nível da mecânica e pintura e que nos ficaram por quase 5000 euros, o que para nós neste momento é um esforço muito grande de fazer. Mas efetivamente nós precisamos de carros novos, se calhar daqui a dois ou três anos vamos precisar de substituir ambulâncias, porque temos aí ambulâncias de transporte de doentes não urgentes que fazem dezenas de quilómetros por dia.

    AVE: E como tem sido a relação entre a Direção e o Comando?

    JV: É uma relação de excelência. O Comando tem reconhecido as dificuldades da associação, ou seja, nós não temos falhado dentro do possível naquilo que são necessidades de fardamento, às vezes na recuperação de um carro ou outro, e vamos tentando resolver pontualmente as situações. O Comando entende as dificuldades por que estamos a passar.

    (...)

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    Por: Miguel Barros

     

     

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