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Edição de 31-12-2021
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    Arquivo: Edição de 31-03-2020

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    As possíveis consequências da pandemia na economia local

    O nosso colaborador e economista Carlos Marques enviou-nos um artigo de opinião onde aborda o impacto da Covid-19 na Economia.

    A pandemia (1) tem levado governos a determinar o confinamento (2) da população, fechar fronteiras e a paralisação de todos os serviços considerados não essenciais. Embora este surto tenha começado na China, a Europa está-se a tornar o novo epicentro do coronavírus, com países como Itália, Espanha e França com um número imenso de mortes e os serviços de saúde completamente descontrolados.

    A China, onde se iniciou, está a conseguir ultrapassar esta crise, assim algumas atividades estão a retomar a atividade, no entanto, o coronavírus fechou fábricas e deixou regiões inteiras do país isoladas, com muitos cidadãos trancados nas suas casas por medo de contágio, o que reduziu drasticamente o consumo e a produção industrial.

    EM PORTUGAL

    O cenário de recessão em Portugal este ano já é dado como certo e admitido pelo Governo. Projeções do Banco de Portugal revelam que poderá haver um recuo de quase 6% no Produto Interno Bruto (PIB), num cenário mais adverso, e também a taxa de desemprego poderá subir para 12%.

    Até à declaração do estado de emergência, apenas algumas empresas tinham encerrado devido à falta de matérias-primas, depois dessa declaração as empresas e todos os negócios não prioritários tiveram de encerrar. O medo da doença está a paralisar a economia e também a vida das pessoas com o seu confinamento a casa.

    A produção quase que parou, logo as exportações quase deixam de existir, o consumo igualmente, pois apenas os bens essenciais são comercializados, o turismo parou, resumindo, quase todas as fontes de rendimento do país pararam, por essa razão o recuo do PIB, ou seja, o empobrecimento.

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    LOCALMENTE

    Se as medidas tomadas pelo governo e pelas autarquias locais não forem no sentido do auxílio das empresas, e das pessoas para que estas consigam suportar os custos desta paralisação obrigatória, as consequências vão ser graves.

    Sou de opinião que o auxílio, siga no sentido do apoio da liquidez e não do seu financiamento, pois agrava a já débil situação de liquidez das empresas. Ou então, como sugere o Dr. Augusto Mateus (3), se fosse possível haver um “congelamento” da economia pelo período de um mês.

    O impacto geral nos pequenos negócios será brutal, a maior parte das pequenas e médias empresas não tem capacidade de suportar os custos normais sem atividade, porque nada vendem ou não recebem dos clientes (que estarão na mesma situação), o que implica não ter capacidade para pagar as despesas correntes (rendas, água, luz, etc.) ou seja, os custos fixos que tem; qual a reação dos fornecedores? No caso dos impostos, o governo já determinou o seu adiamento, mas terão de ser pagos. Quanto aos funcionários das empresas foi determinada alguma ajuda do Estado, assim como aos trabalhadores independentes.

    Concluindo, penso que para toda a gente, empresas e pessoas, o mais importante e determinante, vai ser o tempo que a crise durar, ou seja, quanto mais longa for, maior é o desastre económico.

    1- No dia 12 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde decretou o estado de pandemia do novo coronavírus. A rápida disseminação da doença, batizada de covid-19, tem levado pânico a todas as áreas económicas.

    2- O recorrer à quarentena e à paralisação, são medidas que remontam à Idade Média. Exemplo da peste negra, que terá provocado cerca de 200 milhões de vítimas mortais na Europa e na Ásia.

    3- Economista, ex-ministro da Economia.

    Por: Carlos Marques

     

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