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Edição de 31-03-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Desporto


Foto ANTÓNIO OLIVEIRA
Foto ANTÓNIO OLIVEIRA
ENTREVISTA COM O TREINADOR DA EQUIPA SÉNIOR DE ANDEBOL DO CPN

Paulo Gouveia faz balanço da 1.ª fase e projeta o ataque à subida de divisão

A equipa de seniores do CPN assegurou no final de fevereiro a presença na 2.ª fase do Campeonato Nacional da 3.ª Divisão de andebol. Nesse sentido estivemos à conversa com o treinador do conjunto cepeenista, o professor Paulo Gouveia, que nos fez um balanço desta fase inicial e projetou aquilo que irá ser a 2.ª fase.

A Voz de Ermesinde (AVE): O 3.º lugar alcançado na 1.ª fase da Zona do Nacional da 3.ª Divisão deu ao CPN o passaporte para a 2.ª fase da competição. Nesse sentido está assim ultrapassada a primeira barreira com vista à meta que é subir de divisão, objetivo traçado no início da temporada?

Paulo Gouveia (PG): Verdade, conseguimos terminar a 1.ª fase com o grande objetivo da época cumprido que era a passagem à 2.ª fase da competição e assim disputar a meta ambiciosa da equipa subir à 2.ª Divisão Nacional. Desde o início que toda a equipa estipulou os objetivos e está ciente do compromisso que tais objetivos implicam. Foi uma 1.ª fase complicada não só pela competitividade e qualidade que esta competição ganhou nesta época, mas também porque é uma fase onde o modelo de jogo vai sendo consolidado ao longo dos jogos tal como toda a adaptação a novos elementos na equipa e mesmo da própria equipa técnica. Não podemos dizer que tivemos um percurso exibicional consistente nesta fase, mas mantivemos sempre o trabalho em que acreditávamos e que traria mais benefícios no global da época de forma a atingirmos os nossos objetivos e ambições.

AVE: Em 18 jogos a equipa sofreu apenas 4 derrotas, sendo que em casa apenas consentiu uma derrota, ante o Póvoa, precisamente a única equipa que venceu o CPN duas vezes nesta 1.ª fase. Pergunto-lhe qual foi o segredo, ou a chave do êxito, do CPN para traçar este trajeto que levou a equipa à 2.ª fase?

PG: Não há segredos, mas sim muito trabalho. Tentámos aliar um melhoramento da nossa equipa a nível técnico-tático individual e coletivo com aquilo que é a preparação específica de cada jogo e adversário. Conhecíamos as dificuldades desta fase mas trabalhamos sempre para ganhar todos os jogos, não o conseguimos e de facto apenas uma equipa terminou esta fase sem pelo menos uma derrota frente à nossa equipa mas penso que o que interessa é a classificação final que foi alcançar o objetivo de estar agora na 2.ª fase.

AVE: Quando é que sentiu que a qualificação para a fase final dificilmente iria fugir à sua equipa? Houve algum momento da época em que sentiu isso?

PG: Sempre acreditei que iríamos conseguir, mas que teríamos sempre de trabalhar e lutar para o conseguir. Enquanto dependêssemos de nós mesmos seria difícil não nos qualificarmos, porque realmente queríamos muito. Contudo, sabemos perfeitamente que tínhamos capacidade para garantir a qualificação mais cedo e não apenas no último jogo.

AVE: Como caracteriza/define a sua equipa?

PG: Uma equipa jovem com bastante disponibilidade tanto fisicamente como para continuar a aprender e melhorar. Uma equipa diversificada, que torna a equipa completa devido às diferentes características e qualidades de cada atleta o que me dá variadas soluções. Uma equipa com qualidade e ainda bastante potencial. Uma equipa com carácter, ambição e unida, que se assim continuar poderá atingir o patamar que deseja.

AVE: O professor Paulo Gouveia está no seu primeiro ano à frente dos seniores do CPN, certo? Como está a ser esta experiência do ponto de vista pessoal e profissional?

PG: Certo, trabalhei desde sempre com a formação mas tendo sempre em vista a aquisição de mais conhecimento e competências para num futuro estar à frente de uma equipa sénior. O CPN deu-me este ano essa oportunidade e confiança e eu estou a tentar agarrá-la da melhor maneira dando o meu melhor. Está a ser sem dúvida uma experiência enriquecedora tanto a nível pessoal como a nível profissional pois trouxe-me diferentes desafios e problemas com os quais estou também a crescer.

AVE: Fazendo uma análise ao percurso da equipa na 1.ª fase, há algum aspeto que na sua opinião de técnico e conhecedor desta equipa ache que possa ser melhorado com vista a atingir o objetivo final que é a subida à 2.ª Divisão?

PG: Sim, sem dúvida que há e estamos cientes daquilo que ainda temos de melhorar para atingirmos o nível final que desejamos. Já temos vindo a trabalhar e melhorar muitos deles, mas iremos certamente continuar a trabalhar para os aperfeiçoar. Sabemos também que neste processo podem surgir novos problemas com o aumento da exigência e dificuldade, para o qual temos de estar preparados para trabalhar e rapidamente nos adaptar.

AVE: Por tradição o CPN é em todas as suas modalidades um clube que vive muito da sua formação. Que aposta na formação. O andebol não tem sido exceção e nesta equipa vemos muitos atletas oriundos dos escalões de formação. Podemos ver esta qualificação para a fase final também como um triunfo da formação cepeenista? O reconhecimento do trabalho que está a ser feito nos escalões de base?

PG: Sim temos vários atletas que fizeram toda a sua formação no CPN ou que iniciaram ou passaram por algum momento pela formação deste clube e que agora regressaram. Julgo que o maior triunfo da formação deste clube é muito mais do que esta qualificação dos seniores, é ver ano após ano cada vez mais atletas que passaram por esta formação a chegar ao escalão sénior e cada vez mais a melhor nível. Porém, neste grupo estão atletas que num passado recente colocaram o CPN no pódio ou nas grandes competições nos escalões de formação o que reflete a continuidade e qualidade do trabalho realizado na secção de Andebol. Considero que o trabalho feito nos escalões base tem de ser reconhecido e é reconhecido não só pelo respeito competitivo com que é encarado pelos adversários que defronta nas diversas competições, mas também pelo interesse de outros clubes de referência nos nossos atletas desde cedo. Eu mesmo faço questão de estar atento e de continuar a dar algum contributo à formação, tal como tento proporcionar e acho importante a ligação entre as equipas da formação com a equipa sénior.

AVE: Olhando agora para o futuro, e para a 2.ª fase que já foi sorteada, embora o campeonato tal como tantos outros (de outras modalidades) esteja suspenso devido à pandemia da Covid-19, como analisa os adversários que o CPN terá pela frente e o que espera desta 2.ª fase?

PG: Como disse aos meus atletas: “O difícil é estar entre os melhores, depois tudo pode acontecer!”. Sabemos que será uma fase bastante equilibrada e complicada com as melhores equipas da zona norte desta divisão, mas se aqui conseguimos chegar iremos lutar de igual forma com todos os adversários pelo objetivo comum de todos. Já tivemos oportunidade observar ao longo da fase anterior alguns destes adversários e outros através de vídeo, iremos agora fazer uma análise mais pormenorizada de cada um de forma a encontrar as melhores estratégias para nos levar ao sucesso. Sem dúvida que esta paragem imprevista, longa e sem grande previsão de quando terminará veio complicar todo o planeamento, trabalho e preparação desta fase, mas estamos dentro das possibilidades, iremos contornar da melhor maneira esta situação de forma a que quando o campeonato retomar (mesmo não sabendo em que contornos) estejamos com o mesmo foco e a melhor preparação possível.

AVE: Na sua opinião, quem são os principais candidatos à subida de divisão?

PG: Como disse anteriormente, todas as equipas apresentam qualidade para subir de divisão e como tal irá ser uma fase equilibrada onde todas lutarão pelo mesmo objetivo com argumentos. Neste momento seria imprudente e incorreto indicar alguma das equipas.

AVE: Inclui o CPN nesse leque? Ou por outras palavras, o CPN está na linha da frente para lutar pela subida?

PG: Claro que sim, iremos lutar pela subida.

AVE: Uma última palavra aos sócios e adeptos do clube, e também aos adeptos do andebol na nossa cidade: o que podem esperar dos seniores do CPN nesta 2.ª fase?

PG: Podem esperar uma equipa com vontade e atitude para conquistar o sonho de subir de divisão e dar essa alegria a todos os que nos acompanham, que isso para esta equipa significa jogar bom andebol e proporcionar um bom espetáculo da modalidade. Convidando desde já todos os sócios, adeptos e amantes da modalidade a encher os pavilhões para verem bom andebol, para vibrarem com isso, e neste caso para nos apoiarem e ajudarem a atingir as nossas ambições.

Por: Miguel Barros

 

 

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