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    Arquivo: Edição de 29-02-2020

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    GENTE DA NOSSA TERRA

    Alberto Ribeiro (1920-2002)

    Este ilustre ermesindense nasceu há cem anos, mais concretamente no dia 29 de fevereiro de 1920. Dizem que terá nascido na casa da foto abaixo, que fica na Rua Cinco de Outubro (muito próximo da rua com o seu nome), onde pelo menos há a certeza de ter vivido.

    Alberto Dias Ribeiro, de seu nome completo, era dono de uma excelente voz, que, desde muito novo, o catapultou como um autêntico ídolo, nas artes musicais e cénicas.

    ALBERTO RIBEIRO FOI UM ILUSTRE ERMESINDENSE QUE SE NOTABILIZOU NO PALCO, NO CINEMA E NA TELEVISÃO
    ALBERTO RIBEIRO FOI UM ILUSTRE ERMESINDENSE QUE SE NOTABILIZOU NO PALCO, NO CINEMA E NA TELEVISÃO
    Nasceu em Ermesinde, em casa de seus avós, no dia 29 de fevereiro de 1920.

    Artista de inegáveis recursos, especialmente vocais, notabilizou-se no teatro, cinema e televisão, gravando alguns discos de grande sucesso.

    Atuou nas maiores casas de espetáculo de Portugal e do mundo, esgotando lotações e colhendo do público fortes aplausos. Foi um cantor de sucesso e, só não foi mais longe porque chegou a recusar muitos convites. Entre as canções interpretadas por Alberto Ribeiro há algumas que se consagraram como grandes êxitos, nomeadamente, “Coimbra”, “Adeus Lisboa”, “Carta do Expedicionário”, “Soldados de Portugal”, “Marianita”, “Serenata dos Olhos Verdes”, “O Porto é Assim”,“Senhora da Nazaré”, “Marco do Correio”, “Última Carta”, o “Fado Hilário” e “Eu Já Não Sei”.

    Para ele foram feitas, especialmente, duas peças de Ópera, por um autor italiano, em que ele recusou tomar parte, pois não aceitou as propostas, considerando-as aberrantes.

    Foi ator, cantor e cabeça de cartaz em muitos espetáculos. Entrou em vários filmes e atuou em muitas peças teatrais, especialmente em revista.

    Um dos filmes em que ganhou grande popularidade foi o “Capas Negras” (1947), tendo contracenado com Amália Rodrigues. Outras películas em que participou foram: “Um Homem do Ribatejo” (1946), “Ladrão de Luva Branca” (1946), “Cantiga da Rua” (1950), “Rosa de Alfama” (1953), “O Homem do Dia” (1958), “Canção da Saudade” e “Manhã Submersa” (1980). Alberto Ribeiro foi, com António Vilar, um dos maiores galãs do cinema português do seu tempo.

    Depois de deixar os palcos partiu para o Brasil, onde terá vivido praticamente toda a década de 1950. Aí ter-se-á dedicado sobretudo à atividade comercial, no ramo imobiliário o que lhe retirou tempo para continuar a dedicar-se ao labor artístico. O seu regresso definitivo a Portugal terá ocorrido já na década seguinte.

    O regresso de Alberto Ribeiro à Europa é acompanhado de grande sucesso. Para além de ter atuado em diversos palcos de Portugal fez várias digressões por vários países europeus, regressando a Portugal, precisamente quando se iniciavam as filmagens do filme «Canção da Saudade», de acentuadas características musicais, onde toma parte como o mais representativo cantor. Essa película é uma coprodução com Espanha, tendo Alberto Ribeiro interpretado o «Fado Hilário», e na versão espanhola aparece a cantar o fado «Coimbra».

    Alberto Ribeiro tinha casa em Lisboa, cidade onde também vivia uma sua irmã.

    CASA QUE AINDA HOJE EXISTE NA RUA CINCO DE OUTUBRO, ONDE ALBERTO RIBEIRO TERÁ NASCIDO EM 29 DE FEVEREIRO DE 1920
    CASA QUE AINDA HOJE EXISTE NA RUA CINCO DE OUTUBRO, ONDE ALBERTO RIBEIRO TERÁ NASCIDO EM 29 DE FEVEREIRO DE 1920
    Teve sempre familiares a viver em Ermesinde, mas por se ter incompatibilizado com um deles, deixou de cá vir. No entanto, quando na capital se encontrava com algum amigo de infância, conversava longo tempo com ele e, com curiosidade, sempre queria saber pormenores da sua terra natal, recordando os bons momentos que nela viveu.

    Apesar de ter percorrido praticamente o Mundo inteiro, e ter conhecido regiões encantadoras, tinha orgulho em afirmar «não haver terra tão linda como Ermesinde». Uma das ruas novas da nossa cidade, precisamente aquela que sai da rotunda próxima da casa onde terá nascido e vivido, em direção à Rua da Aldeia dos Lavradores, tem o seu nome.

    Longe da ribalta e do público que teve sempre por ele uma enorme admiração, Alberto Dias Ribeiro viria a morrer no Porto, em maio de 2002, com 82 anos.

     

     

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