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Edição de 30-11-2019
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


PRIMEIRA SESSÃO DO PROJETO REALIZOU-SE NO DIA MUNDIAL DO CUIDADOR

Serviço de Apoio Domiciliário do CSE desenvolve projeto que visa apoiar quem cuida (de pessoas idosas ou adultos dependentes)

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Os cuidadores informais assumem-se como “figuras” cada vez mais importantes numa sociedade onde a melhoria das condições sanitárias e do acesso a bens e serviços e os avanços na área da saúde, têm possibilitado que cada vez mais pessoas consigam viver por um período mais prolongado, mesmo possuindo algum tipo de incapacidade. Desta forma, o número de pessoas dependentes tem vindo a aumentar e a necessidade da presença do cuidador nos lares tem sido mais frequente, perspetivando-se que no futuro próximo se verifique um crescimento significativo de dependentes e, ao nível das políticas sociais e de saúde, uma crescente co-responsabilização da família na prestação dos cuidados.

Contudo, e de acordo com diversos estudos já publicados, pelo desgaste físico e psicológico a que estão sujeitos face a esta sua função ou papel social, os cuidadores constituem um grupo de risco, ficando assim expostos a problemas/doenças tanto do foro psicológico como do foro físico, as quais poderão interferir não só na sua vida pessoal como na relação que exercem com aqueles que deles dependem.

Consciente e conhecedor desta realidade atual, o Centro Social de Ermesinde (CSE) através da sua valência Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) lançou “mãos à obra” e criou o projeto “Apoiar quem Cuida”.

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EM QUE CONSISTE O PROJETO...

O projeto consiste em reunir num mesmo espaço os cuidadores informais do nosso concelho com o objetivo geral de melhorar a qualidade de vida destes cuidadores: proporcionar-lhes momentos de pausa e de descontração, dado que muitas vezes estes cuidadores não têm tempo para eles; bem como promover a partilha de conhecimentos e experiências entre eles, já que a experiência e conhecimentos de uns pode ajudar outros cuidadores a lidar com determinadas situações no âmbito deste papel que desempenham. O momento alto destes encontros é “A Hora do Chá”, segundo nos foi dito pela equipa técnica do SAD do CSE na explicação de um projeto que ainda dá os primeiros passos.

Este projeto destina-se a cuidadores informais que tenham a seu cargo, digamos assim, pessoas idosas ou adultos dependentes, que é no fundo a franja da população com a qual o SAD trabalha.

Os mentores do projeto pretendem materializar os objetivos atrás mencionados através da realização de pelo menos três encontros anuais, abertos a toda a comunidade do concelho de Valongo, e que visam promover a melhoria do bem-estar e a capacitação dos cuidadores sobre temáticas variadas. Para além destas três sessões anuais de âmbito alargado, o projeto prevê ainda a realização de outras tantas sessões restritas, isto é, sessões onde poderão inscrever-se grupos compostos por um máximo de 15 pessoas, em que haverá um apoio, formação e esclarecimento muito mais pormenorizado e individualizado. Nestas sessões mais restritas, os participantes para além de partilharem experiências individuais, de colocarem as suas dúvidas e de receberam aconselhamento/formação, poderão usufruir de momentos de relaxamento/descontração.

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ESTATUTO DO CUIDADOR INFORMAL MARCOU O PRIMEIRO ENCONTRO

E o primeiro encontro de âmbito mais alargado do recém criado projeto “Apoiar quem Cuida” aconteceu no passado dia 5 de novembro, no salão nobre do CSE, data em que se assinala o Dia Mundial do Cuidador. Presentes neste primeiro encontro estiveram não só diversos cuidadores informais, as colaboradoras do SAD - elas que também desempenham o papel de cuidadoras -, técnicos de ação social oriundos de várias instituições do concelho de Valongo. O primeiro encontro que teve como tema principal o Estatuto do Cuidador Informal, uma lei aprovada em setembro último no Parlamento e que regula os direitos e os deveres do cuidador e da pessoa cuidada ao mesmo tempo que estabelece as respetivas medidas de apoio. Os contornos legais deste recém criado estatuto seriam detalhadamente explicados pelo presidente da Direção do CSE, Henrique Rodrigues, também ele presente neste encontro. O dirigente falou ainda da importância que as instituições particulares de solidariedade social dão aos cuidadores informais, dando ainda uma perspetiva daquilo que poderá vir a ser - em termos de benefícios/apoios - o estatuto do cuidador informal, uma lei que na, sua voz, ainda é muito vaga e que ainda vai ter de ser operacionalizada.

Albertina Alves, Diretora Técnica do SAD do CSE, também usaria da palavra neste primeiro encontro, para explicar em que consiste o projeto “Apoiar quem Cuida “, e que este iria ser um projeto a ser desenvolvido à medida daquilo que os intervenientes quisessem, ou seja, se futuramente entenderem que deverão ser realizados mais encontros anuais do que os três já planeados a organização assim fará, caso entendam que não têm tempo disponível para participar em mais encontros ou que não valerá a pena realizar três encontros, essa mesma organização pode recalendarizar e/ou diminuir estas atividades. De acordo com a equipa técnica, criadora do projeto, é igualmente pretendido com estes encontros que as pessoas (cuidadores informais) sejam ouvidas no sentido de se perceber quais são as suas necessidades e os seus interesses, que temas gostariam de abordar, mas de igual modo criar sinergias entre todos e a partir daí prestar o apoio atrás falado aos cuidadores e dar-lhes informação/formação que seja relevante para o desempenho do seu papel.

«O que estamos a tentar com este projeto é também ver que respostas existem para os cuidadores e informá-los sobre isso. O nosso objetivo, no fundo, é ajudá-los a lidar com as situações que enfrentam neste seu papel».

A intervenção seguinte do painel de oradores pertenceu a Susana Bilber, técnica da Associação Ermesinde Cidade Aberta, que falou do projeto Care4dem, um grupo de suporte on-line criado para cuidadores informais e que também irá ser parceiro da SAD do CSE neste seu projeto.

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Por: MB

 

 

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