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Edição de 28-02-2019
Jornal Online

SECÇÃO: Cultura


Festival de Teatro organizado pelo grupo “Os Casquinhas” revelou-se um sucesso

Foto ARMINDO FERREIRA
Foto ARMINDO FERREIRA
O grupo de teatro Os Casquinhas, da Associação Académica e Cultural de Ermesinde (AACE), comemorou no dia 10 de fevereiro, o seu terceiro aniversário levando à cena o seu 2.º Festival de Teatro. O evento decorreu no Fórum Cultural de Ermesinde.

Teatro, foi pois a palavra de ordem que definiu o segundo festival d’ “Os Casquinhas”, que mais uma vez, trouxeram à casa da cultura da nossa Cidade a celebração da arte de representar.

A festa teve ainda um convidado especial - o qual desempenhou o papel de apresentador -, o ator Rui Santos, conhecido do grande público pelos seus trabalhos em televisão, em séries como o Inspetor Max, ou as telenovelas Laços de Sangue e A Teia, na TVI.

O festival contou com várias participações, entre as quais: o grupo da casa, com a representação de uma peça focada nas condições sanitárias e de higienização, e nas consequências que estas podem provocar nas crianças.

Depois, foi a vez do grupo a “Origem” entrar em cena, onde apresentaram uma peça em que quatro jovens eram protagonistas e estavam fechados numa sala e tinham que encontrar uma solução rápida para sair. A história começa a desenvolver-se e rapidamente o espetador foi transportado para o universo desses personagens que revelaram as suas mágoas e tristezas. Temas como: abandono, violação, pressão dos pais e religião foram abordados de forma crua.

A seguir, foi a vez do grupo “Live” entrar em palco com uma peça de um grupo de jovens que estavam inseridos num projeto piloto social. A representação é uma forte crítica à futilidade, ignorância e arrogância do universo juvenil.

O grupo seguinte, o “Sabor a Teatro”, interpretou um pequeno trecho da peça “Despertar da Primavera” do Frank Wedekind. A cena interpretada diz respeito ao diário de Melchior que continha conteúdo sexual.

Por último, a “Linha 5”, que trouxe a Ermesinde uma peça sobre uma menina autista, em que toda a dinâmica gira à volta de interpretação não-verbal, sendo apenas ouvida a voz do narrador. Esta representação, expressa uma realidade muito próxima do nosso quotidiano, ao expor as dificuldades dos autistas perante a sociedade, e como esta, por vezes, pode ser cruel. No entanto, a temática principal focava-se no poder do abraço, e como este pode mudar o dia de uma pessoa e torná-lo especial.

O Festival dos “Casquinhas” para além de ser uma comemoração do aniversário da valência da AACE é também uma forma de dar a conhecer ao público o trabalho de outros grupos de teatro, e segundo o coordenador Gabriel Pinto este evento «superou as expetativas e é para continuar». Já Soraia Larassou, encenadora e mentora do projeto, invoca que o Festival também tem como função «trazer grupos de outros lugares de Portugal e mostrar quem eles são e no que pensam em relação à religião e política».

“Os Casquinhas” são atualmente constituídos por 13 elementos, com idades entre os 10 e 19 anos, e quem quiser fazer parte, poderá contatar o coordenador Gabriel Pinto ou dirigir-se à sede da Associação Académica e Cultural de Ermesinde.

Para o futuro, os “Casquinhas” irão atuar em Gondomar em março, sendo que em julho voltarão ao Fórum Cultural da nossa cidade com a peça de final de ano. Futuramente, e segundo os responsáveis do grupo, “Os Casquinhas” «esperam conseguir viajar para outros lugares de Portugal de modo a dar a conhecer um bocadinho daquilo o que são».

Por: DIOGO MOREIRA

 

 

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