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Edição de 30-04-2019
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    Arquivo: Edição de 28-02-2019

    SECÇÃO: Local


    Visita à Rota do Românico por terras de Ferreira, Lousada e Travanca

    Fotos USE
    Fotos USE
    Quer aquando da visita à Igreja de S. Lourenço (vulgarmente apelidada dos Grilos), com a palestra “A presença Jesuítica na Rota do Românico”, quer aquando da aula proferida na disciplina de História da USE, o Dr. José Augusto Costa deu mostras de grande competência profissional, assinalável capacidade de comunicação e de um contagiante sentido de humor. Estes predicados foram, de novo, confirmados por alunos e professores da USE que tiveram oportunidade de participar nesta pequena (2 monumentos em 58) visita à Rota do Românico, realizada no passado dia 16.

    Ainda o autocarro percorria os primeiros metros já o companheiro de viagem (que não simpatiza muito com o termo “guia”) pegava no microfone e dava início à passagem de informação. Desta vez, nem o professor Manuel Dias teve oportunidade de expor as suas tão apreciadas “Efemérides”. Enquanto se percorria o concelho, de Ermesinde até Sobrado, passando por Valongo e Campo, foi um fartote de datas, de festas, romarias, tradições, de capelas e igrejas, de oragos e padroeiros e tudo quanto de importante se ia encontrando pelo caminho.

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    Foi no Mosteiro de São Pedro de Ferreira, junto à nascente do rio Ferreira, que se fez a primeira paragem. Data do séc. X a primeira referência a este local. O templo atualmente existente, começa a ser edificado em 1182, havendo vestígios de uma primeira igreja românica, anteriormente construída.Este monumento constitui um caso único no românico português, ao ser precedido por um nártex cercado por um muro, um campanário de dois vãos e cimalha de duas águas. Constantemente a chamar a atenção para pormenores que escapam aos olhares mesmo dos mais atentos, quer seja a vieira “escondida” numa base (que faz supor que por aqui passavam os peregrinos de Santiago), quer seja os entrelaçados, quase rendilhados de alguns capiteis, passando pela sequência geométrica (cilíndrica, quadrada, hexagonal) dos fustes, o Dr. José Augusto referiu ainda a importância da dupla Salazar/António Ferro que, na década de 30 do século passado procedeu à recuperação deste património em decadência.

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    A paragem seguinte foi em Lousada, no Centro de Interpretação do Românico que abriu ao público em setembro de 2018. Este espaço é repartido por seis salas temáticas, onde, de um modo interativo, é possível satisfazer muitas dúvidas e usufruir de um manancial de experiências ligadas ao românico. Na primeira, “Território e Formação de Portugal”, uma mesa com a área da Rota em alto relevo, permite localizar o ponto exato do monumento procurado. A segunda, com o tema “Sociedade Medieval”, três “cones” pendentes do teto, projetam cenas da vida quotidiana das três ordens sociais, Clero, Nobreza e Povo. Na seguinte, “O Românico”, uma enorme mesa interativa, permite que vários visitantes, em simultâneo, possam colher todo o tipo de informação sobre os locais e monumento. Na quarta, designada “Os Construtores”, um “estaleiro”, dá a conhecer as diversas fases e técnicas de construção, então usadas. “Simbolismo e Cor”, é a proposta para a quinta sala: aqui fica-se a conhecer os métodos utilizados na execução dos frescos. Há possibilidade de levar a experiência mais além, pondo a “mão na massa”, mas terá que ser por marcação. A sexta sala, “Os Monumentos ao longo dos tempos”, com a exposição de algumas peças recolhidas em intervenções efetuadas,concluiu o percurso, que não as conversas e a partilha de emoções.

    (...)

    Por: Alfredo Silva

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