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Edição de 30-04-2019
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    Arquivo: Edição de 28-02-2019

    SECÇÃO: Local


    Rotary de Ermesinde homenageia Carlos Faria

    Foto RCE
    Foto RCE
    Durante a 33.ª reunião do ano rotário do Rotary Club de Ermesinde, sob a presidência de Carlos Mourão, que teve lugar no passado dia 18 de fevereiro, nas instalações do Centro Social de Ermesinde, foi homenageado, como profissional do ano, o Prof. Carlos Faria, um nome grande do associativismo e da cultura na cidade de Ermesinde, que também já desempenhou as funções de Diretor deste periódico.

    Para além da família rotária, estiveram presentes os autarcas das duas cidades, onde o Rotary Club de Ermesinde (RCE) tem maior número de companheiros, a saber Ermesinde e Alfena. Da Junta de Freguesia de Ermesinde esteve o Presidente do seu Executivo, João Morgado e do Executivo de Alfena, o Secretário, António Sérgio Pinto. O Presidente da Câmara Municipal de Valongo também se fez representar pelo Vereador Paulo Ferreira. Presentes estiveram ainda representantes da Ágorarte/Universidade Sénior de Ermesinde (4 elementos da Direção e vários alunos), da Direção da Associação Académica e Cultural de Ermesinde, António Carvalho; da Casa do Povo, Sónia Silva; do Centro Social de Ermesinde, Tavares Queijo; da Polícia de Ermesinde, Comissário Ochoa;e de “A Voz de Ermesinde”, Manuel Dias.

    Depois da cerimónia inicial de saudação das bandeiras, o presidente do RCE, Carlos Mourão, deu as boas vindas aos presentes e referiu-se a esta tradição rotária de homenagear os melhores profissionais, justificando a escolha do Prof. Carlos Faria, pelas suas qualidades, ele que também foi desta família rotária, tendo mesmo presidido ao RCE, no ano 2009/2010.

    O Homenageado foi apresentado, de forma mais pormenorizada, por José Puig que se referiu a alguns pormenores do seu extenso e importante currículo (ver caixa, onde se destacam alguns aspetos da sua relevante carreira), desde estudante a professor, passando pela vida militar e pelo desempenho de alguns cargos políticos.

    Usou da palavra, a seguir, o próprio Prof. Carlos Faria que de forma bastante sentida agradeceu o simpático gesto do RCE, declarando estar a ter, naquele preciso momento, «sentimentos, que são intraduzíveis por palavras, de gratidão pela distinção que me conferiram e que eu, com humildade, aceito» - disse. Recordou a máxima rotária “dar de si, sem pensar em si” ao mesmo tempo que afirmou comungar dos mesmos princípios que caracterizam a família rotária: “solidariedade, paz, justiça e prestação de bons serviços à comunidade”. Foi com a voz embargada pela emoção que agradeceu a companhia da esposa (casados há seis décadas), das filhas e dos netos, que fizeram questão de acompanhar o avô nesta distinção pública.

    Usaram da palavra também os autarcas presentes. O Secretário da Junta de Alfena que se congratulou com o gesto do RCE, perante uma pessoa que tem dado muito de si à comunidade. João Morgado, presidente da Junta de Ermesinde, que conhece bem o Prof. Carlos Faria, chamou-lhe “cidadão de Portugal, sobretudo cidadão do Norte” e entregou-lhe o “Troféu da Cidade”. O Vereador Paulo Ferreira, em representação do Presidente da Câmara, que não pôde estar presente, e que assistiu pela primeira vez a um evento do RCE, elogiou os responsáveis pela iniciativa pois o homenageado é alguém que muito fez ao longo da vida e que bem merece a louvor com que é distinguido.

    Intervieram, a seguir, de uma forma mais intimista, pessoas que têm uma maior proximidade com o Prof. Carlos Faria: Manuel Dias e Alexandra Faria. O 1.º, conhece o homenageado há algumas dezenas de anos, e, por isso, pôs em destaque as suas qualidades, a inteligência e o empenho com que se envolve em tudo o que faz, dizendo que ainda muito há a esperar de si. Esteve com ele nos corpos gerentes do Centro Cultural Alberto Taborda, cruzaram-se na colaboração do jornal “A Voz de Ermesinde” e são companheiros de Direção na Ágorarte/USE.

    A 2.ª é filha do Prof. Carlos Faria e, na primeira pessoa, fez o retrato do pai como alguém que esteve sempre muito à frente, capaz de tratar as filhas com grande carinho e amor, estivessem sãs ou doentes, substituindo a mãe quando era necessário, afirmando mesmo que se pudesse escolher o pai, a sua predileção não poderia nunca recair noutra pessoa. O mesmo elogio fez à mãe.

    A sessão terminou com uma grande e merecida ovação ao profissional do ano, Professor Carlos Faria.

    ALGUNS DADOS BIOGRÁFICOS DE CARLOS FARIA

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    Carlos José Saraiva Faria, de seu nome completo, nasceu no dia 27 de agosto de 1934, na Figueira da Foz.

    Cursou o Magistério Primário, na Escola do Magistério Primário da Guarda, que concluiu em agosto de 1954. Mais tarde cursaria Letras na Universidade do Porto, com frequência do 3º ano, do Curso de História.

    Entre 1 de abril de 1955 e 23 de fevereiro de 1957 prestou o serviço militar obrigatório.

    Foi professor efetivo da Escola Masculina de Loivos da Ribeira (Baião), da Escola da Igreja (em Alfena) e na Escola da Gandra (Ermesinde).

    Desde finais da década de 1960 até à década de 1980 esteve ligado à Telescola, tendo desempenhado diversos cargos, nomeadamente, Encarregado do Posto e Professor-Monitor, Professor Assistente, Coordenador do Curso de Formação de Monitores, Orientador Pedagógico, Coordenador de Zona, funções específicas das áreas inspetivas, administrativas e pedagógicas dos Postos de Receção do CPTV, nos distritos de Porto, Bragança e Vila Real e Coordenador do setor administrativo da Telescola em Vila Nova de Gaia.

    Em termos políticos, foi Vereador da Câmara Municipal de Baião, e, depois do “25 de Abril”, esteve ligado ao Partido Socialista, desempenhando, entre outros, os cargos de deputado e de Presidente da Assembleia Municipal de Baião. Cumpriu, também, funções de assessoria, no Governo Civil do Porto, no tempo em que foi Governador Civil, o Dr. Mário Cal Brandão.

    No que respeita ao jornalismo foi Diretor do jornal “A Voz de Ermesinde” (1998-2003), tendo sido também secretário da Direção da UNIR (União Portuguesa da Imprensa Regional).

    Já quanto ao associativismo, foi secretário da Direção da Obra do Bem-Estar Rural de Baião, presidente da Assembleia Geral do Centro Cultural Alberto Taborda (CECAT) e fundador e dirigente da Ágorarte/USE, onde ainda é Presidente da Direção.

    Por: Manuel Augusto Dias

     

     

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