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Edição de 30-09-2019
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    Arquivo: Edição de 20-11-2017

    SECÇÃO: Saúde


    Cancro do testículo é o mais frequente entre os homens entre 15 e 34 anos e não permite detetar sintomas

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    O cancro do testículo é muito frequente nos homens entre os 15 e os 34 anos, representando cerca de 2% de todos os tipos de cancro que afetam o sexo masculino. Este tipo de cancro tem uma elevada taxa de sucesso, mais de 95% dos casos são curáveis após o tratamento.

    O tumor do testículo é causado por células que se dividem descontroladamente e que podem migrar para outras zonas do corpo através da corrente sanguínea ou pela linfa. Numa fase inicial, o cancro encontra-se limitado ao testículo, mais tarde, pode estender-se para os gânglios linfáticos no abdómen, posteriormente, para o tórax e, numa última fase, poderá estender-se para outros órgãos.

    As causas do cancro testículo permanecem desconhecidas, mas os homens com maior risco de desenvolver este tipo de cancro são os que nascem com criptorquidia – o testículo permanece no abdómen em vez de descer para o escroto – anomalias no pénis ou nos rins. O tratamento da criptorquia até aos 4 anos de idade é fundamental para prevenir um futuro tumor. A hereditariedade é outro dos principais fatores de risco.

    Os primeiros sintomas de cancro no testículo passam pelo surgimento de um nódulo ou uma inflamação no testículo – normalmente só detetado quando atinge 1cm e já está em desenvolvimento. Dor e incómodo no escroto e sensação de peso na bolsa escrotal é outro sintoma típico, associado a uma dor no abdómen inferior ou na virilha. Os tumores do testículo metastizados podem originar dores ósseas, sensação de falta de ar (dispneia), dores torácicas, e tosse.

    A prevenção passa por realizar um autoexame de palpação testicular e consultar o médico sempre que se verificar um destes sintomas. O exame testicular deve ser feito envolvendo o escroto com as mãos, de modo a deixar o polegar e alguns dedos livres para conseguir tocar nas várias zonas dos testículos. É importante examinar os dois testículos de forma semelhante, para detetar possíveis diferenças.

    Não existe nenhum exame de deteção específico para este tipo de cancro, mas o recurso a métodos de diagnóstico complementares, como a exploração física, a transiluminação ou as ecografias permitem uma deteção precoce. O tratamento do cancro do testículo passa pela cirurgia de remoção do órgão sendo, por vezes, o único tratamento para praticamente todos os tipos e estádios do tumor. A cirurgia é feita através de uma incisão na virilha (região inguinal) e da remoção do testículo e do cordão espermático. Poderá também ser colocada uma prótese testicular. O tratamento pode ser também combinado com radioterapia e quimioterapia.

    O cancro do testículo foi um dos temas que esteve em debate no Congresso da Associação Portuguesa de Urologia, entre os passados dias 10 e 13 de outubro, no Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura. Para mais informações consulte: www.apurologia.pt

    Por: Tomé Lopes (*)

    (*) Presidente da Associação Portuguesa de Urologia

     

     

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