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Edição de 31-01-2020
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    Arquivo: Edição de 31-01-2017

    SECÇÃO: Crónicas


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    A doçura das palavras

    Quanto mais passam os anos, mais vamos envelhecendo, e a olhos vistos! Ou melhor, com os olhos, mesmo sem óculos: é obrigatório observar. As atividades vivas vão-se deteriorando, ou seja: andamos menos, menor equilíbrio nos passeios. São da 4ª idade, pois os da 3ª quase todos os adultos têm! Ou vão chegando!...

    Amigos de 80 ou 90 são muitos e ligeiros. Fazem as suas caminhadas e tomam chá ou café (!) Morrer aos 70 anos deixam muitos lamentos pelos convívios.

    - Aquele moço, que estudou na Praça dos Leões já se apagou? Vamos pensando nos passeios ao estádio do Lima para ver o futebol. Foi na semana passada?!... A Areosa era logo ali! Víamos os elétricos de Ermesinde sempre cheios e muitos embrulhos.

    Nas idas, agora, ao centro de saúde, cuidando do bom estado físico e mental, onde os trabalhadores são amáveis, ouvimos um médico otorrino dizer:

    - Não nos lembramos que, depois dos dezoitos feitos, passamos a envelhecer!... Os ouvidos passam a órgãos usados; a limpeza interna dos canais auditivos devia ser obrigatória. E mais foi dizendo, enquanto recolhia os dados de diagnóstico.

    Calei, mas não quero ser recauchutado! Antes continuar a ouvir mal o que devia ouvir bem, no tempo de se ir para o Além...

    Somos crianças de pele, e não só, encarquilhada, nos caminhos de Jó para Jales, no momento oportuno. O dinamismo tem os seus custos e aprendizagem nas universidades... dos seniores. Diria antes, Universidades... " de suas alturas"!

    " As leituras passam a ser prioritárias", proferia o Dr. Camilo.

    " Agora, após a aposentação, leio o jornal de ponta a ponta e até o obituário; e vou à Foz cortar o cabelo!"

    O encanto das leituras sempre me fascinou.

    Sou um quase analfabeto musical, mas as notas e pautas esfregam os olhos, e algumas são retidas. Mas, com as letras, é uma batalha, todas querem um cantinho da memória, e lutam, lutam... Para se registar como o nome próprio batata ao cifrão até o bailar da blusa de crepe da Alzirinha, na Sr.ª da Saúde, ganho paciência e boa disposição. A palavra olá é linda, mas partilhar é bela e cheia. O linguajar das crianças são segredos...

    E as cantigas ao desafio?!

    Fazem a alma pular de contente...

    Por: Gil Monteiro

     

     

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