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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 12-02-2014

    SECÇÃO: Desporto


    ENTREVISTA

    Agostinho Pinto fala na primeira pessoa dos títulos conquistados e... dos que ainda faltam conquistar

    É por demais sabido que o notável trabalho que tem sido realizado ao longo das últimas décadas na Secção de Basquetebol do CPN tem a assinatura de Agostinho Pinto, o mentor da filosofia vencedora, por assim dizer, que vem sendo patenteada pelo clube e que se tem traduzido não só na obtenção de cada vez mais títulos distritais e nacionais, mas sobretudo na formação de atletas de reconhecida qualidade que figuram sistematicamente nas convocatórias das seleções distritais e nacionais. O início do ano trouxe mais dois troféus de campeão distrital – primeiro de juniores e agora de cadetes – para as cada vez mais recheadas vitrinas do CPN, o que para muitos já não é grande novidade, atendendo ao facto de nas últimas épocas este ser um cenário habitual. Numa curta troca de palavras com o nosso jornal Agostinho Pinto comentou não só os “detalhes” destes dois títulos, como deixou claro que estas não serão as duas únicas festas desportivas – o mesmo é dizer, que surgem na sequência de conquistas – que o clube tem em mente levar a cabo na atual temporada.

    Foto CPN/BASQUETEBOL
    Foto CPN/BASQUETEBOL
    A Voz de Ermesinde (AVE): Dois títulos distritais alcançados no espaço de uma semana (em finais de janeiro o de juniores, e agora o de cadetes), um cenário que olhando para os anos mais recentes da história do basquetebol do CPN é encarado com uma certa normalidade, digamos assim, sendo que para aqueles que acompanham por fora a vida da secção, estes títulos distritais são conquistados com certa facilidade...

    Agostinho Pinto (AP): Não é bem assim. Em juniores, por exemplo, tínhamos consciência de que íamos disputar uma fase final equilibrada, e que poderíamos repetir o título conquistado noutros anos. Sabíamos de antemão que ia ser uma fase final difícil, não só porque as outras três equipas (Coimbrões, Núcleo Cultural e Recreativo de Valongo e Académico do Porto) se haviam reforçado bastante mas também porque uma das nossas melhores jogadoras, a Sofia Moniz, atleta internacional, foi para Inglaterra estudar, e como tal não deu o seu contributo à equipa. Recordando essa fase final, apesar de contra o Valongo termos ganho com facilidade, ante o Coimbrões fomos forçados a ir a um prolongamento, enquanto que com o Académico do Porto disputamos um jogo muito equilibrado. Foi um título bastante difícil de conquistar, na verdade. Não posso deixar de recordar que esta equipa venceu o primeiro desta série de três títulos distritais de juniores femininos consecutivos ainda com idade de cadetes (!), o que na altura foi um feito notável. E mesmo a maioria das atletas ainda agora tem idade para jogar mais dois anos no escalão de juniores. Um sublinhado (elogio) também para o treinador desta equipa, o Francisco Costa, que foi meu adjunto ao longo dos quatro últimos anos, sendo que eu no final da primeira volta do Campeonato Distrital resolvi passar-lhe o testemunho não só da equipa de juniores como também da de seniores, cujos plantéis praticamente são os mesmos. Isto porque eu já acumulava o cargo de treinador das equipas de cadetes e iniciadas, e assim sendo, decidi colocá-lo como treinador das juniores e das seniores, embora, como é óbvio, eu continue a ser o coordenador de todos os escalões.

    AVE: À festa de juniores seguiu-se a de cadetes...

    AP: Essa conquista (do título distrital de cadetes) era mais esperada do que a de juniores, atendendo ao domínio que exercemos na fase regular do campeonato, em que vencemos todos os jogos por vantagens largas e confortáveis.

    AVE: Vencer o título nesta categoria não foi portanto grande novidade?

    AP: Sim, sem dúvida, embora, e como sempre o fazemos, entrarmos nos jogos (da fase final) sempre com respeito pelo adversário e com a humildade que nos caracteriza...

    AVE: … Ingredientes fundamentais para o sucesso de qualquer equipa?

    AP: O grande segredo é trabalharmos sempre muito e bem. Ao mesmo tempo em que tentamos ser humildes, responsáveis e sérios. E claro, temos uma secção muito unida, que também é bastante importante.

    AVE: À semelhança de outras recentes temporadas, vencer títulos é, como já referimos no início, um ato normal na vida do CPN. Não será pois mentira se dissermos que o clube está por esta altura muito à frente da esmagadora maioria dos seus congéneres regionais em matéria de trabalho e da colheita de frutos desse mesmo trabalho, por assim dizer.

    AP: Sim, é verdade. Os resultados têm falado por si, além de que as nossas atletas têm sido por diversas ocasiões chamadas às seleções distritais e nacionais. Nos últimos três anos em nove campeonatos distritais vencemos sete (!), e nos que não ganhámos fomos vice-campeões. Um desses títulos que nos escapou foi o de iniciados na presente temporada, onde apresentámos uma equipa de primeiro ano, que mesmo assim está a fazer um bom trabalho no Campeonato Nacional, com fortes probabilidades de passar à fase seguinte. Não tenho dúvidas de que a atual equipa de iniciadas vai ser muito forte no próximo ano.

    AVE: Por falar em campeonatos nacionais, esta é a etapa seguinte para os escalões de formação do CPN. O que podem esperar os sócios e adeptos do clube destas equipas nas novas etapas desportivas?

    AP: Bem, em juniores o objetivo passa agora por estar presente na fase final. Neste momento estamos na primeira fase do Campeonato Nacional, onde entrámos com o pé direito na sequência de uma vitória diante do Coimbrões. Chegados à fase final, como ambicionamos, tudo o que vier é bem vindo, não podendo esquecer que as equipas do sul são muito fortes. Em cadetes a meta é praticamente a mesma, ou seja, chegar à fase final, mas aqui com um objetivo diferente...

    AVE: … Serem campeões nacionais?

    AP: Sim, estamos neste momento ao nível das melhores equipas nacionais e, como tal, podemos ganhar o título. Em iniciados, como já disse, não descuramos a hipótese de passar à fase final do Campeonato Nacional, o que a concretizar-se seria a quinta vez consecutiva, algo que nenhum outro clube em Portugal logrou alcançar até hoje.

    AVE: Não poderia terminar esta pequena conversa sem olhar para o escalão sénior, que esta época regressou ao ativo, e que pelo que vimos na primeira fase do Campeonato Nacional da 2ª Divisão tem tudo para terminar a temporada em grande.

    AP: Como já disse antes, a maioria da equipa sénior é composta por atletas que pertencem ao grupo de juniores. E se me fala em termos de objetivos tenho de dizer que o grande objetivo é ir à fase final do Campeonato, onde todos os cenários podem acontecer...

    AVE: … Voltarem a ser campeãs nacionais, como aconteceu já num passado recente?

    AP: Sim, e desde logo garantir a subida à 1ª Divisão Nacional, uma vez que sobem a este escalão os dois primeiros classificados da fase final. Temos equipa para lá chegarmos, por isso vamos ver o que acontece.

    Por: Miguel Barros

     

     

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