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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 10-01-2013

    SECÇÃO: Destaque


    Tomada de posse dos órgãos dirigentes do Centro Social de Ermesinde

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    Decorreu ontem, dia 9 de janeiro, no Salão Nobre do Centro Social de Ermesinde (CSE), o ato da tomada de posse dos novos corpos sociais da instituição, eleitos no passado dia 2 de janeiro para o triénio 2013-2015, em lista única encabeçada (para a Direção) por Henrique Queirós Rodrigues.

    À cerimónia estiveram presentes, entre outros, o presidente da Câmara de Valongo – João Paulo Baltazar, a vereadora com a pasta da Ação Social – Maria Trindade Vale, o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde – Luís Ramalho, o presidente da Direção da UDIPSS-Porto (União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Porto) – P. e José Lopes Baptista, o diretor do Centro de Emprego de Valongo – Manuel Henriques, a atual presidente do Rotary Club de Ermesinde, Maria Augusta Moura, e o presidente da Casa do Povo de Ermesinde, António Vasques.

    A Direção e demais corpos sociais do CSE agora eleitos estão em linha de continuidade com os órgãos sociais eleitos no mandato anterior. Na Mesa da Assembleia Geral apenas se verificou a substituição de Raul Santos por José Manuel Ribeiro (que transita do Conselho Fiscal) na vice-presidência do órgão, que continua a ser presidido por José Maria Ferreira dos Santos, que nessa sua qualidade, deu posse aos novos eleitos. Mantém-se ainda no órgão Manuel André Vilaça.

    Para o Conselho Fiscal, de que Artur Carneiro conserva a presidência, entrou Fátima Pinto – como relatora –, que regressa assim aos órgãos sociais desta IPSS. Joaquim Fernandes da Silva é agora secretário.

    Da Direção saíram Maria Alice Mendes e Amândio Pinto, entrando agora os vogais Ana Paula Silva e Casimiro Gonçalves, que são outros regressos aos órgãos sociais.

    Além da presidência de Henrique Queirós Rodrigues e das vice-presidências de Abílio Vilas Boas e Tavares Queijo, mantêm-se nesta Direção o tesoureiro Pedro Carvalho e a secretária Alcina Meireles, além dos vogais Joaquina Patrício e Adelino Soares.

    INTERVENÇÃO

    DE HENRIQUE RODRIGUES

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    Após o ato da tomada de posse, o presidente da Mesa da Assembleia Geral convidou os associados presentes a usar da palavra, convite que apenas foi aceite pelo presidente reconduzido, Henrique Queirós Rodrigues. Este, recordando aos presentes que a legitimidade dos órgãos sociais deriva do ato eleitoral, e que a legitimidade não confere só por si a inteligência e capacidade de bem gerir a instituição, começou por saudar os regressos de Ana Paula Silva, Casimiro Gonçalves e Fátima Pinto, debruçando-se depois sobre a questão da sustentabilidade da IPSS, tema este revestido agora de «inquietante atualidade».

    De qualquer modo, o presidente da Direção do CSE não deixou de sublinhar que seria escassa ambição a de apenas manter a instituição à tona de água, sem cuidar de manter o seu rumo moderno e solidário na prossecução do trabalho de desenvolvimento das condições de bem estar e igualdade de oportunidades para todos.

    O CSE deveria, assim, desenvolver o seu trabalho em quatro grandes eixos: o de contribuir para melhorar a vida das pessoas – utentes e comunidade em geral, o de promover o desenvolvimento social e humano, o de assegurar o emprego e o bem-estar dois seus colaboradores e o de melhorar os níveis de qualidade e dignificação da instituição.

    Realçou depois a diversificação do trabalho de apoio aos idosos, o estímulo ao trabalho voluntário a favor da comunidade e o cuidado especial aos cidadãos portadores de deficiência.

    Explicitou ainda como consequência desta ação solidária o amortecimento das consequências da crise económica sobre as famílias.

    Traçou, de seguida, um quadro da economia social quanto ao valor acrescentado bruto (VAB) , o emprego e o nível de retribuições, em que destacou, por um lado, a importância económica do setor (8,8% do VAB e 7,7% do emprego remunerado em Portugal), mas ao mesmo tempo a relativamente frágil qualificação humana do setor (com pouco mais de 4% das remunerações).

    Analisando depois o relacionamento da tutela com as IPSS, considerou ser justo salientar o esforço do Ministério do Emprego e da Segurança Social (MESS) em facilitar o trabalho das instituições da economia social, procurando minimizar escolhos que entretanto haviam sido colocados no caminho destas, e de que o protocolo para 2013/2014 era um bom exemplo.

    E finalizou a sua intervenção denunciando o papel nefasto do capitalismo financeiro e do liberalismo sem freio, enaltecendo os valores do trabalho, dos direitos humanos e do apoio à família, na linha aliás, de uma recente intervenção do Papa Bento XVI.

    OUTRAS INTERVENÇÕES

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    Usou depois da palavra o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, Luís Ramalho, que começou por proferir algumas palavras de ânimo aos membros dos novos corpos sociais do CSE, lembrando depois, numa nota pessoal, que foi nesta casa – o CSE – que começou a ser a pessoa que é hoje, e deu os primeiros passos na vida associativa.

    «As IPSS são um pilar da sociedade de hoje contra o egoísmo em tempo de menores recursos», apontou, finalizando com palavras de carinho por todos aqueles que tinham passado pelos órgãos sociais da instituição e de ânimo aos novos dirigentes, a quem desejou bom trabalho!

    Seguiu-se-lhe o presidente da UDIPPS-Porto, P. e José Lopes Baptista, que começando precisamente por formular os mesmos votos de bom trabalho!, se referiu ao contexto sócio-económico atual, caracterizado muito negativamente pelo Papa Bento XVI, e repudiando as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia.

    Pronunciou-se de seguida contra a diminuição do papel social do Estado e salientou a necessidade de pessoas que ajam nas instituições preocupadas em promover a criatividade e dignidade humanas.

    A sociedade civil tem que ter um papel mais ativo que contribua para o aumento da coesão social, apontou, rejeitando também uma ótica egoísta.

    Destacou, ainda o CSE como um exemplo de trabalho solidário que deve ser apontado, desejando-lhe a continuação desse bom trabalho e, por fim, teve uma palavra particular de elogio a Henrique Queirós Rodrigues, pela importância do trabalho de anos deste dirigente ao leme desta importante IPSS no distrito.

    O presidente da Câmara Municipal de Valongo (CMV), João Paulo Baltazar, encerrou as intervenções, cumprimentando a mesa e agradecendo aos dirigentes do CSE a disponibilidade e o trabalho desenvolvido.

    Apontou depois, relativamente à sua autarquia, igualmente preocupada com a situação de «crise generalizada», dois vetores na sua ação, um mais terapêutico, através dos meios da ação social, procurando proteger as pessoas, outro mais preventivo, através da educação, procurando levar a que as pessoas estejam mais preparadas para enfrentar dificuldades.

    Fez depois o elogio do setor social no concelho – «somos servidos por instituições com maturidade e sabedoria», sendo preciso reconhecer esse trabalho.

    Referiu depois o novo projeto concelhio de fornecimento de refeições às escolas através do recurso aos meios das IPSS, traduzindo-se isto num duplo benefício, primeiro melhorando o serviço prestado, segundo contribuindo para dar uma maior sustentabilidade às instituições do setor social envolvidas, como seria o caso do CSE.

    Frisou depois que a CMV queria ser parceiro credível quanto aos compromissos financeiros assumidos e que este programa só faria sentido nesse quadro.

    E terminou enaltecendo o «trabalho sem preço, inestimável» das IPSS e seus dirigentes, saudando particularmente os novos empossados, a quem reconheceu perseverança, competência e altruismo.

    Por: LC

     

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