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    Arquivo: Edição de 22-05-2012

    SECÇÃO: Destaque


    Afonso Lobão lança a sua candidatura à Concelhia do PS/Valongo

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    O vereador socialista Afonso Lobão, ex-candidato a presidente da Câmara e ex-deputado, como o seu adversário José Manuel Ribeiro, lançou na manhã no passado domingo, dia de 21 de maio, e no mesmo local que aquele – o Auditório António Macedo do Fórum Vallis Longus, em Valongo – a sua candidatura à presidência da Comissão Concelhia do Partido Socialista de Valongo. A apoiá-lo estiveram presentes alguns pesos pesados da galáxia socialista no distrito, tais como Francisco Assis, Renato Sampaio, Guilherme Pinto, Manuel Pizarro, Orlando Gaspar e Luís Cunha. Presente ainda toda a vereação do PS neste mandato (José Luís Catarino, José Miranda e Luísa Oliveira), além de muitos eleitos de freguesia, como Esmeralda Carvalho, Diva Ribeiro e Manuel Costa (todo o elenco de Ermesinde), bem como o presidente da Mesa da mesma Assembleia de Freguesia, Raul Santos. Ainda a salientar a presença de Ilídio Lobão e Cândida Bessa, deputados municipais e membros do círculo familiar de Afonso Lobão, e de Tavares Queijo, outro companheiro de muitas batalhas de Afonso Lobão. Curiosamente estiveram ainda presentes os anteriores líderes municipais Ventura de Almeida e José Araújo, que tinham assistido ao lançamento da candidatura de José Manuel Ribeiro.

    Em lugar de destaque notava-se também a presença do empresário Almerindo Carneiro.

    A breve cerimónia formal da apresentação da candidatura contou com duas intervenções, a de Cláudia Leal, jovem socialista de Campo, e a de Manuel Pizarro, candidato (único) à Concelhia portuense do PS, antes da apresentação formal de Afonso Lobão.

    A INTERVENÇÃO

    DE AFONSO LOBÃO

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    Com um auditório cheio, a não dever nada à apresentação anterior de José Manuel Ribeiro, Afonso Lobão começou por lembrar que ali mesmo, há cerca de dois anos, tinha apresentado a sua candidatura à Câmara Municipal de Valongo, e por saudar os amigos independentes que ali estavam a apoiá-lo.

    O líder da vereação socialista apontou depois a situação atual de crise (com início nos Estados Unidos), levando muitas famílias para a pobreza e a exclusão social. Criticou depois as políticas de bloqueio ao crescimento e desenvolvimento do país, e defendeu uma forma de fazer política com valores e com ética, sendo cada vez mais necessário o papel ativo do PS.

    Afirmando depois que há muito estava terminado o atual ciclo político em Valongo, considerou a saída de Fernando Melo do Executivo valonguense como uma «traição aos eleitores do concelho», abandonando a Câmara sem rumo, paralisada, e sem projetos. O município está carregado de dívidas, não tem um plano estratégico, e as associações do concelho passam dias difíceis, apontou Afonso Lobão. Referiu ainda a marginalidade do município, muito afastado do centro da liderança política da Área Metropolitana (AMP) e defendeu uma nova forma política de eleger os representantes das populações na AMP.

    Referiu depois o papel de várias instituições do concelho de Valongo, como a Misericórdia, as IPSS, as associações de bombeiros, defendendo um papel ativo no combate à exclusão social.

    «A vida, no país e no mundo, tem de voltar a centrar-se nas pessoas e não nos lucros», apontou.

    Defendeu depois as perspetivas de uma esquerda moderna, apresentando-se seguidamente como alguém que tendo tido experiência de dirigente local e dirigente nacional do partido, só queria, agora, dedicar-se ao concelho, afirmando querer condições para unir as pessoas de Valongo.

    Terminando a sua intervenção com uma bicada ao adversário, apontou que «o que está em disputa, é apenas a Concelhia do PS, não percebemos os que andam há muito numa lufa lufa» com outros objetivos. E finalizou: «As divisões têm sido o mal do PS de Valongo».

    OUTRAS INTERVENÇÕES

    Manuel Pizarro manifestou a sua honra em estar ali na apresentação da candidatura de Afonso Lobão, «pessoa séria e solidária, amigo do seu amigo., pessoa com quem o PS pôde sempre contar», e além disso, seu amigo pessoal.

    «O País e Valongo vivem hoje tempos difíceis (…), o Governo faz o mal e não se arrepende de fazer o mal».

    Criticou depois a gestão «caquética» do concelho de Valongo, cujo atraso era perfeitamente injusto, sendo agora preciso recuperar esse atraso. E para isso era necessário devolver a Câmara ao PS.

    E passando a criticar os adversários de Afonso Lobão: «Não são aqueles que, no passado recente, fomentaram a desunião do PS que vão agora unir o PS».

    E terminou afirmando: «Só tenho uma coisa a lamentar – é que não sendo militante da Concelhia de Valongo, não possa votar em Afonso Lobão».

    Cláudia Leal, por sua vez, apontaria que Afonso Lobão já deu muito ao concelho de Valongo e ainda tem muito para dar. «Precisamos de alguém que una o PS. «Na política nós temos que ser sérios». E finalmente: «Temos, enquanto jovens, que dar a nossa opinião», mas poucos são os que a ouvem e a têm em conta.

     

     

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