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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 05-04-2012

    SECÇÃO: Saúde


    Campanha de rastreios à morte súbita avalia mais de 2 mil jovens no primeiro mês

    Mais de dois mil jovens entre os 18 e os 35 anos da região de Coimbra participaram durante o mês de março na primeira ação de rastreios à morte súbita – “Dá-nos 5 minutos e nós damos-te 1 Vida”.

    Os rastreios, realizados em três universidades de Coimbra, confirmaram dez diagnósticos de risco (seis casos de Síndrome de Wolff-Parkinson-White, duas miocardiopatias hipertróficas e dois síndrome de QT Longo, patologias que, quando detetadas precocemente, podem ser devidamente vigiadas e controladas) e dez pessoas com alterações no eletrocardiograma que ainda se encontram em estudo.

    Os rastreios aos fatores de risco de morte súbita são compostos por um exame de eletrocardiograma e pelo preenchimento de um questionário informatizado.

    Esta iniciativa inédita vai continuar durante o mês de abril, estando já agendada entre os dias 9 e 13 de abril novos rastreios à população juvenil na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Coimbra.

    De acordo com Rui Providência, médico cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e coordenador deste projecto, «a morte súbita cardíaca está entre as cinco principais causas de morte nos jovens. Muitas vezes, as patologias subjacentes são facilmente detetáveis por eletrocardiograma ou avaliação clínica e possuem tratamento eficaz. Assim sendo, grande parte destas mortes seria evitável se fossem realizados rastreios a esta população».

    Ainda de acordo com o especialista: «Os resultados estão a falar por si. Há muitos casos de doenças graves (mas que são tratáveis e controláveis) que se encontravam por diagnosticar e, com ações como esta, podem agora ser detetadas e adequadamente tratadas, o que resultará numa diminuição do número de casos de morte súbita cardíaca nos próximos anos».

    Julga-se que numa população de 20 mil jovens entre os 18 aos 35 anos se encontrem cerca de 60 casos que justificam acompanhamento médico especializado em cardiologia. Uma vez que grande parte destas doenças tem base genética, a descoberta de um caso num destes jovens, pode salvar quer a sua vida, quer a vida de outros familiares atingidos.

    Para mais informações, consulte o site da campanha disponível em http://www.scdsos.com

     

     

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