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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 05-04-2012

    SECÇÃO: Saúde


    MAIS DE 30 000 DOENTES EM 55 PAÍSES JÁ FORAM TRATADOS COM ESTA TERAPÊUTICA

    Primeiro medicamento oral para a esclerose múltipla aprovado pelo Infarmed para utilização hospitalar

    A mais recente inovação terapêutica para os doentes de esclerose múltipla (EM), foi aprovada pelo Infarmed para utilização hospitalar (processo semelhante à comparticipação para medicamentos de ambulatório), reconhecendo assim o seu valor terapêutico acrescentado. Um maior número de doentes portugueses pode agora ter acesso ao único medicamento oral em todo mundo aprovado para o tratamento desta doença inflamatória crónica do sistema nervoso central.

    Esta nova terapêutica oral está indicada para o tratamento em doentes com esclerose múltipla.

    Antes do aparecimento deste fármaco, todas as opções de tratamento para a EM eram injectáveis. Para além da comodidade para o doente, no seu programa de estudos, esta terapêutica oral revelou superioridade significativa no controlo da doença quando comparada com tratamento standard

    Também a semana passada, o NICE (National Institute for Health and Clinical Excellence) recomendou esta terapêutica oral como opção de tratamento em doentes com EM muito ativa. Esta recomendação de utilização da terapêutica oral surgiu no seguimento de um pedido do Ministério da Saúde inglês para avaliação do uso desta terapêutica no seu Sistema Nacional de Saúde.

    Sobre a Esclerose Múltipla

    A EM afeta cerca de 5 000 portugueses. Em todo o mundo são cerca de 2,5 milhões de pessoas com esta doença inflamatória crónica do sistema nervoso central que se manifesta em jovens adultos, entre os 20 e os 40 anos de idade, e que interfere com a capacidade do doente em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio. As mulheres têm duas vezes mais probabilidades de desenvolver EM do que os homens.

    A EM afecta o Sistema Nervoso Central (SNC) - o cérebro e a espinal medula. Como noutras doenças auto-imunes, na EM o corpo torna-se inimigo de si próprio e confunde as células normais com intrusos. No caso da EM, ataca a mielina, uma camada de lípidos que envolve e isola as fibras nervosas do SNC, e que permite uma comunicação mais rápida entre o cérebro e as outras partes do organismo. Se a mielina for destruída ou alterada, os impulsos nervosos tornam-se mais lentos, ou não são transmitidos de todo. Quando isso acontece pode haver perda de funções como a visão ou a mobilidade.

    A EM tem um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes e das suas famílias. Cerca de 85% das pessoas com EM queixam-se de fadiga constante independentemente do seu grau de incapacidade provocado pela doença, o que interfere com a sua qualidade de vida e produtividade.

     

     

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