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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 15-05-2011

    SECÇÃO: Destaque


    O CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

    Escuteiros de Ermesinde

    Completaram-se no passado dia 15 de abril, 85 anos, sobre a fundação do VII Agrupamento do Corpo Nacional de Escutas de Ermesinde. Embora este tipo de instituições, fundadas a pensar em ocupar de forma sadia os tempos de lazer da juventude, esteja muito ligado à Igreja Católica, conheceu alguma expansão ainda no período final da Primeira República, como é precisamente o caso do núcleo de Ermesinde, criado a pouco mais de um mês do golpe que pôs fim à Primeira República.

    Alguns dos primeiros escuteiros de Ermesinde
    Alguns dos primeiros escuteiros de Ermesinde
    Embora organizado em fins de 1925, só em 15 de abril de 1926 o Grupo n.º 22 – Nuno Álvares Pereira – de Ermesinde, seria oficialmente constituído, sendo a sua primeira Direcção formada pelos seguintes elementos: Manuel Feliciano da Cruz, Chefe de Grupo; Padre Avelino Moutinho de Assunção, Director; e Henrique Gregório Pereira, Chefe de Administração.

    Este conceituado Agrupamento que, há quase nove décadas, tem servido com dignidade e eficiência esta antiga terra de S. Lourenço de Asmes, bem merece o carinho e a estima de todos os ermesindenses.

    Por ele têm passado algumas centenas de homens e de mulheres que à sua terra têm dado o seu esforço para a engrandecer e dignificar, com os ensinamentos que ao longo da vida e, muito especialmente, na adolescência, receberam deste prestigiado Agrupamento, que procura implementar as “lições” de Baden Powell (militar inglês, filho de um religioso inglês, homónimo, que foi professor em Oxford).

    Na sua última mensagem deixava este último conselho aos jovens:

    «(…) Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem (…)».

    O VII Agrupamento do Corpo Nacional de Escutas de Ermesinde, como agora se designa, esteve em festa em 1996, altura em que comemorou o seu 70.º Aniversário, e se inaugurou a sua sede.

    A abertura das comemorações decorreu com uma sessão solene, no dia 22 de março de 1996, que teve lugar no salão do Centro Social de Ermesinde. A Mesa era constituída por elementos das chefias regionais, por representantes das Câmaras de Valongo e de Gondomar, por um representante da Assembleia Municipal de Valongo, pelos Presidentes das Juntas das Freguesias de Ermesinde e de Rio Tinto, e pelo chefe do Agrupamento em festa.

    Estiveram ainda presentes outras individualidades, marcantes na vida política e social de Ermesinde, que tiveram a oportunidade de assistir a uma retrospectiva do que foi a vida deste Agrupamento ao longo dos 70 anos de existência.

    Do programa das comemorações fez parte, também, a romagem ao Cemitério de Silva Escura, para deposição de um ramo de flores na campa onde se encontram os restos mortais do Padre Avelino de Assunção, Assistente Fundador do Grupo 22.

    Mas o ponto alto do 70.º aniversário do VII Agrupamento do CNE de Ermesinde, ocorreu no dia 24 de março de 1996. Depois da Missa celebrada na Igreja Paroquial, pelo Padre Luís Vieira dos Santos que proferiu uma brilhante homilia alusiva ao acontecimento, juntaram-se dezenas de escuteiros, no espaço envolvente à nova sede, onde se viam representantes dos Agrupamentos de Alfena, Rio Tinto, Baguim do Monte, S. Pedro da Cova, Valbom e Fânzeres.

    O cerimonial iniciou-se com o hasteamento das Bandeiras Nacional e da Cidade de Ermesinde, seguindo-se o Hino dos escuteiros e a habitual saudação às bandeiras.

    Carlos Franco, chefe do Agrupamento de Ermesinde, usou da palavra para fazer o agradecimento público a todos os que, de qualquer forma, ajudaram a construir a nova Sede, sonho de tantos e tantos anos, tornados agora realidade. Historiou a dolorosa peregrinação que ao longo de 70 anos tiveram de fazer os Escutas de Ermesinde, que passaram por tantas sedes provisórias, como o antigo Salão Paroquial, Tômbola, Casa de Dirigente, Cripta da Igreja e muitos outros locais.

    Um aspeto da Sede dos Escuteiros de Ermesinde no dia da inauguração
    Um aspeto da Sede dos Escuteiros de Ermesinde no dia da inauguração
    Graças à Comissão Fabriqueira da Paróquia e ao empenho do Pároco, foi oferecido um terreno onde, pouco a pouco, a chefia do VII Agrupamento, com grande esforço e dedicação, foi angariando donativos, aqui e ali, para possibilitar a edificação da Sede, finalmente construída, após um heróico período de 12 anos.

    A todos os que se devotaram nessa tarefa, como prova de gratidão e apreço, foram oferecidas medalhas comemorativas da efeméride e um diploma de mérito.

    Foi descerrada, no meio de fortes aplausos, uma placa alusiva ao ato, com a seguinte inscrição:

    «Inauguração pelo Chefe Nacional António João Costa e benzida pelo Pároco de Ermesinde Luís Vieira dos Santos – 24 de Março de 1996».

    Depois da benção das novas instalações pelo Abade da Paróquia, este dirigiu algumas palavras de agradecimento e apreço aos Escutas de Ermesinde, mostrando-se feliz por ter contribuído para que o Agrupamento tivesse, finalmente, a sua sede.

    O VII Agrupamento do Corpo Nacional de Escutas celebrou os 75 anos de existência entre nós, no dia 8 de outubro de 2000, reafirmando os seus valores e a vontade de manter os seus princípios de Educar a juventude pela Fé e através do Jogo, não descurando nunca a vida ao ar livre, em comunhão com a natureza, como acima vimos, reiterada na última mensagem do pai do escutismo, Baden Powel.

    O VII Agrupamento de Ermesinde, ao longo destes 85 anos, vem prestando relevantes serviços à comunidade e promete prosseguir nessa prática altruista e utilitária.

    Por: Manuel Augusto Dias

     

     

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